Blog

  • Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

    Os Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram cerca de trinta vítimas de dois massacres no interior da capitania do Rio Grande — cujo território daria origem à província do Rio Grande do Norte e posteriormente ao estado do Rio Grande do Norte. Vinte e cinco homens e cinco mulheres foram reconhecidas como vitimas dois morticínios diferentes, ambos tendo ocorrido no ano de 1645, durante as invasões holandesas no Brasil. O primeiro massacre ocorreu julho, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no engenho de Cunhaú, município de Canguaretama. O segundo ocorreu outubro, na comunidade de Uruaçu, município de São Gonçalo do Amarante.

    Foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 5 de março de 2000. No dia 23 de março de 2017, o Papa Francisco autorizou a canonização dos trinta mártires do Rio Grande do Norte. A cerimônia ocorreu 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, no Vaticano, sendo presidida pelo mesmo pontífice. Eles são lembrados como protomártires brasileiros, título dado pela Igreja Católica aos primeiros mártires de determinada nação ou localidade.

    Morticínio de Cunhaú: O primeiro engenho construído na capitania do Rio Grande foi palco de uma disputa territorial e religiosa envolvendo colonos portugueses, holandeses e nativos (indígenas Janduís), uma das mais trágicas disputas da história do Brasil. No ano de 1645, a capitania era dominada pelos holandeses.

    Jacob Rabbi, um judeu alemão que lá chegou por meio de um convite holandês, casou-se com uma indígena e morou junto da tribo dos Janduís, seguindo os costumes dos nativos. Chegou ao engenho 15 de julho de 1645, mas já era conhecido pelos moradores, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias e Janduís. Nesse dia, veio com mais violência. Além dos Tapuias, trazia alguns potiguares e soldados holandeses. Era domingo, dia 16 de julho de 1645 e, como de costume, os fiéis reuniram-se para celebrar a Eucaristia. Foram à missa na igreja de Nossa Senhora das Candeias, mas Jacob Rabbi havia fixado um edital na porta da igreja: após a missa, haveria ordens do governo holandês. O pároco, padre André de Soveral, responsável pela catequização e disseminação do catolicismo na região, começa a celebração e, depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas: deu-se início ao ataque pelos nativos e invasores holandeses aos colonos leigos e clérigos que celebravam a missa. Ao verem que seriam mortos pelas tropas, os colonos pediram misericórdia a Jesus “entre mortais ânsias, confessaram-se ao sumo sacerdote pelo perdão por suas culpas”, enquanto o padre André estava tendo o seu coração arrancado brutalmente do peito pelo jaguar da floresta”.

    Morticínio de Uruaçu: Em 3 de outubro de 1645, três meses depois do massacre de Cunhaú, aconteceu outro, desta vez na comunidade de Uruaçu, este também a mando de Jacob Rabbi.

    Logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou por aquela e por outras capitanias. A população ficou receosa, pois tinha medo de novos ataques. No massacre de 3 de outubro, foram cenas idênticas, no entanto com mais crueldade. Depois da Eucaristia, fecharam as portas da igreja e os mataram ferozmente, arrancaram suas línguas para não proferirem orações católicas, braços e pernas foram decepados, crianças foram partidas ao meio, e grande parte dos corpos foi degolada. O celebrante, padre Ambrósio Francisco Ferro, pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, mesmo vivo, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira, sacristão da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, mesmo arrancado seu coração, exclamou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”, e por esse motivo, ele é patrono dos ministros extraordinários da comunhão no Brasil.

    Beatificação: Os mártires são lembrados duas datas, no dia 16 de julho em Canguaretama, e dia 3 de outubro em São Gonçalo do Amarante. Esta última data é lembrada a caráter estadual: pela lei N.º 8.913/2006, que declara a data feriado estadual.

    São lugares de romarias e peregrinações a Capela dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu em São Gonçalo do Amarante; o Santuário dos Mártires, no bairro Nossa Senhora de Nazaré em Natal, e a capela de Nossa Senhora das Candeias, no antigo engenho de Cunhaú.

    Canonização: Os Santos Mártires foram canonizados pelo Santo Padre o Papa Francisco 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, Vaticano.

    São estes os sentimentos que invadem nossos corações, ao evocar a significativa lembrança da celebração dos quinhentos anos da evangelização no Brasil, que acontece este ano. Naquele imenso País, não foram poucas as dificuldades de implantação do Evangelho. A presença da igreja foi se afirmando lentamente mediante a ação missionária de várias ordens e congregações religiosas e de sacerdotes do clero diocesano. Os mártires, que hoje são beatificados, saíram, no fim do século XVII, das comunidades de Cunhaú e Uruaçu, do Rio Grande do Norte. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro — presbíteros e 28 companheiros leigos pertencem a esta geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração de novos cristãos. Eles são as primícias do trabalho missionário, os protomártires do Brasil. Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: Louvado seja o Santíssimo Sacramento

    Mártires

    Mortos Cunhaú 16 de julho de 1645

    • Padre André de Soveral
    • Domingos Carvalho

    Mortos Uruaçu 3 de outubro de 1645

    • Padre Ambrósio Francisco Ferro – 2.° pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação – Catedral Antiga
    • Mateus Moreira – Sacristão da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação – Catedral Antiga
    • Antônio Vilela e sua filha
    • José do Porto
    • Francisco de Bastos
    • Diogo Pereira
    • João Lostau Navarro
    • Antônio Vilela Cid
    • Estêvão Machado de Miranda e duas filhas
    • Vicente de Souza Pereira
    • Francisco Mendes Pereira
    • João da Silveira
    • Simão Correia
    • Antônio Baracho
    • João Martins e sete companheiros
    • Manuel Rodrigues Moura e sua esposa
    • uma filha de Francisco Dias
  • São Martinho de Lima, patrono dos barbeiros

    Nascimento: São Martinho nasceu Lima, no dia 9 de dezembro de 1579, filho de um nobre cavaleiro espanhol, João Porres, e de uma negra do Panamá, de origem africana, Ana Velásquez. Por causa da pele escura, o pai não o quis reconhecer, e, no livro de batizado, foi registrado como filho de pai ignorado. O valor representativo de São Martinho na história da santidade deriva do fato de ser ele uma dessas “misturas” da América, como um cronista do século XVI definia ironicamente os mulatos. 

    Vida Simples: São Martinho viveu pobremente até os oitos anos de idade e na companhia da mãe e de uma irmãzinha, nascida dois anos depois dele. Educado por sua mãe, no santo temor de Deus, começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Era uma profissão manual e também desprezada pelos que tinham aspirações à nobreza, porém, naquela época, essa profissão não era como de hoje dia, pois, naquele tempo, o barbeiro era também dentista e cirurgião. 

    Caridade: Martinho, alma extremamente sensível e de profundidade mística, fez de sua profissão um exercício de caridade para com os pobres, principalmente depois que se tornou ajudante de um médico.

    O Convento: Com a idade de 15 anos, abandonou tudo e foi bater na porta do convento dos dominicanos Lima. Aqui o espera uma nova humilhação. Foi admitido apenas como terciário e incumbido dos trabalhos mais humildes da comunidade. As suas funções eram as mais humildes, mas a sua vida espiritual, a mais profunda. Por fim, os superiores perceberam o que representava aquela alma para a Ordem e, acolhendo-o como membro efetivo no dia 2 de junho de 1603, admitiram-no então a profissão solene.

