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  • Serva de Deus e Mártir Isabel Cristina Mrad Campos

    Nascimento: Isabel Cristina nasceu 29 de julho de 1962, Barbacena (MG), filha de José Mendes Campos e Helena Mrad Campos. Com o desejo de fazer Medicina, foi para Juiz de Fora, 1982, para se preparar um curso pré-vestibular. Estudava, namorava, participava de festas, mas tinha uma vida de oração e sonhava ser pediatra para ajudar crianças carentes. Era sensível, sobretudo com os mais pobres, idosos e crianças, o que certamente aprendeu na família, que era vicentina. Na época, seu pai era presidente do Conselho Central de Barbacena.

    Vida Religiosa: Fez parte do Grupo de Jovens da Sociedade de São Vicente de Paulo, onde um diretor espiritual lhe transmitiu a espiritualidade dos Cursilhos de Cristandade e dos Vicentinos. Além disso, frequentava o Mosteiro da Visitação, praticava a oração familiar, confessava-se regularmente e participava de campanhas organizadas pelos vicentinos.

    Páscoa: No dia 1º de setembro de 1982, um homem foi montar um guarda-roupa no pequeno apartamento para onde se mudara com seu irmão, e tentou violentá-la. Isabel ficou incomodada com a atitude intrusiva do jovem, tanto que ficou rezando o tempo todo enquanto estava montando os móveis, como ela mesma relatou a familiares e amigos. 

    Ao oferecer resistência, recebeu uma cadeirada na cabeça, foi amarrada, amordaçada e teve suas roupas rasgadas. Como continuou a resistir, foi morta sem piedade com 15 facadas. Um crime cruel que abalou a família e todos que tomaram conhecimento do caso. Pelo queerge da autópsia, ela resistiu a esse ataque, mantendo sua virgindade intacta.

    O martírio formal  ex parte persecutoris , o ataque não foi um arrebatamento momentâneo do assassino, mas um plano predeterminado que deveria ser correlacionado com a fé da vítima. De fato, Isabel permaneceu oração o tempo todo que o homem esteve casa para trabalhar. O jovem voltou mais tarde e tentou perseguir o seu intento. Isabel Cristina também se opôs fisicamente, impedindo a violação.

    Quanto ao martírio formal  ex parte victimae , o sacrifício de Isabel foi consequente ao exercício da castidade que habitualmente a caracterizava.

    Pedido de Beatificação: A forma como foi morta, mas sobretudo como viveu, motivou um grupo de pessoas a entrar com o pedido do processo para sua beatificação. A solicitação foi aceita por Roma e, no dia 26 de janeiro de 2001, Barbacena, foi instalado o processo, quando Isabel Cristina recebeu do Vaticano o título de Serva de Deus. A causa foi conduzida por um Tribunal Eclesiástico instituído por Dom Luciano. 

    Foram oito anos de trabalho, entre coleta de depoimentos e documentos, além da digitação e tradução para o italiano. Tendo a fase diocesana do processo sido finalizada 2009, o seu martírio foi reconhecido pelo Papa Francisco, por meio de decreto, outubro de 2020.

    Anúncio da Beatificação:O anúncio da data de beatificação, que era aguardada com grande expectativa toda Arquidiocese de Mariana, foi confirmada no dia 22 de junho de 2022, pelo postulador da Causa de Beatificação da Venerável, doutor Paolo Vilotta, carta ao arcebispo metropolitano, dom Airton José dos Santos.

    A Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos será beatificada, no dia 10 de dezembro de 2022, Barbacena (MG), celebração solene com o rito de beatificação presidida pelo prefeito do Dicastério da Causa dos Santos, Cardeal Marcello Semeraro.

    Relíquia: O fato de Isabel Cristina ter sido batizada e feito a Primeira Comunhão na Matriz da Piedade, pela ligação afetiva de seus pais com a paróquia, para facilitar a visitação, decidiu-se que seus restos mortais ficariam no Santuário da Piedade. O caixão de madeira com os restos mortais foi lacrado pelo Arcebispo Dom Geraldo, na presença do Postulador, e depois colocado num sarcófago de granito na Capela dos Passos. Também a caixa com toda a documentação foi lacrada e entregue ao sr. Agostini, portador delegado, que a entregou na Congregação para os Santos. (Com informações da Arquidiocese de Mariana)

    Minha oração: “Ó Isabel, foste fiel a Deus até as últimas circunstâncias, ofertando sua própria vida. Ensinai-nos a viver da mesma forma e valorizar o dom da castidade para que, através dele, amemos a Deus sobre todas as coisas. Amém.”

    Mártir Isabel Cristina Mrad Campos, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 1º de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração de São Josué, filho de Nun, servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés sobre ele, ficou cheio do espírito de sabedoria e, depois da morte de Moisés, introduziu de modo maravilhoso o povo de Israel, atravessando o rio Jordão, na terra prometida.

    2.   Em Reims, na Gália Bélgica, actualmente na França, São Sisto, que é considerado o primeiro bispo desta cidade.(† s. III)

    3.   Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália, São Prisco, mártir.(† s. IV)

    4.   Em Tódi, na Úmbria, também região da Itália, São Terenciano, bispo.(† c. s. IV)

    5.   Em Dax, na Aquitânia, hoje na França, São Vicente, que é celebrado como bispo e mártir.(† c. s. IV)

    6.   Em Zurzach, junto do rio Reno, no território de Zurique da Germânia, actualmente na Suíça, Santa Verena, virgem.(† s. IV)

    7.   Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França, São Vitório, recordado por São Gregório de Tours.(†490)

    8.   Em Aquino, no Lácio, região da Itália, São Constâncio, bispo, cujo dom de profecia é louvado pelo papa São Gregório Magno.(† 570)

    9.   No território de Nimes, na Gália Narbonense, na hodierna França, São Gil ou Egídio, de quem tomou o nome a povoação que posteriormente se desenvolveu na região da Camargue, onde ele, segundo a tradição, construiu um mosteiro e terminou o curso da sua vida mortal.(† s. VI/VII)

    10.   Em Sens, na Nêustria, também na actual França, São Lopo, bispo, que foi exilado por ter corajosamente afirmado perante um notável do lugar que o povo devia ser dirigido pelo sacerdote e obedecer mais a Deus do que aos príncipes.(† c. 623)

    11*.   Em Veneza, cidade do actual Véneto, região da Itália, a Beata Juliana de Collalto, abadessa da Ordem de São Bento.(† 1262)

    12*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, também região da Itália, a Beata Joana, virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria,inente pela sua oração e austeridade.(† 1367)

    13*.   Em Madrid, na Espanha, os beatos Cristino (Miguel Roca Huguet), presbítero, e onze companheiros[1], mártires, todos da Ordem de São João de Deus, que, durante a guerra civil, foram mortos ódio à religião cristã.


    [1]  São estes os seus nomes: Processo (Joaquim Ruiz Cascales), Eutímio (Nicolau Aramêndia Garcia), Canuto (José Franco Gômez), Dositeu (Guilherme Rúbio Alonso), Cesário (Mariano Niño Pérez), Benjamim (Alexandre Cobos Celada), Carmelo (Isidro Gil Arano), Cosme (Simeão Isidoro Joaquím Brun Arará), Cecílio (Henrique López López), Rufino (Crescêncio Lasheras Aizcorbe) e Faustino (António Villanueva Igual), religiosos.(† 1936)

    14*.   Em Paterna, cidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Afonso Sebastião Viñals, presbítero e mártir, que era director espiritual da Escola de Formação Social de Valência, quando, na mesma perseguição contra a fé, recebeu a coroa de glória.(† 1936)

    15*.   Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Pedro de Alcântara (Cândido Rivera Rivera), presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, Maria do Carmo Moreno Benítez Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxuliadora, que, durante a mesma perseguição, configurando-se à paixão de Cristo, seu Esposo, alcançaram a recompensa da paz eterna.(†1936)

    16♦.   Também Barcelona, dia incerto de Setembro, o Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que na mesma perseguição, vencendo o bom combate da fé, alcançou a vida eterna.(† 1936)

    17♦.   Em Sotillo, localidade da Cantábria, no litoral da Espanha, dia incerto de Setembro, o Beato Eugénio Andrés Amo, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, morreu por Cristo.(† 1936)

    18♦.   Em Mataró, na Catalunha, também região da Espanha, o Beato José Samsó i Elias, presbítero da diocese de Barcelona e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja,foi assassinado ódio ao sacerdócio.(† 1936)

  • Beata Ingrid Elofsdotter

    Nascimento: Beata Ingrid  Elofsdotter nasceu Skänninge, na Suécia, no século XIII. Desde a infância, mostrou-se virtuosa, amável, caridosa e religiosa, recebeu uma educação nobre e primorosamente cristã. Alma de ideais cândidos, viveu desde os primeiros anos num fervor de piedade que nunca falhou. 

    Matrimônio: As virtudes mais heroicas lhe pareciam naturais. E, quando muito jovem, foi forçada por seus pais a contrair um casamento muito rico, casou-se na adolescência, como era o costume da época, mesmo contrariando sua vocação, todo aquele esplendor mundano não a cegou, continuando a viver no mundo sem ser do mundo. Aceitou tudo com humildade e resignação, e continuou a cuidar das obras de caridade que fundou para os pobres e doentes. Entre a população, tinha a fama de santidade.

    Votos Perpétuos: Em 1281, já viúva, fez seus votos perpétuos. Com um fiel séquito de damas de honra,barcou uma longa peregrinação à Terra Santa, onde seu coração se iluminou ainda mais com o eterno amor ao Salvador Jesus. Da Palestina, ela foi para Roma e, depois, para São Giacomo di Compostela. De volta à sua terra natal, um único desejo a dominava: consagrar-se para sempre a uma vida de oração e penitência. 

    Fundação do Mosteiro: Fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos. Dedicou-se totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade. Isso aconteceu 15 de agosto de 1281, na presença do rei Magnus Ladulas, com a ajuda e apoio do padre dominicano Pietro di Dacia e a autorização do bispo de Linkoping e do provincial. 

    Páscoa: Faleceu 2 de setembro de 1282, no convento Skanninge, quando era Priora daquele Mosteiro, com tal fama de santidade e de prodígios maravilhosos, tanto que seu culto logo se estendeu aos povos vizinhos. 

    Processo de Canonização: Em 1414, o Bispo de Linkoping, Canuto Bosson, pediu autorização à Santa Sé para abrir o processo de canonização. Encalhado 1448, o processo recomeçou no início do século seguinte. 

    Relíquias: Embora não tenha chegado a uma canonização formal, levaram à solene tradução de suas relíquias 29 de julho de 1507, por autoridade do Papa Alexandre VI, presente o Rei, uma grande multidão, todos os Bispos da Suécia e obviamente os Pregadores dessa área.

    Minha oração: “Após dedicar-se à família, entregou-se totalmente à vida contemplativa. Dai-nos um desejo ardente de oração e contemplação mesmo meio às atividades do dia. Que a oração se torne prioridade nossa vida. Amém!”

    Beata Ingrid Elofsdotter, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 02 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, São Zenão, mártir.(† s. III)

    2.   Em Niceia, também na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Teódota, com seus filhos EvódioHermógenes e Calisto, mártires.(† s. IV)

    3.   Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia, Santo Habib, diácono e mártir, que, no tempo do imperador Licínio, concluiu o seu glorioso combate ao ser lançado ao fogo por ordem do governador Lisânias.(†322)

    4.   Em Apameia, na Síria, Santo Antonino, mártir, que era canteiro, segundo a tradição e foi morto pelos pagãos aos vinte anos de idade por ter destruído os seus ídolos, movido pelo ardor da fé.(† s. IV)

    5*.   Em Tarragona, na Hispânia, São Próspero, bispo.(† s. IV/V)

    6.   Em Lião, na Gália, actualmente na França, o sepultamento de São Justo, bispo, que, depois do Concílio de Aquileia, renunciou ao episcopado e se refugiou com o leitor São Viador num ermo do Egipto, onde viveu alguns anos humildemente com os monges; o seu santo corpo foi trasladado por São Viador para Lião.(† d. 381)

    7.   No monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália, São Nonoso, abade.(† c. 570)

    8.   Em Autun, na Borgonha, na hodierna França, São Siágrio, bispo, que nos concílios que tomou parte foi muito notável pela sua sabedoria e zelo.(† 599/600)

    9*.   Em Avinhão, na Provença, também na actual França, Santo Agrícola, bispo, que, depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno, e lhe sucedeu no episcopado.(† c. 700)

    10.   No Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santo Elpídio, cujo nome foi adoptado pela cidade onde o seu corpo foi sepultado.(† a. s. XI)

    11*.   Em Pôntida, no território de Bérgamo, na Lombardia, região da Itália, os santos Alberto e Vito, monges: o primeiro, preferindo a milícia de Cristo às armas e honras do mundo, construiu na sua cidade um mosteiro com a observância cluniacense; o segundo foi o superior do mosteiro.(† c. 1096)

    13*.   Em Skänninge, na Suécia, a Beata Ingrid Elofsdotter, que, ficando viúva, ofereceu todos os seus bens para o serviço de Deus e, depois de uma peregrinação à Terra Santa, tomou o hábito monástico da Ordem dos Pregadores.(† 1282)

    14*.   Em Paris, na França, a paixão dos beatos mártires João Maria du Lau d’AllemansFrancisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld, bispos, e noventa e três companheiros[1], clérigos e religiosos, que, por se terem recusado a prestar o juramento iniquamente imposto ao clero no tempo da Revolução Francesa, foram recluídos no convento dos Carmelitas e assassinados ódio à religião de Cristo.