    Solicitude pelos Irmão: A sua solicitude pelos irmãos doentes era viva. Encontravam-no junto deles para os aliviar, mesmo, segundo se diz, que a porta estivesse fechada à chave. Considerava-se escravo de todos e de cada um, e se a doença de algum irmão que ele cuidava piorava, o zelo crescia.

    Feitos Extraordinários: Quis assim permanecer a escória do convento, mas a sua santidade começou a refulgir para além dos limites do convento, pelos extraordinários carismas com as quais era dotado, como profecias, os êxtases, as bilocações. Embora nunca tenha se distanciado de Lima, foi visto na África, na China e no Japão para confortar missionários dificuldade. A este humilde irmão leigo recorriam para conselho; teólogos, bispos e autoridades civis, mais de uma vez o próprio vice-rei teve de aguardar diante da sua cela, porque frei Martinho estava êxtase.

    A Fundação do Hospital: Durante uma peste epidêmica, curou os que recorreram a ele, e os seus sessenta confrades curou-os prodigiosamente. Dedicava sua vida literalmente aos pobres: mendigo por amor aos mendigos. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para os meninos abandonados e jejuava para dar de comer aos pobres. Jejuava todo o ano, quase não comendo senão restos de pão, mas discretamente, a tal ponto que ninguém reparava. Tudo isso era regado pelas orações que fazia durante a noite, assim como Jesus orava (Lucas 6,12).

    Assim, sem fazer coisas extraordinárias além da prática de caridade, Martinho chegou a um alto grau de santidade. 

    Páscoa: Faleceu, santamente, Lima no dia 3 de novembro de 1639, com sessenta anos de idade e imediatamente foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado, 1837, pelo Papa Gregório XVI; foi canonizado, no dia 6 de maio de 1962, por São João XXIII; e no ano de 1966, o Papa São Paulo VI o proclamou patrono dos barbeiros.

    Minha oração: “Oh, Deus, que exaltou o humilde, que fizestes São Martinho, teu confessor, entrar no Reino celestial, concedei através do seu mérito e intercessão de modo que possamos seguir o exemplo da sua humildade e caridade na terra e um dia estarmos com ele no Céu, através de Cristo, Nosso Senhor.”

    São Martinho de Lima, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 03 de novembro
    Martirológio Romano

    • Em Cesareia, na Capadócia, hoje Turquia, os santos Germano, Teófilo e Cirilo, mártires. († data inc.)
    • Em Agrigento, na Sicília, região da Itália, São Libertino, bispo e mártir. († s. III/IV)
    • No território de Lauraguais, na atual França, São Pápulo, venerado como mártir. († s. III/IV)
    • Em Viterbo,  hoje no Lácio, região da Itália, os santos Valentim, presbítero, e Hilário, diácono, mártires. († data inc.)
    • Na Bretanha Menor, na atual França, São Guenael, venerado como abade de Landévenec. († s. VI)
    • Em Roma, a comemoração de Santa Sílvia, mãe do papa São Gregório Magno. († s. VII)
    • No mosteiro de Hornbach, no território da atual França, o sepultamento de São Pirmino, bispo e abade de Reichenau.(† c. 755)
    • No cenóbio de Antídio, na Bitínia, hoje na Turquia, São Joanício, monge. († 846)
    • Em Alem, cidade da Flandres, na atual Holanda, o sepultamento de Santa Odrada, virgem. († c. s. XI)
    • Em Urgel, na Catalunha, região da Espanha, Santo Ermengol ou Ermengáudio, bispo. († 1035)
    •  No território dos Marsos, nos Abruzos, região da Itália, São Berardo, bispo. († 1130)
    • Em Cudot, no território de Sens, na França, a Beata Alpaídes, virgem. († 1211)
    • Junto do mosteiro de Fischingen, na atual Suíça, Santa Ida, reclusa. († c. 1226)
    • Em Rímini, no litoral da Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Simão Balácchi, religioso da Ordem dos Pregadores. († 1319)
    • Em Milão, na Lombardia, região da Itália, o dia natal de São Carlos Borromeu, bispo, cuja memória se celebra amanhã.(† 1584)
    • Junto à fortaleza Xa Doai, no Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Francisco Néron, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir.(† 1860)
    • Em Valldibrera, perto de Barcelona, na Espanha, os beatos Cândido Alberto , Cirilo Pedro , Crisóstomo e Leónides Francisco, religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. († 1936)
  • São Deodato I

    Origens: São Deodato I foi, por quarenta anos, Padre Roma, antes de suceder ao Papa Bonifácio IV a 19 de outubro de 615. Seu nome significa “dado por Deus”. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos, não encontrava grandes adesões Constantinopla.

    O Diálogo com o Imperador: O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo. Apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarco Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado aliviar os desconfortos da população da cidade, teve um contato com o imperador. Era uma época sombria, de fortes controvérsias doutrinárias entre Oriente e Ocidente.

    Martirológio Romano: Foi inserido no Martirológio Romano um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos épocas tão difíceis. Aconteceu durante uma das suas frequentes visitas aos doentes, aos mais abandonados, os que eram atingidos pela lepra. São Deodato teria curado um desses infelizes, após,  amavelmente, o abraçar e beijar.

    Páscoa: São Deodato morreu novembro do ano 618. Foi amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração. Durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado, dedicou-se ao povo. Enfrentou, inclusive, um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemia.

    Minha oração: “Sucessor de Pedro, de herança apostólica, Jesus lhe escolheu para perpetuar a Igreja e para governá-la, seja também o nosso guia espiritual, seja o guia do nosso Papa atual e também da Igreja, para que não percamos o foco — que é Jesus. Amém!”

    São Deodato I, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 08 de novembro

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração dos santos SimpronianoCláudioNicóstratoCastório e Simplício, mártires, que, segundo a tradição, eram marmoristas Sírmium, na Panónia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia, e porque se recusaram, nome de Jesus Cristo, a esculpir a imagem de Esculápio, foram lançados ao rio por ordem do imperador Diocleciano e coroados por Deus com a graça do martírio. Desde tempos remotos foi venerada a sua memória na basílica do monte Célio, sob o título dos Quatro Coroados.(† 306)

    2.   Na região de Tours, da Gália Lionense, na actual França, São Claro, presbítero, que foi discípulo de São Martinho e, junto do mosteiro do bispo, construiu uma moradia, onde congregou muitos irmãos.(† c. 396)

    3.   Em Roma, junto de São Pedro, São Deusdado I, papa, que amou o seu clero e o seu povo com admirável simplicidade e sabedoria.(† 618)

    4.   Em Bremen, na Saxónia, actualmente na Alemanha, São Vileado, bispo, natural da Nortúmbria e amigo de Alcuíno, que propagou o Evangelho depois de São Bonifácio na Frísia e na Saxónia e, ordenado bispo, constituiu a sede de Bremen e governou-a com sabedoria.(† 789)