    [1]  São estes os seus nomes: Vicente Abraham, André Angar, João Baptista Cláudio Aubert, Francisco Balmain, João Pedro Bangue, Luís Francisco André Barret, José Bécavin, Tiago Júlio Bonnaud, João António Jacinto Boucharene de Chaumeils, João Francisco Bosquet, Cláudio Cays ou Dumas, João Charton de Millon, Cláudio Chaudet, Nicolau Clairet, Cláudio Colin, Francisco Dardan, Guilherme António Delfaut, Maturino Vítor Deruelle, Gabriel Desprez de Roche, Tomás Nicolau Dubray, Tomás Renato Dubuisson, Francisco Dumasrambaud de Calandelle, Henrique Hipólito Ermès, Armando de Foucauld de Pontbriand, Tiago Friteyre-Durvé, Cláudio Francisco Gagnières des Granges, Luís Lourenço Gaultier, João Goizet, André Grasset de Saint-Sauveur, João António de Guilleminet, João Baptista Janin, João Lacan, Pedro Landry, Cláudio António Rodolfo de Laporte, Roberto le Bis, Maturino Nicolau Le Bous de Villeneuve de la Villecrohain, Olivério Lefèvre, Carlos Francisco Legué, Tiago José Lejardinier Deslandes, Tiago João Lemeunier, Vicente José le Rousseau de Rosencoat, Francisco César Londiveau, Luís Longuet, Tiago Francisco de Lubersac, Gaspar Cláudio Maignien, João Filipe Marchand, Luís Mauduit, Francisco Luís Méallet de Fargues, Tiago Alexandre Menuret, João Baptista Nativelle, Renato Nativelle, Matias Agostinho Nogier, José Tomás Pazery de Thorame, Júlio Honorato Cipriano Pazery de Thorame, Pedro Francisco Pazery de Thorame, Pedro Ploquin, Renato Nicolau Poret, Julião Poulain-Delaunay, João Roberto Quéneau, Francisco Urbano Salins de Niart, João Henrique Luís Samson, João António de Savine, João António Barnabé Séguin, João Baptista Maria Tessier, Lopo Tomás ou Bonnotte, Francisco Vareilhe-Duteil, Pedro Luís José Verrier; e Luís Barreau de la Touche, da Congregação de Santo Amaro da Ordem de São Bento; João Francisco Burté, da Ordem dos Frades Menores; Apolinário (João Tiago) Morel, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Ambrósio Agostinho Chevreux e Renato Julião Massey, da Ordem de São Bento; Bernardo Francisco de Cucsac, Tiago Gabriel Galais, Pedro Gauguin, Pedro Miguel Guérin, Tiago Estêvão Filipe Hourrier, Henrique Augusto Luzeau de la Mulonnière, João Baptista Miguel Pontus, Pedro Nicolau Psalmon e Cláudio Rousseau, da Sociedade de São Sulpício; Carlos Jeremias Bérald du Pérou, Francisco Luís Hébert e Francisco Lefranc, da Sociedade de Jesus e Maria; Urbano Lefévre, da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris; Severino (Jorge) Girauld, da Ordem Terceira Regular de São Francisco; todos presbíteros; Luís Aleixo Matias Bouver, Estêvão Francisco Deusdédit de Ravinel e Tiago Agostinho Robert de Lézardières, diáconos; São Salomão (Guilherme Nicolau Luís) Leclercq, religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs; Augusto Nézel, clérigo, e Carlos Regis Mateus de la Calmette.(† 1792)

    15*.   Também Paris, no mesmo dia e ano, o Beato Pedro Tiago Maria Vitális, presbítero, e vinte companheiros[2], mártires, que, na mesma revolução, foram mortos ódio à Igreja na abadia de Saint-Germain-des-Prés.


    [2]  São estes os seus nomes: Daniel Luís André des Pommerayes, Luís Remígio Benoist, Luís Renato Nicolau Benoist, António Carlos Octaviano de Bouzet, João André Capeau, Armando Chapt de Rastignac, Cláudio Fontaine, Pedro Luís Gervais, Santo Huré, João Luís Guyard de Saint-Claire, Alexandre Carlos Lenfant, Lourenço, Luís le Danois, Tomás João Monsaint, Francisco José Pey, João José Rateau, Marcos Luís Royer, João Pedro Simon, Carlos Luís Hurtrel, este último da Ordem dos Mínimos, todos presbíteros, e Luís Benjamim Hurtrel, diácono.(† 1792)

    16♦.   Em Orriols, na Catalunha, região da Espanha, o Beato Esíquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado ódio à vida religiosa.(† 1936)

    17♦.   Em Oviedo, nas Astúrias, também da Espanha, o Beato José Maria Laguia Puerto, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir.(† 1936)

  • Sao-Gregorio-Magno

    Nascimento: Gregório nasceu Roma, no ano 540, uma família patrícia, conhecida como Anici, de grande fé cristã. Ele prestou muitos serviços à Sé Apostólica. Seus pais, Gordiano e Silvia – que a Igreja venera como santa 3 de novembro – transmitiram-lhes nobres valores evangélicos, mediante seu grande exemplo.

    De político a Monge: Após seus estudos de Direito, Gregóriopreendeu a carreira política e ocupou o cargo de Prefeito da cidade de Roma. Essa experiência o amadureceu e o levou a ter uma maior visão da cidade, as suas problemáticas e um profundo senso da ordem e da disciplina. 

    Alguns anos depois, atraído pela vida monacal, decidiu retirar-se da política. Deu seus bens aos pobres e fez da sua vila paterna, no bairro do Celio, um mosteiro dedicado a Santo André. Ali, dedicou-se à oração, ao recolhimento, ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.

    Eleito Papa: O Papa Pelágio II nomeou Gregório diácono e o enviou a Constantinopla como seu Representante Apostólico, onde permaneceu seis anos. Além de desempenhar as funções diplomáticas que o Pontífice lhe havia confiado, continuou a viver como monge com outros religiosos. Convocado novamente a Roma, voltou ao Celio. Com a morte do Papa Pelágio II, no ano 590, foi eleito seu Sucessor.

    Auxílio e consagração a São Miguel: Gregório teve que enfrentar um período difícil: corrupção dos Lombardos; abundantes chuvas e inundações, que provocaram numerosas vítimas e grandes prejuízos. A escassez atingiu diversas regiões da Itália; a epidemia da peste, que continuava a causar vítimas. 

    Então, Gregório exortou os fiéis a fazer penitência, rezar e tomar parte de uma solene procissão penitencial de três dias à Basílica de Santa Maria Maior ao atravessarem a ponte que liga a área do Vaticano ao centro da cidade, hoje chamada Ponte Santo Anjo. São Gregório Magno e a multidão tiveram a visão do arcanjo Miguel sobre a “Mole Adriana”, que foi interpretada como sinal celeste, que anunciava o fim da epidemia. Daqui, o costume de chamar o antigo mausoléu de Castelo Santo Anjo.

    Atuação Roma: Ocupando a Cátedra de Pedro, Gregório reorganizou a administração pontifícia e cuidou da Cúria Romana, onde tantos eclesiásticos e leigos tinham interesses bem diferentes daqueles espirituais e caritativos. 

    Assim, confiou a sua direção aos monges beneditinos. Reviu ainda as atividades eclesiásticas nas várias sedes episcopais, estabelecendo que os bens da Igreja fossem utilizados para a própria subsistência e prol da obra evangelizadora no mundo. Tais bens deviam ser administrados com absoluta retidão, justiça e misericórdia. 

    Gregório ofereceu seus próprios bens e testamento à Igreja para ajudar os fiéis; comprou e distribuiu-lhes trigo; socorreu os necessitados; sustentou os sacerdotes, monges e claustrais dificuldade; arcou com resgastes de prisioneiros; trabalhou por armistícios e tréguas. 

    Deve-se a ele também as táticas políticas para salvar Roma – esquecida pelos imperadores – e os tratados com os Lombardos para assegurar a paz na Itália central; estabeleceu relações de fraternidade com eles e se preocupou pela sua conversão; enfim, organizou missões de evangelização entre os Visigodos da Espanha, os Francos e os Saxões. Enviou à Bretanha o prior do convento de Santo André no Celio, Agostinho – que depois se tornou Bispo de Cantuária – e quarenta monges.

    Reforma Litúrgica e Regras Pastorais: O Papa Gregório I reformou ainda a celebração da Missa, tornando-a mais simples; promoveu o canto litúrgico, que recebeu o nome de gregoriano, e escreveu diversas obras. 

    Seu epistolário conta mais de 880 cartas e muitas homilias. Algumas de suas obras famosas: “Magna Moralia in Iob” (comentário moral sobre o livro de Jó), onde afirma que o ideal moral consiste uma harmoniosa integração entre palavra e ação, pensamento e compromisso, oração e dedicação aos próprios deveres; “Regula Pastoralis”, que traça a figura de um Bispo ideal, insistindo sobre o dever do pastor de reconhecer, todos os dias, a sua miséria, e, por fim, dedica o último capítulo ao tema da humildade. Para demonstrar que a santidade é sempre possível, Gregório redigiu o livro intitulado Diálogos, um texto hagiográfico, onde cita exemplos, deixados por homens e mulheres, canonizados ou não, acompanhados de reflexões teológicas e místicas. Muito conhecido é seu “segundo livro” sobre São Bento de Núrsia. 

    Páscoa: Poder-se dizer que Gregório Magno tenha sido o primeiro Papa a utilizar o poder temporal da Igreja, sem deixar de lado o aspecto espiritual do seu ofício. No entanto, permaneceu sempre um homem simples, tanto que, nas suas Cartas oficiais, se define “Servus servorum Dei” (“Servo dos servos de Deus”), um apelativo que os Pontífices mantiveram no tempo. São Gregório Magno morreu 12 de março de 604, e foi sepultado na Basílica de São Pedro.

    Minha oração: “São Magno, grande Papa e Doutor da Igreja, ao mesmo tempo homem simples e de grande espiritualidade, ensinai aos líderes de todas as áreas da vida a seguirem o  exemplo de Cristo, servo de todos e tudo humilde. Também, faça de nós seus imitadores. Amém!”

    São Gregório Magno, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 3 de setembro

    Martirológio Romano

    Memória de São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja. Depois de ter entrado na vida monástica, exerceu a missão de legado pontifício a Constantinopla e foi eleito neste dia para a Sede Romana; exerceu a missão de conciliador assuntos temporais e atendeu como servo dos servos às suas funções sagradas. Procedeu como bom pastor no governo da Igreja, no cuidado dos pobres, na promoção da vida monástica e especialmente na consolidação e propagação da fé toda a parte; escreveu muitas obras excelentes sobre teologia moral e teologia pastoral. Morreu no dia doze de Março.(† 604)

    2.   Comemoração de Santa Febe, serva do Senhor entre os fiéis de Cêncreas, na actual Grécia, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos.

    3.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Basilissa, virgem e mártir.(† s. IV)

    4.   Em Córdova, na Hispânia Bética, São Sandálio, mártir.(† s. IV)

    5.   Em Toul, na Gália Bélgica, actualmente na França, São Mansueto, primeiro bispo desta cidade.(† s. IV)

    6.   No monte Titano, próximo de Rímini, no território que hoje na península itálica tem o seu nome, São Marino, diácono e anacoreta, que, segundo consta, conduziu o povo ainda pagão à luz do Evangelho e à liberdade de Cristo.(† s. IV/V)

    7*.   Na Irlanda, São Macanísio, bispo.(† 514)

    8.   Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Auxano, bispo. († c. 589)

    9*.   Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália, São Vitaliano, bispo.(† s. VII/VIII)

    10*.   No mosteiro de Stavelot, no Brabante, actualmente na Bélgica, São Rimágilo, bispo e abade, que, depois de ter vivido no mosteiro de Solignac, fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.(† c. 671-679)

    11.   Na ilha de Lérins, na Provença, actualmente na França, Santo Aigulfo, abade, e companheiros monges, que, segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.(† c. 675)

    12*.   Em Séez, na Nêustria, também na actual França, São Crodogango ou Crodegango, bispo e mártir.(† s. VIII)

    13*.   No território de Astino, na Lombardia, região da Itália, o Beato Guala, bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores, que, no tempo do imperador Frederico II, trabalhou com muitopenho e prudência pela paz da Igreja e da sociedade civil e finalmente foi condenado ao exílio.(† 1244)

    14*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos Bartolomeu Gutiérrez, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, e cinco companheiros[1], mártires, que, ódio à fé cristã, foram imersos águas sulfúrias a ferver e depois lançados ao fogo.


    [1]  São estes os seus nomes: presbíteros Vicente Carvalho e Francisco Torres, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho; António Ishida, da Companhia de Jesus; Jerónimo Jo; Gabriel da Madalena, religioso da Ordem dos Frades Menores.(† 1632)

    15*.   Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Brígida de Jesus Morello, que, ficando viúva, se consagrou ao Senhor, dedicando-se à penitência e a muitas obras de caridade e, para a formação cristã da juventude feminina, fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.(† 1679)

    16*.   Em Paris, na França, a paixão dos beatos André Abel Alricy, presbítero, e setenta e um companheiros[2], mártires, entre os quais muitos presbíteros, que, depois da chacina do dia anterior, foram recluídos no Seminário de São Firmino e por fim assassinados ódio à Igreja.


    [2]  São estes os seus nomes: Renato Maria Andrieu, Pedro Paulo Balzac, João Francisco Maria Benoit ou Vourlat, Miguel André Silvestre Binard, Nicolau Bize, Pedro Bonzé, Pedro Briquet, Pedro Brisse, Carlos Carnus, Beltrão António de Caupenne, Tiago Dufour, Dinis Cláudio Duval, José Falcoz, Gilberto João Fautrel, Filiberto Fougère, Pedro João Garrigues, Nicolau Gaudreau, Estêvão Miguel Gillet, Jorge Jerónimo Giroust, José Maria Gros, Pedro Guérin du Rocher, Roberto Francisco Guérin du Rocher, Ivo André Guillon de Keranrun, Julião Francisco Hédouin, Pedro Francisco Hénocq, Elísio Herque ou du Roule, Pedro Luís Joret, Tiago de la Lande, Gil Luís Sinforiano Lanchon, Luís João Mateus Lanier, João José de Lavèse-Belay, Miguel Leber, Pedro Florêncio Leclercq, João Carlos Legrand, João Pedro le Laisant, Julião le Laisant, João Lemaître, João Tomás Leroy, Martinho Francisco Aleixo Loublier, Cláudio Luís Marmotant de Savigny, Cláudio Silvano Mayneau de Bizefranc, Henrique João Millet, Francisco José Monnier, Maria Francisco Mouffle, José Luís Oviefre, João Miguel Philippot, Tiago Rabé, Pedro Roberto Régnet, Ivo João Pedro Rey de Kervizic, Nicolau Cláudio Roussel, Pedro Saint-James, Tiago Luís Schmid, João António Seconds, Pedro Tiago de Turménies, Renato José Urvoy, Nicolau Maria Verron, Carlos Vítor Véret, todos presbíteros; e ainda João Carlos Maria Bernard du Cornillet, cónego da abadia de São Vítor de Paris; João Francisco Bonnel de Pradel e Cláudio Pons, cónegos da abadia de Santa Genoveva de Paris; João Carlos Caron, Nicolau Colin, Luís José François e João Henrique Gruyer, da Congregação da Missão; Cláudio Bochot e Eustáquio Félix, da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Cosme (João Pedro Duval), da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Pedro Cláudio Pottier, da Sociedade de Jesus e Maria; e Sebastião Desbrielles, Mestre escola de Paris, Luís Francisco Rigot e João António José de Villette.(† 1792)

    17*.   Também Paris, no mesmo dia e ano, os beatos mártires João Baptista BottexMiguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin, que, durante a mesma perseguição, morreram por Cristo no cárcere “La Force”.(† 1792)

    18.   Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras[3], mártires, que, levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados.


    [3]  São estes os seus nomes: Maria Pak Kin-a-gi Hui-sun, irmã de Santa Lúcia Pak Hui-sun; Bárbara Kwon-hui, irmã de Santo Agostinho Yi Kwang-hon; Bárbara Yi Chong-hui; Maria Yi Yon-hui, esposa de São Damião Nam Myong-hyog; Inês Kim Hyo-ju.(† 1839)

  • Papa São Bonifácio I

    Nascimento: Seu pai era um padre romano chamado Giocondo, numa época que ainda não existe uma legislação totalmente definida sobre o celibato eclesiástico. Muitos padres já a praticam espontaneamente; no entanto, a ordenação de homens casados ​​também era permitida. Todavia, o casamento era proibido para aqueles que já são diáconos ou sacerdotes. 