    5.   Em Soissons, na França, o sepultamento de São Godofredo, bispo de Amiens, que, educado desde os cinco anos na vida monástica, sofreu muito na conciliação dos conflitos entre os senhores e o povo da cidade, assim como na reforma dos costumes do clero e do povo.(† 1115)

    6*.   Em Colónia, na Lotaríngia, actualmente na Alemanha, o Beato João Duns Escoto, presbítero da Ordem dos Menores, que, oriundo da Escócia, ensinou as disciplinas filosóficas Cambridge, Oxford, Paris e finalmente Colónia, como mestre insigne, de engenho subtil e admirável fervor.(† 1308)

    7*.   Em Ostra Vétere, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Maria Crucificada (Isabel Maria Satéllico), abadessa da Ordem das Clarissas,inente na meditação do mistério da Cruz e enriquecida com carismas místicos.(† 1745)

    8.   Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, actualmente no Vietnam, os santos mártires José Nguyen Dinh NghiPaulo Nguyen NgânMartinho Ta Due Thinh, presbíteros, Martinho Tho e João Baptista Con, agricultores, que, no tempo do imperador Thieu Tri, foram degolados por causa da sua fé cristã.(† 1840)

  • São Josafat

    Nascimento: João Kuncewycz nasceu de família cristã ortodoxa da Ucrânia, 1580. Estudou filosofia e teologia. Aos 20 anos tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá, e pouco tempo era nomeado superior do convento. Possuía enorme capacidade intelectual e vivência da caridade cristã.

    Além disso, São Josafá era um monge exemplar no seguimento das regras monásticas. Com apenas 37 anos assumiu o arcebispado de Polotsk, e dedicou-se imediatamente à formação do clero e à catequização dos fiéis (o que ainda hoje é urgentemente necessário).

    Na sua época, sentia-se já o grave problema da divisão das igrejas ortodoxas orientais, que haviam se separado de Roma por volta do ano 1000, não reconhecendo a autoridade do Papa. Josafá muito trabalhou para a reconciliação, ao longo da sua vida. Em 1596, o sínodo de Brest reuniu os rutenos com Roma, mas este exemplo não foi seguido por outras igrejas orientais, que se sentiram traídas, tendo os cismáticos passado a perseguir os católicos.

    Por causa do seu zelo na reunificação, São Josafá foi caluniado e teve que enfrentar muitos contratempos, acabando por se tornar vítima de martírio: numa visita pastoral, a 12 de novembro de 1623, sua comitiva foi atacada e muitos dela covardemente assassinados, matança à qual o santo bispo se opôs perguntando aos agressores: “Meus filhos, por que matais os meus familiares? Se procurais a mim, aqui estou!”.

    Logo o maltrataram horrivelmente e o mataram. Porém, quase todos os seus assassinos, depois processados e condenados, abjuraram o cisma e se converteram, um fruto da caridade de Deus e, certamente, da firmeza exemplar de São Josafá.

    Reflexão: O desejo de Cristo de formar um único rebanho, sob a autoridade de um único pastor, na unidade de uma única Igreja é algo que não pode ser negligenciado. A separação dos católicos (“diabo” significa dividir) é um mal para a Igreja e o mundo. São Josafá lutou contra o Cisma, a ponto de doar a própria vida, e por isso é reconhecido como precursor do Ecumenismo (movimento que busca a boa convivência entre os diferentes cristãos e, mais essencialmente, a reunificação dos diversos cismáticos com a Igreja Católica). Porém, de forma alguma a Verdade pode ser “adaptada” nome de uma união baseada mero consenso de conveniências e interesses; isto seria uma união de oposição a Deus! O correto senso ecumênico está centrado no reconhecimento da única Igreja diretamente fundada por Cristo, por meio dos Apóstolos chefiados por São Pedro, assistida perenemente pelo Espírito Santo e tendo por legítima Mãe a Virgem Maria – a Igreja Católica (= universal, para todos os seres humanos, filhos de Deus), Apostólica (confiada diretamente aos Apóstolos por Jesus mesmo), Romana (referência ao local da morte – entrada na vida celeste – de São Pedro, chefe inequívoco dos Apóstolos, nas palavras de Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja […] Eu te darei as chaves do reino dos céus […]” (cf. Mt 16, 15-19); e “Apascenta as Minhas ovehas.” (cf. Jo 21, 17); ora, quem apascenta as ovelhas é o pastor, que tem sobre elas autoridade…).

    Oração: : Deus Eterno e Todo-Poderoso, que a Vossos pastores associastes São Josafá, a quem destes a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por Vosso amor as adversidades, sem jamais abrir mão da Verdade, e correr ao encontro de Vós, que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

    Outros Santos do dia 12
    Martirológio Romano

    Memória de São Josafat (João Kuncewicz), bispo de Polotsk e mártir, que incitou com incessante zelo o seu povo à unidade católica, cultivou com piedoso amor o rito bizantino-eslavo e, Witebsk, na Bielorússia, então sob a jurisdição da Polónia, cruelmente perseguido por uma multidão inimiga, morreu pela unidade da Igreja e defesa da verdade católica.

    2.   Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Nilo, abade, que, considerado discípulo de São João Crisóstomo, dirigiu muito tempo um mosteiro e difundiu nos seus escritos a doutrina ascética.

    3.   Em Mull, ilha da Escócia, São Macário, bispo, oriundo da Irlanda, que é considerado discípulo de São Columba e fundador desta Igreja.

    4*.   Em Vienne, na Borgonha, actualmente na França, Santo Hesíquio, bispo, que foi promovido da dignidade senatorial à dignidade episcopal. Foram seus filhos, nascidos anteriormente, Santo Apolinário, bispo da Igreja de Valence, e Santo Avito, que lhe sucedeu na sede de Vienne.

    5.   Nos montes da região de Cogolla, perto de Berceo, na actual Espanha, Santo Emiliano, presbítero, que, depois de muitos anos de vida eremítica e algum tempo de ministério clerical, abraçou a vida monástica e se tornou célebre pela sua generosidade para com os pobres e pelo dom da profecia.

    6.   Em Colónia, na Austrásia, actualmente na Alemanha, São Cuniberto, bispo, que, depois das invasões dos bárbaros, restaurou na cidade e toda a região a vida da Igreja e a piedade dos fiéis.

    7.   Em Daventer, na Frísia, na actual Holanda, São Lebuíno ou Livino, presbítero, que, sendo monge oriundo da Inglaterra, se dedicou a anunciar aos habitantes desta região a paz e a salvação de Cristo.

    8.   Em Kasimierz, junto ao rio Warta, na Polónia, os santos BentoJoãoMateus e Isaac, mártires, que, enviados a propagar a fé naquela região da Polónia, foram degolados de noite por alguns ladrões. Com eles se comemora também Cristiano, seu servo, que foi enforcado no telhado de uma capela.

    9*.   Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato João Cíni, apelidado «da Paz», que passou do serviço militar ao serviço divino na Ordem Terceira de São Francisco.

    10.   Em Alcalá de Henares, na Espanha, São Diogo, religioso da Ordem dos Menores, que, tanto nas ilhas Canárias como no cenóbio de Santa Maria de Ara Caéli, Roma, se distinguiu pela sua humildade e caridade no cuidado dos enfermos.