    Período de lutas e divisões: Bonifácio, culto e equilibrado, já está à frente nos anos que o fizeram Papa. Certamente, não pacificamente, devido à disputa interna durante o curto pontificado anterior do Papa Zósimo. Também há divisão entre o clero e o povo romano. Enquanto a maioria do clero e do povo elegem Bonifácio, outros, no mesmo dia, elegem o arquidiácono Eulalio, imediatamente reconhecido pelo imperador ocidental Honório, que reside Ravena. Portanto, Papa e antipapa. Então, a maioria se rebela; e, para restabelecer a paz, o imperador proíbe ambos de celebrar os ritos da Páscoa do ano 419, Roma. Assim, Bonifácio pôde finalmente começar a trabalhar. 

    Indicador da Paz: Agora ele é Papa legítimo: mas também infeliz. Antes dele, a Igreja era desajeitadamente governada pelo Papa Zósimo, de origem grega, disposto, mas inexperiente, interveio nas doutrinárias na África e na Gália com a intenção de trazer a paz, mas com iniciativas que agravaram ainda mais o conflito.

    Bonifácio, com seu melhor conhecimento dos problemas, consegue acalmar as tensões entre os bispos e os fiéis. Então, ele sabe como minar pacificamente as manobras do imperador Teodósio II do Oriente: estes, já politicamente senhores dos territórios balcânicos, também gostariam de controlá-los no plano religioso, colocando-os sob o patriarca de Constantinopla (que é nomeado pelo dele). O Papa Bonifácio se opõe ao projeto e o verifica, evitando qualquer risco de conflito.

    Amigo dos Santos: Ele tem fama de erudito, é amigo de Santo Agostinho; e recebe cordialmente seu amigo Alipius, bispo de Tagaste, Roma. Assim, após o tumulto, Bonifácio eleva o prestígio da Sé Romana e devolve-lhe a tranquilidade. Quando ele morre, eles o enterram na Via Salaria, perto do túmulo da mártir Felicidade. Isso pode ser um lembrete de sua dramática estreia como papa. De fato, parece que justamente naquele lugar da Via Salaria ele encontrou refúgio nos dias conturbados da dupla eleição papal, quando os partidários de Eulálio – apoiados pelos altos funcionários imperiais – eram mais ameaçadores. Nesse local, Bonifácio construiu um oratório e providenciou a decoração do túmulo de Felicidade e de um de seus filhos, Silvano.

    Minha oração: “Apaziguador de conflitos e orientador da paz, guiai as famílias, os governantes,presários, entre outros, para que sejam despertados para essa realidade. Conduza a Igreja, nos seus diversos carismas, para o mesmo modelo de união. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

    São Bonifácio, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 04 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração de São Moisés, profeta, que Deus escolheu para libertar o seu povo do Egipto e conduzi-lo à terra prometida; no monte Sinai revelou-lhe o seu nome, dizendo: «Eu sou o que sou», e deu-lhe a lei que devia reger a vida do povo eleito. Este servo de Deus morreu com avançada idade no monte Nebo, na terra de Moab, diante da terra da promessa.

    2.   Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França, São Marcelo, mártir.(† s. III/IV)

    3.   Em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária, o sepultamento de São Bonifácio I, papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.(† 422)

    4*.   Em Chartres, na Nêustria, actualmente na França, São Calétrico, bispo.(† a. 573)

    5*.   Em Heresfeld, na Saxónia, actualmente na Alemanha, Santa Ida, viúva do duque Egberto, insigne pela sua caridade para com os pobres e oração assídua.(† 825)

    6*.   Em Mende, na Aquitânia, actualmente na França, São Fredaldo, bispo e mártir.(† c. s. IX)

    7*.   Em Colónia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha, Santa Irmgarda ou Irmengarda, condessa de Süchteln, que ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas.(† c. 1089)

    8.   Em Palermo, na Sicília, região da Itália, Santa Rosália, virgem, de quem se narra ter seguido vida solitária no monte Peregrino.(† s. XII)

    9*.   Em Caramagna, no Piemonte, também região da Itália, a Beata Catarina Mattei, virgem, religiosa das Irmãs da Penitência de São Domingos, que suportou com admirável caridade e grande virtude a longa enfermidade, as calúnias e todas as tentações.(† 1547)

    10♦.   Em Thúsis, localidade da Récia, hoje na Suíça, o Beato Nicolau Rusca, presbítero e mártir, homem de profunda cultura e generosa dedicação pastoral, que morreu vítima dos conflitos politico-religiosos do seu tempo.(† 1618)

    11*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cipião Jerónimo Brigéat de Lambert, presbítero e mártir, cónego de Avranches, que, na perseguição religiosa durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi aprisionado na galera condições desumanas e aí morreu de fome e inanição.(† 1794)

    12*.   Em Sillery, cidade do Québec, província do Canadá, a Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger), virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria, que suportou durante vários anos uma grave enfermidade, confiando só Deus.(† 1929)

    13*.   Em Oropesa, próximo de Castellón, no litoral da Espanha, o Beato José Pascoal Carda Saporta, presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, ódio à religião foi conduzido ao glorioso martírio.(† 1936)

    14*.   Em Teulada, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Francisco Sendra Ivars, presbítero e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé.(† 1936)

    15*.   Próximo de Genovés, povoação da província de Valência, também na Espanha, o Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, na mesma perseguição, venceu gloriosamente o seu combate por Cristo.(† 1936)

    16♦.   Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, também na Espanha, o Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir.(† 1936)

  • Santa Teresa de Calcutá

    Nascimento: Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura Madre Teresa nasceu uma família albanesa, Skopje, no dia 26 de agosto de 1910. Foi batizada com o nome de Gonxha Agnes. Desde pequena, foi acostumada, pelos seus pais, a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados. Não causa surpresa, portanto, quando, aos dezoito anos, fez a escolha de se tornar missionária.

    Missão na Índia: Em setembro de 1928, Agnes deixa a sua casa e entra para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria Dublin. Ali, recebeu o nome de Maria Teresa. No ano seguinte, foi para a Índia, onde, por quase 20 anos, viveu feliz uma escola da sua Congregação, lecionado aos jovens ricos da região. Em 10 de setembro de 1946, ocorreu o que Madre Teresa definia como a sua “chamada na chamada”. Naquele dia, Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres, e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.

    Missionárias da Caridade: Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e inicia a sua nova missão entre os últimos de Calcutá: os descartados, aqueles que “não são queridos, não amados, não cuidados”. Logo se unem a ela as suas ex-alunas. Em poucos anos, a Congregação – reconhecida, 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, 1965, por Paulo VI –, difundiu-se por todas as partes do mundo, onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: foram abertas casas na África e na América Latina, mas também nos Países comunistas e até na União Soviética. A sua figura torna-se cada vez mais popular no mundo todo. Mas quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade impressionante: “Rezo”.

    Relação Fraterna com Papas: Estimada profundamente pelo Papa Paulo VI que, ao término da sua viagem à Índia, deu de presente aos “seus pobres” seu papamóvel. Madre Teresa teve uma relação fraterna com o Papa João Paulo II. Foi memorável a visita que o Papa polonês fez à sua casa, Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos. Foi precisamente o Papa Wojtyla que quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, uma estrutura denominada “Dom de Maria”.

    Caridade e Amor à vida: Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante todo o mundo. Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados. Madre Teresa dedicou-se, com todas as suas forças, à defesa da vida nascente. Inesquecível o seu discurso na entrega do Prêmio Nobel da Paz, 17 de outubro de 1979: “O maior destruidor da paz – afirmou na ocasião – é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus nós”.

    Páscoa? Nos últimos anos da sua vida, apesar da sua enfermidade e da “noite escura do espírito”, ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam. Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997 Calcutá.

    Seu corpo foi transferido para a Igreja de San Tommaso, adjacente ao Convento de Loreto, onde ela havia chegado quase 69 anos antes. Centenas de milhares de pessoas de todas as classes sociais e religiões vieram da Índia e do exterior para homenageá-la. Recebeu um funeral de Estado 13 de setembro. Depois que o cortejo fúnebre passou procissão pelas ruas de Calcutá, foi sepultada na Casa Mãe das Missionárias da Caridade; seu túmulo tornou-se um destino de peregrinação para pessoas de todas as religiões.

    Obra Missionária: Após sua páscoa, as suas Irmãs estavam presentes 610 casas de missão e espalhadas 123 países do mundo. Sinal de que a misericórdia não tem confins e atinge a todos, sem nenhuma distinção. “Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”, como costumava dizer sempre.

    Milagre no Brasil: O processo de canonização de Madre Teresa teve início com um milagre envolvendo um brasileiro. Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP), foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção no cérebro. Foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

    Via de Santificação: Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003, foi proclamada beata. Foi canonizada 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro. 

    Minha oração: “Mãe dos pobres, quanta dor ao ver as dificuldades dos nossos irmãos que sofrem com as misérias, dai a nós a mesma disponibilidade e abertura de coração para com essas realidades. Queremos ser instrumentos de cuidado e amor para com todos os nossos irmãos. Amém!”

    Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 05 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Em Porto Romano, perto do actual Fiumicino, na Itália, os santos AcontoNonoHerculano e Taurino, mártires.(† data inc.)

    2.   Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Quinto, mártir.(† data inc.)

    3.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos mártires UrbanoTeodoroMenedemo e companheiros, clérigos e leigos, que, por ordem do imperador Valente, foram metidos num barco e nele queimados ódio à fé católica.(† 370)

    4.   No território de Therouanne, na Flandres, actualmente na França, São Bertino, abade de Sithieu, que foi sepultado no mosteiro por ele mesmo fundado juntamente com São Mumolino e que ficou designado com o seu nome.(† c. 698)

    5*.   Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Alperto, que é considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia.(† c. 1073)

    6*.   Na Dalmácia, na hodierna Croácia, o Beato João o Bom de Siponto, abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano.(† s. XII)

    7*.   Em Ripon, na Inglaterra, o Beato Guilherme Browne, mártir, que, condenado à morte, no reinado de Jaime I, por ter induzido outras pessoas a aceitar a fé católica, foi enforcado e atrozmente esquartejado.(† 1605)

    8*.   Num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac, presbítero e mártir, que, condenado à morte por causa do sacerdócio durante a Revolução Francesa, consumou o seu martírio na enfermidade, vítima da sua grande caridade e zelo na assistência aos companheiros de cativeiro enfermos.(† 1794)

    9.   Em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no actual Vietnam, os santos mártires Pedro Nguyen Van Tu, presbítero da Ordem dos Pregadores, e José Huang Luong Canh, médico, que foram degolados ódio ao nome de Cristo.(† 1838)

    10*.   Em Calcutá, na Índia, Santa Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, que apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados.(† 1997)

  • São Liberato de Loro

    Nascimento: Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato, ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção a Virgem Maria, abandonou toda riqueza e conforto para seguir a vida religiosa. Liberato foi um nobre que se tornou frade.

    Renúncia e Vida Religiosa: Renunciou às terras e ao título de senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio, favor de seu irmão Gualtério, e foi viver no Convento de Rocabruna, Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas, retirou-se ao pequeno e ermo Convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Lá, vestiu o hábito da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes valeu-lhe a fama de santidade.

    Contemplação à Obra de Deus: Em “Florzinhas de São Francisco”, encontramos o seguinte relato sobre ele:

    “No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a elevar-se do chão. Por onde andava, os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas, quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, à penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos dedicaram-lhe grande consideração.”

    Páscoa: Quando atingiu a idade de 45 anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada; por outro lado, recusava-se a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou quando estava oração preparando-se para a morte. 

    Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, aproximou-se de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e suplicou-lhe, nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse tal merecimento.

    Chamando-o por seu nome, a Virgem Maria respondeu: “Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para confortar-te antes de tua partida desta vida”. Assim, frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.

    Via de Santificação: No século XV, o culto a Liberato de Loro era tão vigoroso que, nas terras dos Brunfortes, recebeu autorização para ser chamado São Liberato. Até o novo convento, construído por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram, também, uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente é o Santuário de São Liberato. 

    Somente no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica para ser chamado santo. A festa de São Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 6 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato na sua terra natal.

    Minha oração: “Ao deixar toda a sua nobreza para tornar-se frade, ensinou-nos o desapego das honras e riquezas. Intercedei por nós, para que saibamos usar os bens sem nos apegarmos a eles. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”

    São Liberato de Loro, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 06 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração de São Zacarias, profeta, que vaticinou o regresso do povo no exílio à terra prometida e anunciou a vinda de um rei pacífico, que Cristo Senhor admiravelmente cumpriu na sua entrada triunfal na Cidade Santa de Jerusalém.

    2.   Comemoração de Santo Onesíforo, que muitas vezes reconfortou São Paulo Éfeso e não se envergonhou das suas cadeias, mas ao contrário, quando chegou a Roma, o procurou solicitamente até o encontrar.

    3.   Comemoração dos santos mártires DonacianoPresídioMansuetoGermano e Fúsculo, bispos na África Setentrional, que, durante a perseguição dos Vândalos, por ordem do rei ariano Hunerico, foram duramente espancados e depois exilados por terem defendido a verdade católica. Com eles se comemora também Leto, bispo de Nepta, na Bizacena, actualmente na Tunísia, homem corajoso e de grande cultura, que, depois de um longo período de sórdido cativeiro, foi queimado vivo.(† s. V)

    4.   Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, Santo Eleutério, abade, que é louvado pelo papa São Gregório Magno pela sua exímia simplicidade e compunção de espírito.(† s. VI)

    5*.   Em Laon, na Gália, actualmente na França, São Canoaldo, bispo, discípulo de São Columbano, que foi o seu único auxiliar no ermo de Bregenz.(† c. 632)

    6*.   No litoral de Cumberland, região da Inglaterra, numa cidade depois chamada com o seu nome, Santa Bega, monja.(† c. 660)

    7*.   No mosteiro de Füssen, cidade da Baviera, na Alemanha, São Magno, abade.(† s. VIII)

    8*.   No mosteiro cisterciense de Le Bouchet, próximo de Orange, na Provença, região da França, a comemoração do Beato Beltrando de Garrigues, presbítero, um dos primeiros discípulos de São Domingos, que procurou sempre imitar o exemplo do seu mestre.(† c. 1230)

    9*.   Em Gata de Gorgos, localidade da província de Alicante, na Espanha, o Beato Diogo Llorca Llópis, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa do martírio.(† 1936)

    10*.   Em Carcaixent, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Pascoal Torres Lloret, mártir, pai de família, que, levando a cruz de Cristo, mereceu alcançar a recompensa celeste.(† 1936)

    11♦.   Em Gijón, também na Espanha, o Beato Vídal Ruiz Vallejo, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que, durante a mesma perseguição, consumou gloriosamente o seu combate pela fé.(† 1936)

    12*.   Em Varsóvia, na Polónia, o Beato Miguel Czartoryski, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, depois da invasão da Polónia pelos inimigos de Cristo, por não abdicar da fé foi fuzilado junto da igreja do lugar.(† 1944)

  • Santa Regina

    Nascimento: Santa Regina nasceu no século III, na região da Gália, onde hoje é a França. Era filha de pais pagãos, mas sua mãe faleceu pouco tempo após o seu nascimento. Foi criada por uma ama de leite cristã, que desde cedo lhe transmitiu a fé Cristo. Tocada pelo exemplo dessa mulher piedosa, Regina foi batizada e, ainda criança, passou a cultivar uma vida de oração e penitência.