    11.   Em Tuliman, cidade do México, São Margarido Flores, presbítero e mártir, que, na grande perseguição contra a Igreja, por ser sacerdote foi preso e fuzilado, coroando assim a vida com um nobre martírio.

    12*.   Em Alcúdia de Carlet, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato José Medes Ferrís, mártir, a quem, durante a perseguição contra a fé cristã, pela sua intrépida fidelidade, o Senhor concedeu a recompensa eterna.

     

  • São Diogo

    Nascimento: Diogo nasceu pelo ano de 1400 São Nicolau do Porto, na região espanhola de Andaluzia. Sentindo desde muito novo inclinação  para vida solitária e penitente, durante vários anos viveu como eremita junto da igreja de São Nicolau, no seu torrão de natal. No entanto, à oração e contemplação aliava o trabalho manual, como cultivo de uma horta e a confecção de cestos de vime e pequenos utensílios para uso doméstico, os lucros desses trabalhos destinava-os por inteiro a ajudar os pobres. A fama de sua virtude estendeu-se a povoações vizinhas, e passou a ser venerado por muita gente.

    Entretanto começou a sonhar voos mais altos, e resolveu ingressar na ordem dos frades menores. Dirigiu-se nesse intuito a um convento próximo de Córdova, onde foi admitido ao noviciado, e a seu tempo à profissão dos votos religiosos. Exerceu vários ofícios humildes diversos conventos da província religiosa, até que 1441 foi enviado às Canárias para evangelizar os nativos, que tinham recaído superstições e idolatrias. Só por obediência aceitou o cargo de guardião de um convento para o qual fora eleito 1446. Dedicou-se com especialpenho a defender os indígenas da exploração por parte dos conquistadores, que por isso mesmo lhe levantaram muitas dificuldades e causaram muitas contrariedades, a ponto de 1449 pedir autorização para regressar à Espanha. No ano seguinte 1450, foi com um confrade a Roma, para ganhar o jubileu e assistir à canonização de São Bernardino de Sena.

    Aconteceu que o convento romano de Araceli, onde os dois religiosos se tinham hospedado, foi atingido pela epidemia que nesse ano flagelou a cidade de Roma, e quase todos os frades, que eram muitos, caíram doentes. Diogo desfez-se cuidados para com eles, quer a respeito de tratamentos, quer para providenciar ao sustento necessário, que era escasso, apesar das providências tomadas pelas autoridades públicas. Foi um autêntico herói nesse apostolado de caridade, cuidando dos doentes e socorrendo os pobres mais afetados pela carestia resultante da peste. Chegou a curar muitos enfermos pelo simples contato das mãos, untada no azeite da lâmpada colocada junto à imagem de Nossa Senhora.

    Ao voltar à pátria, viveu de novo diversos conventos antes de a morte lhe abrir as portas do céu, Alcalá de Henares, perto de Madrid, a 12 de novembro de 1463, aos 63 anos de idade. A fama de santidade de vida desse humilde irmão leigo franciscano, unida aos muitos milagres que Deus por sua intercessão realizou, levou Sisto V a inscrevê-lo no catálogo dos santos, a 2 de julho de 1558.

    São Diogo de Alcalá fez reviver a figura daqueles irmãos, simples e humildes, que nos tempos do franciscanismo primitivo foram o orgulho e a alegria de São Francisco, que no trabalho, no silêncio e na penitência conquistavam almas para Cristo. Na Ordem Franciscana é venerado como especial patrono dos irmãos não clérigos.

    Reflexão: São Diogo é um dos santos mais populares da Espanha e das Américas. De fato, seu nome Espanhol, Diego, deu origem à famosa cidade norte americana, San Diego. Nele encontramos a humildade, simplicidade, caridade, desejo de estar com Deus e de servir ao próximo, que formam a essência da vida cristã, virtudes estas exercidas quaisquer circunstâncias e local, desde superior a porteiro, grandes cidades civilizadas ou ilhas incultas com população idólatra. Santos são os exemplos que a Igreja nos propõe: casa, viagem, no trabalho, no lazer, na escola, pais, filhos, vizinhos, colegas, amigos, desconhecidos, necessitados… somos chamados a viver as mesmas virtudes de San Diego.

    Oração: Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de São Diogo de Alcalá, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes Vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

     

    Outros santos e beatos celebrados 13 de novembro
    Martirológio Romano

    1.   Em Cesareia da Palestina, a paixão dos santos mártires AntoninoNicéforoZebinaGermano e Mánata, virgem. Esta última, no tempo do imperador Galério Maximino, depois de ser açoitada, foi queimada viva; os outros, porque censuraram intrépida e claramente a impiedade do prefeito Firmiliano por oferecer sacrifícios aos deuses, foram decapitados.(† 308)

    2.   Em Aix-en-Provence, na Gália Narbonense, na hodierna França, São Mítrio, que, apesar da sua condição de escravo, saiu deste mundo livre pela justiça Cristo.(† s. IV)

    3.   Em Tours, na Gália Lionense, também na actual França, São Brício, bispo, discípulo de São Martinho, que foi sucessor do seu mestre e durante quarenta e sete anos enfrentou muitas adversidades.(† 444)

    4.   Na África Proconsular, a comemoração dos santos mártires hispanos ArcádioPascásioProbo e Eutiquiano, que, por não quererem decididamente aderir à heresia ariana, por ordem de Genserico foram proscritos, depois exilados e atormentados com atrozes suplícios e finalmente assassinados com vários género de morte. Então também o pequeno Paulilo, irmão de Pascásio e de Eutiquiano, com admirável constância, não permitindo ser separado da fé católica, foi longamente açoitado e condenado à mais vil escravidão.(† 473)

    5*.   Em Vienne, na Gália Lionense, actualmente na França, São Leoniano, abade, que, trazido da Panónia cativo para esta região por gente inimiga, dirigiu santamente monges e monjas durante mais de quarenta anos, primeiro Autun e depois Vienne.(† c. 518)

    6.   Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Quinciano, bispo, que ocupou a sede de Rodez, mas depois, exilado pelos godos, foi nomeado bispo desta cidade.(† c. 525)

    7*.   Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, a comemoração dos santos Florêncio, bispo, de cuja doutrina fiel e vida santa dá testemunho o papa São Gregório Magno, e de Santo Amâncio, seu presbítero, admirável na sua caridade para com os enfermos e todas as virtudes.(† s. VI)

    8*.   Em Rodez, na Aquitânia, na hodierna França, São Dalmácio, bispo, cuja caridade para com os pobres é louvada por São Gregório de Tours.(† c. 580)

    9*.   No vale de Suze, entre os Helvécios, na actual Suíça, Santo Himério, eremita, que pregou o Evangelho nesta região.(† c. 612)

    10.   Em Toledo, cidade da Espanha, Santo Eugénio, bispo, que se dedicou ao ordenamento da sagrada liturgia.(† c. 657)

    11*.   Na região de Cambrai, na Gália, hoje na França, Santa Maxelendes, virgem e mártir, que, segundo a tradição, escolhendo a Cristo como seu esposo e recusando o homem a quem seus pais a tinham prometido, foi por ele morta ao fio da espada.(† 670)

    12.   Em Roma, junto de São Pedro, São Nicolau I, papa, que se distinguiu pela sua energia apostólica confirmar a autoridade do Romano Pontífice toda a Igreja de Deus.(† c. 867)