    Quando cresceu, Regina tornou-se uma jovem de grande beleza e virtude, o que chamou a atenção de um prefeito romano chamado Olíbrio, homem poderoso e influente. Ele pediu-a casamento, prometendo-lhe riquezas e posição social. Porém, a jovem respondeu que já havia consagrado sua vida a Cristo e que não poderia ser esposa de ninguém além do Senhor.

    Irritado com a recusa, Olíbrio ordenou que fosse presa. No cárcere, Regina sofreu torturas cruéis, mas permaneceu firme sua fé. A cada golpe, repetia que preferia morrer a trair a Jesus Cristo. Conta-se que, durante suas provações, ela recebeu consolações do céu e teve visões angélicas que a sustentaram até o fim.

    Por sua perseverança, foi condenada à morte. Santa Regina foi decapitada, entregando sua vida a Cristo por volta do ano 251. Seu martírio tornou-se fonte de inspiração para muitos cristãos da Gália, e logo passou a ser venerada como padroeira das mulheres grávidas e das pessoas trabalhos difíceis.

    Devoção: O culto a Santa Regina espalhou-se rapidamente na França e outras regiões da Europa. Igrejas foram erguidas sua honra, e sua memória tornou-se sinal da força da fé e da fidelidade a Cristo diante das tentações e perseguições.

    Mensagem para nós hoje: A vida de Santa Regina nos ensina a coragem de manter a fidelidade a Deus mesmo diante de propostas sedutoras e de sofrimentos. Sua firmeza nos lembra que nada neste mundo tem mais valor do que a amizade de Cristo.

    Outros santos e beatos celebrados 7 de setembro:

    Martirológio Romano

    1.   Em Alésia, na Gália, hoje Alise-Sainte-Reine, na França, Santa Regina, mártir.(† data inc.)

    2.   Em Pompeiópolis, na Cilícia, na hodierna Turquia, São Sozonte, mártir.(† data inc.)

    3.   Em Benevento, na Campânia, região da Itália, os santos mártires Festo, diácono, e Desidério, leitor.(† s. IV)

    4.   Em Orleães, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Evúrcio, bispo.(† s. IV)

    5*.   Em Aosta, nos Alpes Graios, actualmente na Itália, São Grato, bispo.(† s. V)

    6.   Em Breuil, no território de Troyes, na França, os santos Memório e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, foram mortos por Átila, rei dos Hunos.(† s. V)

    7*.   Em Châlons-sur-Marne, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Alpino, bispo, que foi discípulo de São Lopo de Troyes.(† s. V)

    8.   Em Nogent-sur-Seine, no território de Paris, também na actual França, São Clodoaldo, presbítero, de família régia, que, depois de terem sido mortos seu pai e seus irmãos, foi acolhido por sua avó Santa Clotilde e, rejeitando o reino terreno, abraçou a vida clerical.(† 560)

    9*.   Em Albi, na Aquitânia, também na hodierna França, Santa Caríssima, virgem reclusa.(† s. VI/VII)

    10*.   Em Maubeuge, no território do Hainaut, na Austrásia, actualmente também na França, Santa Madelberta, abadessa, que sucedeu a sua irmã, Santa Adeltrudes.(† c. 705)

    11*.   Na Flandres, território da Austrásia, na actual Bélgica, a comemoração de Santo Hilduardo, bispo.(† c. 760)

    12*.   Em Toul, cidade da Lorena, na hodierna França, São Gauzelino, bispo, que promoveu a observância monástica.(† 962)

    13*.   Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São João de Lódi, bispo, que foi companheiro de São Pedro Damião nas suas missões pontifícias.(† c. 1106)

    14*.   Em Die, na França, Santo Estêvão de Châtillon, bispo, que, afastado da solidão de Portes-en-Bugey, mas nada diminuindo à sua austeridade cartusiana, presidiu excelentemente a esta Igreja.(† 1208)

    15.   Em Kosice, nos montes Cárpatos, na hodierna Eslováquia, os santos mártires Marcos Crisino, presbítero de Esztergom, Estêvão Pongracz e Melchior Grodziecki, presbíteros da Companhia de Jesus, que nem a fome nem a tortura da roda nem os tormentos do fogo puderam induzir a abjurar da fé católica.(† 1619)

    16*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Tomás Tsuji, presbítero da Companhia de Jesus, Luís Maki e seu filho João, que foram condenados à fogueira por causa da sua fé cristã.(† 1627)

    17*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos Randolfo Corby, da Companhia de Jesus, e João Duckett, presbíteros e mártires, que, no reinado de Carlos I, por terem entrado na Inglaterra como sacerdotes, foram condenados à morte no patíbulo de Tyburn e assim mereceram a palma celeste.(† 1644)

    18*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Cláudio Barnabé Laurent de Mascloux Francisco d’Oudinot de la Boissière, presbíteros e mártires, que, presos durante a Revolução Francesa por causa do sacerdócio e encerrados na galera, morreram por Cristo consumidos pela fome e inanição.(† 1794)

    19*.   Na ilha de Woodlark, na Oceania, o Beato João Baptista Mazzucóni, presbítero do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão e mártir, que, depois de passar três anos na obra de evangelização, já exausto devido às febres e feridas, foi morto a golpe de machado ódio à fé cristã.(† 1855)

    20*.   Em Parma, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Eugénia Picco, virgem da Congregação das Pequenas Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que, consagrando-se magnanimamente à vontade de Deus, promoveu a dignidade das mulheres e fomentou a formação espiritual e cultural das religiosas.(† 1921)

    21♦.   Em Varsóvia, na Polónia, o Beato Inácio Klopotowski, presbítero da diocese de Lublin, fundador da Congregação de Nossa Senhora de Loreto.(† 1931)

    22*.   Em Gandia, cidade da região de Valência, na Espanha, a Beata Ascensão de São José de Calasanz (Ascensão Lloret Marco), virgem do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, venceu gloriosamente o combate da fé.(† 1936)

    23♦.   Em Hueva, perto de Guadalajara, também na Espanha, o Beato Félix Gómez-Pinto Piñero, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, na mesma perseguição, morto no cemitério, alcançou a palma do martírio.(† 1936)

    24♦.   Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires António Maria de Jesus (António Bonet Seró), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Marcelo de Santa Ana (José Maria Masip Tamarit), religioso da mesma Ordem, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste.( † 1936)

    25♦.   Em Toledo, também na Espanha, o Beato Tirso de Jesus Maria (Gregório Sánchez Sancho), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir na mesma perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

     

  • Natividade de Nossa Senhora

    Origens: A Natividade da Virgem Maria é uma das festas marianas mais antigas. Imagina-se que a sua origem esteja ligada à festa da dedicação de uma igreja a Maria. Segundo a tradição, era a casa dos pais de Maria, Joaquim e Ana. É localizada Jerusalém, construída no século IV: a basílica de Santa Ana, é onde nasceu a Virgem. Em Roma, esta festa começou a ser celebrada no século VIII, durante o pontificado do Papa Sérgio I (†8 de setembro de 701). 

    A Natividade: A Igreja católica não costuma celebrar o dia de nascimento dos santos, mas de sua morte. Há, contudo, três celebrações de nascimento: de Jesus Cristo (Natal); de São João Batista (ainda no ventre de Isabel, manifestou-se diante da proximidade de Maria, que esperava Jesus e fora visitar sua parente); e o da própria Virgem Santíssima.           

    A Tradição: Nos Evangelhos não encontramos citações sobre esta festa, tampouco os nomes dos pais de Maria. Só há referências a Virgem Maria quando se trata de ressaltar algum fato que diga respeito ao Salvador. A Palavra de Deus nos mostra, mesmo que de forma discreta, a presença de Maria Santíssima nos momentos centrais da História da Salvação, como na encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo e outros eventos.