    13*.   No mosteiro de La Réole, na Gasconha da França, o passamento de Santo Abão, abade de Fleury, admiravelmente instruído na Sagrada Escritura e nas letras humanas, que, por defender a disciplina monástica e fomentar ardorosamente a paz, morreu trespassado por uma lança.(† 1004)

    14*.   Em Ivrea, no Piemonte, região da Itália, a comemoração do Beato Varmundo, bispo, ilustre pela sua fé viva, piedade e humildade, que defendeu das insídias dos poderosos a liberdade da Igreja, construiu a catedral, fomentou a vida monástica e instituiu uma escola episcopal.(† c. 1010/1014)

    15.   Em Cremona, na Lombardia, também região da Itália, Santo Homobono, um comerciante que se tornou memorável pela sua caridade para com os pobres, por acolher e educar as crianças abandonadas e fomentar a paz entre as famílias.(† 1197)

    16.   Em Roma, Santa Agostinha Pietrantóni (Lívia Pietrantóni), virgem da Congregação das Irmãs da Caridade, que se dedicou com generosidade cristã ao cuidado dos leprosos no hospital do Espírito Santo, onde morreu apunhalada por um enfermo num ataque de furor homicida.(† 1894)

    17*.   Em Simat de Valldigna, na região de Valência, na Espanha, o Beato João Gonga Martínez, mártir, que, durante a perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

    18*.   Em Portichol de Tavernes, perto de Carcaixent, na mesma região da Espanha, a Beata Maria do Patrocínio de São João (Maria Cinta Assunção Giner Gomis), virgem do Instituto das Irmãs de Maria Imaculada Missionárias Claretianas e mártir, que na mesma perseguição no combate da fé alcançou a vida eterna.(† 1936)

    19♦.   Em Halle an der Saale, na Saxónia, região da Alemanha, o Beato Carlos Lampert, presbítero e mártir, que depois de ter sido encarcerado três vezes por um regime inumano e hostil à religião, foi finalmente decapitado ódio à fé cristã e ao sacerdócio.(† 1944)

    20*.   Em Sófia, na Bulgária, os beatos Pedro VicevPaulo (José Dzidzov) Josafat Siskov (Roberto Mateus Siskov), presbíteros da Congregação dos Agostinhos da Assunção, que, no tempo de um regime hostil a Deus, acusados falsamente de traição e encarcerados por serem cristãos, mereceram receber pela sua morte o prémio prometido aos fiéis discípulos de Cristo.(† 1952)

    Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

  • São Frediano

    Nascimento: Frediano nasceu na Irlanda, no século VI. Os mais antigos registros sobre ele atestam seu nome como Frigdianus ou Frigianu. Cristão fervoroso e monge, ele saiu de sua terra natal, a Irlanda, como peregrino e também estudante. Seu destino era a cidade de Roma. Registros de sua presença foram encontrados perto da cidade de Luca, na região da Toscana, Itália. Tais registros contam que ele vivia como um ermitão.

    Líder: O povo de Luca reconheceu logo que aquele monge estrangeiro tinha algo de especial. Camponeses que viviam às margens do rio Serchio, que passa na cidade, acostumados com o sofrimento por causa da pobreza e das enchentes do rio, encontraram nele um apoio, um exemplo de vida, uma liderança nas horas difíceis. Observavam sua vida austera, de oração, sacrifícios, trabalho aliados à sabedoria e grande cultura.

    Bispo: Por causa de todas as qualidades do Monge Frediano, os fiéis e o clero de Luca perceberam que ele era a pessoa mais indicada para se tornar o bispo local. Seu conhecimento, seus dons naturais e a vida de santidade foram determinantes. Assim, de maneira incomum na Igreja, ele foi eleito, aceitou e foi sagrado bispo de Luca. Era o ano 560.

    Transformação da cidade e milagre do rio: O bispo Frediano usou todo o conhecimento que tinha nas áreas de engenharia, matemática, agricultura e até mesmo de hidrografia, e conseguiu ajudar bastante a população. Além disso, São Frediano tinha dons extraordinários e prodígios eram realizados por sua intercessão e oração. O mais famoso desses fatos foi o desvio milagroso do curso do rio Serchio livrando a área rural de Luca das enchentes. Contam que São Frediano, oração, traçou um curso novo para o rio usando um rastelo e as águas obedeceram seguindo o curso traçado por ele.

    Bom pastor: Daquele episódio diante, espalhou-se a fama de santidade do bispo e santo Frediano. E ele passou a ser cada vez mais procurado pelo povo. O milagre do desvio do rio Serchio foi citado até mesmo num livro do Papa São Gregório Magno intitulado Diálogos. Como Jesus, o Bom Pastor, São Frediano conduziu sua diocese com extrema dedicação, sabedoria e amor. Nunca descuidou dos desamparados. Construiu hospitais, orfanatos, asilos num tempo que a sociedade civil não se preocupava com os pobres. Além disso, construiu mosteiros e Igrejas.

    Morte: O bispo São Frediano faleceu 18 de março de 588. Além de seu rastro de santidade, ele deixou uma comunidade monástica pequena, mas cheia de frutos, que ficou conhecida como

    “Cônegos de São Frediano”. Um dos grandes frutos dessa comunidade foi um bispo chamado Anselmo de Baggio. Ele veio a ser o Papa Alexandre II. A festa de São Frediano foi instituída para o dia que suas relíquias foram trasladadas para a grande basílica que leva seu nome, na cidade de Luca.

    Oração a São Frediano: “Pai de bondade e de amor, que escolhestes vosso servo Frediano para testemunhar a fé os povos, dai-nos seguir seus exemplos e viver com fidelidade nossa consagração batismal, levando aos homens e as mulheres vossa palavra de libertação. Amém.”

    São Frediano, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 18 de novembro
    Martirológio Romano

    Dedicação das basílicas de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos. A primeira foi edificada pelo imperador Constantino sobre o sepulcro de São Pedro na colina do Vaticano e, deteriorada com o passar do tempo, foi restaurada com maior amplitude e de novo consagrada neste dia. A segunda, edificada pelos imperadores Teodósio e Valentiniano junto à Via Ostiense, depois consumida por um funesto incêndio e totalmente restaurada, foi dedicada no dia dez de Dezembro. Nesta comum comemoração é simbolicamente evocada a fraternidade dos Apóstolos e a unidade da Igreja.(† 1626, 1854)

    2.   Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, São Romão, mártir, que, sendo diácono da Igreja de Cesareia, ao ver como os cristãos, na perseguição de Diocleciano, obedeciam aos seus decretos e se aproximavam das estátuas dos ídolos, os exortou publicamente à resistência e, por isso, depois de cruéis tormentos e de lhe cortarem a língua, estrangulado no cárcere consumou o seu glorioso martírio.(† 303)

    3*.   Em Le Colombier, na região de Bourges, na Aquitânia, território da actual França, São Pátroclo, presbítero, que foi eremita e missionário.(† c. 576)

    4*.   Na Bretanha Menor, também na actual França, São Maudeto, abade, que se entregou à vida monástica numa ilha deserta e, como mestre espiritual, reuniu muitos santos entre o número dos seus discípulos.(† s. V)

    5*.   Em Coutances, na Nêustria, também na hodierna França, São Romacário, bispo.(† s. VI)

    6*.   Na região de Velay, na Aquitânia, hoje também na França, São Teofredo, abade e mártir.(† c. 752)

    7.   Em Tours, na Nêustria, actualmente também na França, o passamento de Santo Odão, abade de Cluny, que renovou a observância monástica segundo a Regra de São Bento e a disciplina de São Bento de Aniano.(† 942)

    8*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Leonardo Kimura, religioso da Companhia de Jesus, André Murayama TokuanCosme TakeyaJoão Yoshida Shoun e Domingos Jorge, que, pelo nome de Cristo foram queimados vivos.(† 1619)

    9.   Em Saint Charles, cidade do Missouri, nos Estados Unidos da América do Norte, Santa Filipa Duchesne, virgem, das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, que, nascida na França, durante a Revolução Francesa reuniu a comunidade religiosa e, partindo para a América, ali abriu muitas escolas.(† 1852)

    10*.   Em Ceccano, perto de Frosinone, na Itália, o Beato Grimoaldo da Purificação (Fernando Santamaria), religioso da Congregação da Paixão, que, quando se preparava com fervor e alegria para o sacerdócio, consumido pela enfermidade, morreu santamente.(† 1902)

    11*.   Em Wal-Ruda, localidade da Polónia, a Beata Carolina Koska, virgem e mártir, que, no fragor da guerra, por defender a sua castidade ameaçada por um soldado, foi atravessada por uma espada e morreu ainda adolescente por Cristo.(† 1914)

    12*.   Em Madrid, na Espanha, as beatas Maria do Amparo (Maria Gabriela Hijonosa y Naveros) e cinco companheiras[1], virgens da Ordem da Visitação de Santa Maria e mártires, que durante a perseguição religiosa permaneceram encerradas no mosteiro, mas traiçoeiramente capturadas pelos milicianos e fuziladas, foram ao encontro do Esposo, Jesus Cristo.


    [1]  São estes os seus nomes: Teresa Maria (Laura Cavestany y Anduaga), Josefa Maria (Maria do Carmo Barrera e Izaguirre), Maria Inês (Inês Zudaire y Galdeano), Maria Ângela (Martinha Olaizola y Garagarza) e Maria Engrácia (Josefa Joaquina Lecuona y Aramburu).(† 1936)

    13♦.   Em Lorca, perto de Múrcia, também na Espanha, os beatos mártires José Maria Cánovas Martínez, presbítero da diocese de Cartagena, e cinco religiosos[2] da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a perseguição contra a Igreja, receberam dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.


    [2]  São estes os seus nomes: Ovídio Bertrão (Estêvão Anuncibay Letona), Hermenegildo Lourenço (Modesto Sáez Manzanares), Luciano Paulo (Germano Garcia Garcia), Estanislau Vitor (Crisógono Cordero Fernandez), Lourenço Tiago (Emílio Martínez de la Pera y Álava).

    († 1936)

    14♦.   Em Paracuellos de Jarama, próximo de Madrid, também na Espanha, o Beato Vidal Luís Gómara, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a mesma perseguição derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

  • Santo Antão, o santo que vivia no Cemitério

    Origens: Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito 251. Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã. 

    Abdicou dos Bens: Ao entrar numa Igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa.

    Eremita: Enfim, Santo Antão foi, passo a passo, buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus sua vida: “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. 

    Santo Antão: aprendeu o que precisava para ser santo e atendeu seu chamado

    Estudou: Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente, a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também.

    Viveu um Cemitério: Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá, por isso ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há. 

    Os Muros: Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges. 

    Santo Antão vivia a verdadeira alegria e sorria para o mundo

    Santidade: Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que, quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: “Onde está Antão?”. E lhes respondiam: “Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; esse é Antão”.

    Combateu o Arianismo: Ele foi crescendo idade, sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.

    Páscoa: Santo Antão faleceu 356, viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar. 

    Minha oração: “ Ó pai da vida monástica, pai dos eremitas, formai almas que tenham a mesma generosidade de se dedicar inteiramente a Deus na oração e na penitência. Sustentai aqueles que já vivem assim e tornai-os grandes testemunhas nesse mundo perecível. Amém”

    Santo Antão, rogai por nós!

    Martirológio Romano
    Outros santos e beatos celebrados 17 de janeiro

    • Na Capadócia, na atual Turquia, os santos Espeusipo, Elasipo, Melasipo, irmãos, e sua avó, Leonila, mártires. († data inc.)
    • No Osroene, num território atualmente situado entre a Síria e a Turquia, a comemoração de São Julião, asceta, chamado pelos antigos Sabas, isto é, Ancião. († c. 377)
    • Em Die, na Gália Lionense, atualmente na França, São Marcelo, bispo. († 510)
    • Em Bourges, na Aquitânia, atualmente também na França, São Sulpício o Piedoso, bispo. († 647)
    • Na Baviera, hoje região da Alemanha, São Gamelberto, presbítero. († c. 802)
    • Em Fréjus, na Provença, região da França, Santa Rosalina, prioresa de Celle-Roubaud, da Ordem da Cartuxa. († 1329)
    • Em Tocolatlán, cidade do México, São Januário Sánchez Delgadillo, presbítero e mártir. († 1927)

    Fonte:

    • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
    • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
    • Martirológio Romano
    • Vaticannews.va
    • Vatican.va
  • São Gildas, o Sábio, Abade

    O sábio: Também chamado de São Gildásio, o seu nome verdadeiro seria “Saint Gildas, the wise” que significa Gildas, o sábio. Nasceu 500 DC no vale da Clydside, na Escócia.

    Monge educado e escritor: Ele era bem educado e ele se tornou um monge Llanilltud no sul de Wales, onde ele foi treinado por São Illtyd e Paulo Aurelius. Ele fez uma peregrinação à Irlanda para consultar os monges contemporâneos da região e escrever cartas para monastérios bem distantes.

    Homem com uma capacidade de observação e reflexão profundas: Viveu grandes experiências sua vida que lhe proporcionou viajar, casar e, até, viver como eremita. Essas experiências tornaram-lhe um homem com uma capacidade de observação e reflexão profundas, que culminaram um livro – sua grande obra – chamado De Excidio Britannic.

    Seu mais profundo desejo era o da conversão do homem: Neste livro, Gildas faz uma reconstituição histórica da sociedade de sua época. Mostrando-se extremamente duro com os homens de sua época, aponta erros e injustiças gritantes.

    Obviamente, seu texto desagradou a muitos e muitas também foram as críticas que recebeu. Com sabedoria, Gildas enfrentou a todos, pois, seu mais profundo desejo era o da conversão do homem.

    Fazia milagres e curava doentes apenas com sua oração e benção: E, assim, ganhou o apelido de “o sábio”, dado por aqueles que o procuravam e por ele eram convertidos.

    Fluente pregador, fundou vários monastérios. Foi o Abade de alguns e era um santo que fazia milagres e curava doentes apenas com sua oração e benção.

    Escreveu vários trabalhos dirigidos aos monges encorajando-os a serem bondosos humildes e obedientes a Deus. Conselheiro espiritual de muitos.

    São Gildas, rogai por nós!

    Oração – Ouvi, favoravelmente, Senhor, as humildes preces, que Vos dirigimos por intermédio de São Gildásio e fazei que sejamos auxiliados pelos méritos desse Santo, que Vos serviu tão fielmente.

    Gildas: resistência, lealdade, poder.

    Outros santos e beatos celebrados 29 de janeiro
    Martirológio Romano

    1.   Em Edessa, no Osroene, na actual Turquia, os santos Sarbélio, presbítero, e Bebaia, sua irmã, que, segundo a tradição, foram conduzidos ao Baptismo pelo bispo São Barsimeu e padeceram o martírio por Cristo.

      († c. 250)

    2.   Em Roma, junto à Via Nomentana, no cemitério Maior, os santos mártires Papias e Amaro, que eram soldados.

      († c. s. III)

    3.   Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália, São Constâncio, bispo.

      († c. s. III)

    4.   Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, os santos Juventino e Maximino, mártires, que receberam a coroa do martírio no tempo do imperador Juliano Apóstata.

      († 363)

    5.   Em Tréveris, na Gália Bélgica, actualmente na Alemanha, São Valério, bispo, o segundo a ocupar esta sede episcopal.

      († s. III f.)

    6.   Perto de Antioquia, na Síria, actualmente na Turquia, Santo Afraates, anacoreta, nascido e educado na Pérsia, que, seguindo os passos dos magos, Belém se converteu ao Senhor e, partindo para Edessa, se refugiou numa cabana fora dos muros da cidade; por fim, Antioquia defendeu a fé católica contra os arianos, pela sua pregação e seus escritos.

      († c. 378)

    7*.   Na Bretanha Menor, actualmente na França, São Gildas o Sábio, abade, que escreveu sobre a destruição da Bretanha, lamentando as calamidades do seu povo e increpando o desatino dos príncipes e do clero. Segundo a tradição, fundou um mosteiro Rhuys, junto à costa marítima, e morreu na ilha de Houat.

      († 570)

    8.   Em Bourges, na Aquitânia, na actual França, São Sulpício Severo, bispo, senador das Gálias, cuja sabedoria, zelo pastoral epenho na renovação da observância religiosa louvou São Gregório de Tours.

      († 591)

    9*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Vilana de Bóttis, mãe de família, que, abandonando a vida mundana, tomou o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos e foi insigne na meditação de Cristo crucificado e na austeridade de vida, mendigando também esmolas nas ruas para ajudar os pobres.

      († 1361)

    10♦.   Em Miejsce Piestowe, na Polónia, o Beato Bronislau Markiewicz, presbítero da Sociedade Salesiana, fundador das duas congregações de São Miguel Arcanjo.

      († 1912)

    11*.   Em Bialystok, cidade da Polónia, a Beata Boleslava Maria Lament, virgem, que, num difícil período de instabilidade política, fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Sagrada Família, para fomentar a união dos cristãos, socorrer os marginados e formar as jovens na vida cristã.

      († 1946)

     

  • Santa Juliana da Nicomédia, Virgem, Mártir

    Filha de Africano, homem rude e pagão: Juliana era filha de Africano, homem rude e pagão, e, desde a infância, havia abraçado o cristianismo. Quando soube que o pai a havia prometido a um jovem nobre chamado Evilásio, não pode deixar de sentir certa repugnância:  era o moço pagão e, pois, cultuador dos falsos deuses.

    Só me casarei contigo, quando fores prefeito da cidade: Depois de pensar comedidamente, resolveu contemporizar. Um dia, diante de Evilásio, disse-lhe:  Só me casarei contigo, quando fores prefeito da cidade. Ora, o nobre jovem era pessoa deveras influente e não tardou a ser alçado àquele posto, Tendo ido procurar a jovem, recebeu a seguinte resposta à uma pergunta:

    Devo dizer-te, sou cristã, de modo que não posso unir-me a um pagão: – Sim, sei que te tornaste prefeito da cidade, mas, devo dizer-te, sou cristã, de modo que não posso unir-me a um pagão. Se fosses da mesma religião… 

    Evilásio, agastado, procurou Africano e pô-lo a par do sucedido. E Africano, depois de, inutilmente ter usado de todos os artifícios, descoroçoado e irritado, deixou à filha a escolha: casar-se ou enfrentar o tribunal. Evilásio, na qualidade de prefeito, a intimou a prestar declarações sobre a fé. Sendo impossível vergá-la, levando a renunciar a Jesus Cristo, a prendeu.

    Um falso anjo a aconselha a sacrificar aos deuses: Naquela noite, quando tudo era silêncio no presídio, um “anjo” apareceu, luminoso dizendo:  Juliana, sacrifica aos deuses! Deves obedecer à vontade do imperador!

    Juliana não se desconcertou. Depois de todas as vicissitudes, Deus haveria de lhe solicitar semelhante coisa? Impossível. Aquilo só podia ser obra do tentador, do demônio. Orando com imenso fervor, suplicou ao Senhor que  lhe desse forças para vencer o pérfido anjo mau que a tentava. E triunfou.

    Evilásio a fez passar pelos suplícios mais atrozes: Evilásio a fez passar pelos suplícios mais atrozes. Primeiramente, prometeu-lhe tudo, se, renunciando o Cristo.  A jovem estava inabalável, e, pois, foi exposta aos tormentos, que não conseguiram demovê-la.

    Ela foi amarrada numa roda de maneira tão brutal que todos os seus ossos foram deslocados e a medula saiu deles, porém, um anjo do Senhor quebrou a roda e curou-a instantaneamente. Os que foram testemunhas desse prodígio passaram a crer e foram decapitados, os homens número de 500 e as mulheres número de 130.

    Possesso, o frustrado noivo a condenou a ser decapitada: Depois disso Juliana foi jogada numa caldeira cheia de chumbo derretido, mas o chumbo transformou-se num banho de temperatura agradável. Então, possesso, o frustrado noivo a condenou a ser decapitada.

    Então ocorreu uma tempestade na qual se afogaram no mar o prefeito e 34 homens: Depois que Juliana foi decapitada, ocorreu uma tempestade na qual se afogaram no mar o prefeito e 34 homens que o acompanhavam. Seus corpos, vomitados pelas águas, foram devorados por animais e aves.

    Os gregos celebram a memória de Santa Juliana, virgem e mártir, a 21 de Dezembro e a 8 de Agosto. A ela, Constantinopla, ergueram uma igreja. No Ocidente, honram-na os latinos neste dia 16 de fevereiro.

    Santa Juliana, rogai por nós!

    Oração – “Na ressurreição dos justos não haverá queimaduras e feridas, mas apenas a alma. Então, prefiro agora as feridas do corpo que são temporárias, vez das feridas da alma com tortura eterna”.

     

    Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

    1. Na Campânia, região da Itália, Santa Juliana, virgem e mártir.(† data inc.)

    2. Em Cesareia da Palestina, os santos mártires EliasJeremiasIsaíasSamuel e Daniel, cristãos egípcios, que, por terem espontaneamente ajudado os confessores da fé condenados às minas na Cilícia, foram presos pelo prefeito Firmiliano, no tempo do imperador Galério Maximiliano, e, depois de crudelíssimas torturas, pereceram ao fio da espada. Depois deles receberam também a coroa do martírio Pânfilo, presbítero, Valente, diácono de Jerusalém, e Paulo, oriundo da cidade de Jamnia, que tinham passado dois anos no cárcere; e ainda Porfírio, servo de Pânfilo, Seleuco da Capadócia, graduado no exército, Teódulo, ancião da família do prefeito Firmiliano, e finalmente Julião da Capadócia, que, chegando ali naquele momento, beijou os corpos dos mártires e, assim denunciado como cristão, foi mandado queimar a fogo lento pelo prefeito.(† 309)

    3. No reino da antiga Pérsia, São Maruta, bispo, que, depois de restabelecida a paz na Igreja, presidiu ao Concílio de Selêucia, restaurou as Igrejas de Deus arruinadas na perseguição do rei Sapor e colocou as relíquias dos mártires da Pérsia na cidade episcopal, depois chamada Martirópolis.(† a.420)

    4. Em Borgo San Pietro, nos Abruzos, região da Itália, a Beata Filipa Maréri, virgem, que, desprezando as riquezas e faustos do mundo, abraçou a forma de vida de Santa Clara, recentemente estabelecida na sua terra.(† 1236)

    5. Em Perúgia, cidade da Úmbria, também na Itália, o Beato Nicolau Páglia, presbítero da Ordem dos Pregadores, que recebeu de São Domingos o hábito e o ministério da pregação.(† 1256)

    6. Em Hiroshima, no Japão, o Beato Francisco Toyama Jintaró, mártir.(† 1624)

    7. Em Nápoles, cidade da Campânia, região da Itália, o Beato Mariano Aciero, presbítero, que, dotado de profunda cultura teológica, bíblica e humanística, se dedicou com grande zelo apostólico à evangelização deste território pela pregação assídua e pelo ensino frequente das crianças e dos adultos pobres, e contribuiu eficazmente para a renovação e dignidade do clero.(† 1788)

    8. Em Turim, também na Itália, o Beato José Allamano, presbítero, que, animado pelo zelo incansável, fundou as duas Congregações das Missões da Consolata, uma feminina e outra masculina, para a propagação da fé.(† 1926)

  • Santa Eusébia – Piedosa

    Origens
    Seus pais tiveram cerca de quatro filhos, e entre eles está Eusébia, uma família onde muitos foram considerados santos. Quando ainda era muito nova, tragicamente perdeu seu pai. Por conta disso, sua mãe pediu para mudar-se, junto com os filhos, para um mosteiro. Eusébia logo foi requisitada para a ordem religiosa por Gertrudes, a abadessa. Alguns afirmam que Gertrudes seria da família de Eusébia, mas não há fontes que comprovem isso. Com o falecimento de Gertrudes, Eusébia foi eleita abadessa, apesar de sua jovem idade – segundo a tradição, ela teria apenas doze anos.

    Abandono e obediência
    Mesmo sendo considerada muito jovem para assumir o cargo de abadessa, Eusébia trazia o grande e humilde desejo de corresponder ao chamado de Deus e à indicação de Gertrudes. Porém, Eusébia teria que lidar com a contradição de sua mãe, que a considerava jovem demais e incapaz de assumir tal cargo. Sabendo que essa decisão não seria bem aceita pelos demais e por Eusébia, a mãe obteve uma carta do Rei Clovis II, e assim Eusébia ficou sobre as ordens restritas de sua mãe. A tradição conta que sua mãe a enviou para abadia de Marchiennes, também na França. Eusébia assim obedeceu às suas autoridades.

    Realizando sua missão
    Não demorou muito e, logo, Eusébia, com a permissão de sua mãe, pode voltar e assumir o cargo de abadessa. Mesmo sua jovialidade, dava grandes exemplos de humildade e de busca pela pureza. Realizava os trabalhos mais difíceis e era justa e moderada suas decisões.

    Santa Eusébia sempre unida ao seu Senhor

    Páscoa
    Conta-se que Eusébia, por graça divina, previu a própria morte, tendo tempo assim de orientar e exortar suas monjas a viver sempre na caridade fraterna. Alguns dão a data de sua morte aos 23 ou 33 anos, mas a Igreja se apega aos trinte e três anos de idade. 

    Lição de vida
    Eusébia demonstrou ser assim como seu Mestre, um modelo de humildade.

    Minha oração
    “Santa Eusébia, seu nome bem reflete o esplendor de tua vida piedosa. Ajudai-me a, mesmo com as vicissitudes do caminho, cumprir fielmente a missão que o Senhor me confia. Que eu viva com humildade, alegria, responsabilidade e gratidão. Que eu confie mais na graça de Deus do que minhas capacidades. Em Jesus, mesmo incapaz, me torno forte.”

    Santa Eusébia, rogai por nós!


    Outros beatos e santos que a Igreja faz memória 16 de março:
    Martirológio Romano

    1.   Em Aquileia, na Venécia, actualmente no Friúli, região da Itália, os santos Hilário, bispo, e Taciano, mártires.

      († data inc.)

    2.   Em Selêucia, na Pérsia, hoje no Iraque, São Papas, oriundo da Licaónia, que, pela fé Cristo, depois de muitos tormentos consumou a sua vida terrena com o martírio.

      († s. IV)

    3.   Em Anazarbo, na Cilícia, actualmente na Turquia, São Julião, mártir, que, sob o governo do prefeito Marciano, depois de longamente torturado, foi encerrado num saco com serpentes e lançado ao mar.

      († s. IV)

    4*.   Na região de Artois, na Nêustria, no território da actual França, Santa Eusébia, abadessa de Hamay-sur-la-Scarpe, que, depois da morte do pai, se consagrou com sua santa mãe Rictrudes à vida monástica e, ainda adolescente, foi eleita abadessa para suceder à sua avó, Santa Gertrudes.

      († c. 680)

    5.   Em Colónia, na Alemanha, Santo Heriberto, bispo, que, sendo chanceler do imperador Otão III, foi eleito contra a sua vontade para a sede episcopal, onde iluminou infatigaveltemente o clero e o povo com o exemplo das suas virtudes, às quais exortava também com a sua pregação.

      († 1021)

    6*.   Em Vicenza, na Venécia, actualmente no Véneto, região da Itália, o Beato João Sórdi ou Cacciafronte, bispo e mártir, que, sendo abade, foi condenado ao exílio por causa da sua fidelidade ao Papa; eleito depois bispo de Mântua e transferido finalmente para a sede episcopal de Vicenza, morreu pela liberdade da Igreja, trespassado à espada por um sicário.

      († 1181)

    7*.   Em York, na Inglaterra, os beatos João Amias e Roberto Dalby, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, condenados à morte por causa do sacerdócio, se dirigiram com alegria para o suplício da forca.

      († 1589)

    8.   Na região dos Hurões, no Canadá, a paixão de São João de Brébeuf, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, enviado da França para as missões entre os Hurões, depois de muitos trabalhos missionários e tribulações, foi crudelissimamente torturado pelos pagãos do lugar e morreu heroicamente por Cristo. A sua memória celebra-se no dia onze de Outubro, juntamente com a dos seus companheiros

      († 1649)