    Contudo, os Evangelhos não nos dão informações a respeito da família de Maria, de sua infância, de sua formação, de seu temperamento, de seu aspecto físico entre outras características.  Mas a tradição faz menção no Protoevangelho de Tiago, apócrifo escrito no século II. Entretanto, o acontecimento fundamental da vida de Maria continua sendo a Anunciação.

    Relevância da Festividade: A maravilha deste nascimento não está no que os apócrifos narram com grande detalhe e engenhosidade. Está no significativo passo frente que Deus leva na realização do seu eterno desígnio de amor. Por isso, a festa de hoje foi celebrada com magníficos louvores por muitos Santos Padres, que se basearam seu conhecimento da Bíblia e sua sensibilidade poética e ardor

    O Exemplo é Maria: Maria é uma mulher que deve ser imitada pela sua confiança, mormente nos momentos mais obscuros da vida do seu Filho Jesus. Isso e muitas outras coisas explicam o fato do Povo de Deus recorrer a Ela para encontrar refúgio, conforto, ajuda e proteção. A Igreja considera Maria como a Mãe de Deus, mas também como a discípula. Maria foi exemplo e modelo de vida cristã: pela sua fé, obediência ao seu Filho, caridade com a prima Isabel e nas Bodas de Caná. 

    A Celebração: A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da celebração da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite:  “Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana um estado melhor!” 

    (S. João Damasceno – século VIII)

    Protetora e Padroeira: Nossa Senhora da Natividade é padroeira e protetora das costureiras. Além dos cozinheiros, dos destiladores, dos fabricantes de alfinetes e panos e da hospedaria.

    Minha oração: “No dia do teu aniversário, quero louvar a Deus e celebrar a grande graça que é ter te recebido como Mãe. Obrigado, por tanto carinho e proteção, obrigado por todas as graças que recebo de ti diariamente. Seja hoje  e sempre nossa Senhora!”

    Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 08 de setembro

    Martirológio Romano

    Festa da Natividade da Virgem Santa Maria, da descendência de Abraão, nascida da tribo de Judá, da linhagem régia de David, da qual nasceu o Filho de Deus, feito homem por virtude do Espírito Santo, para libertar os homens da antiga escravidão do pecado.

    2.   Em Roma, a comemoração de Santo Adrião, mártir, que padeceu o martírio Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, cuja honra o papa Honório I converteu igreja a Cúria do Senado Romano.(† data inc.)

    3.   Em Alexandria, no Egipto, os santos FaustoDio e Amónio, presbíteros e mártires, que, na perseguição do imperador Diocleciano, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro.(† c. 311)

    4.   Em Bagrevand, cidade da antiga Arménia, Santo Isaac, bispo, que, para fortalecer a vida cristã do povo, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armena; aderiu à fé professada no Concílio de Éfeso, mas seguida foi afastado da sua sede episcopal e morreu no exílio.(† 438)

    5.   Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de São Sérgio I, papa, de origem síria, que se dedicou intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões e resolveu sabiamente muitas controvérsias e conflitos, preferindo morrer a consentir os erros.(† 701)

    6.   Em Frísinga, cidade da Baviera, na actual Alemanha, São Corbiniano, que, tendo sido ordenado bispo e enviado a pregar o Evangelho na Baviera, produziu frutos abundantes.(† 725)

    7*.   Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França, São Pedro de Chavanon, presbítero, que, aspirando a uma vida mais perfeita, se retirou para este local recôndito, onde edificou e dirigiu um cenóbio de cónegos regrantes.(† c. 1080)

    8*.   Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Serafina Sforza, que na vida conjugal suportou muitas adversidades e, quando ficou viúva, passou humildemente o resto dos seus anos sob a regra de Santa Clara.(† 1478)

    9.   Em Valência, na Espanha, São Tomás de Vilanova, bispo, que, sendo eremita sob a regra de Santo Agostinho, aceitou por obediência o ministério episcopal, onde se distinguiu, entre outras virtudes pastorais, pelo seu ardente amor aos pobres, até ao ponto de dar tudo aos necessitados, sem ficar sequer com um pequeno leito para si.(† 1555)

    10*.   Em Durham, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Palaser, presbítero, João Norton e João Talbot, que foram condenados à morte no reinado de Isabel I – o primeiro por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, os outros por lhe terem prestado auxílio – e sofreram o suplício do patíbulo.(† 1600)

    11.   Em Cartagena, na Colômbia, o dia natal de São Pedro Claver, presbítero da Companhia de Jesus, cuja memória se celebra amanhã.(† 1654)

    12*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos António de São Boaventura, da Ordem dos Frades Menores, Domingos Castellet, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e vinte companheiros[1], mártires, entre os quais alguns leigos e muitas crianças, que, passados ao fio da espada ou lançados à fogueira, todos sofreram o martírio por Cristo.


    [1]  São estes os seus nomes: Domingos de Nagasáki, religioso da Ordem dos Frades Menores; Tomé de São Jacinto e António de São Domingos, religiosos da Ordem dos Pregadores; Lúcia Luísa, viúva; João Tomáchi e seus filhos Domingos, Miguel, Tomé e Paulo; João Imamura, Paulo Sadayu Aybara, Romão Aybara e seu filho Leão, Tiago Hayashida, Mateus Álvarez, Miguel Yamada e seu filho Lourenço, Luís Higashi e seus filhos Francisco e Domingos.(† 1628)

    13*.   Em Marselha, na França, o passamento do Beato Frederico Ozanam, homem ilustre pela sua cultura e piedade, que defendeu e propagou cominente doutrina as verdades da fé, fomentou a assistência aos pobres na chamada Conferência de São Vicente de Paulo e, como pai exemplar, fez da sua família uma igreja doméstica.(† 1853)

    14*.   Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha, os beatos José Cecílio (Bonifácio Rodríguez González), Teodemiro Joaquim (Adriano Sainz Sainz) e Evêncio Ricardo (Eusébio Afonso Urjurra), mártires, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a perseguição religiosa na guerra civil, alcançaram a palma do martírio.(† 1936)

    15*.   Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Marino Blanes Giner, mártir, pai de família, que, durante a mesma perseguição, recebeu dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936)

    16*.   Em Paterna, no território de Valência, também na Espanha, o Beato Ismael Escrihuela Esteve, mártir, pai de família, que se tornou participante da vitória de Cristo pelo martírio.(† 1936)

    17*.   Em Villarreal, no território de Castellón, também na Espanha, o Beato Pascoal Fortuño Almela, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi coroado de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)

    18*.   Em Buñol, próximo de Valência, também na Espanha, as beatas Josefa de São João de Deus (Josefa Ruano Garcia) e Maria das Dores de Santa Eulália (Dores Puig Bonany), virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires, que, na mesma perseguição contra a fé, derramando o seu sangue receberam a coroa de glória.(† 1936)

    19♦.   Em Madrid, também na Espanha, o Beato Teódulo González Fernández, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor.(† 1936)

    20♦.   No cemitério de Montcada, na Catalunha, também na Espanha, os beatos mártires Barnabé (Casimiro Riba Pi), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas, e Baudílio (Pedro Ciórdia Hernández), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foram mortos ódio à vida religiosa.(† 1936)

    21♦.   Em Vic, perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Apolónia Lizárraga do Santíssimo Sacramento (Apolónia Lizárraga y Ochoa de Zabalegui), virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir, que, levando a lâmpada acesa, foi ao encontro de Cristo Esposo.(† 1936)

    22♦.   Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, também na Espanha, o Beato Miguel Beato Sánchez, presbítero de Toledo e mártir, que, na mesma perseguição, como fiel discípulo, mereceu a salvação no sangue de Cristo.(† 1936)

    23*.   No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Adão Bargielski, presbítero e mártir, que durante a guerra se entregou espontaneamente aos inimigos da fé para substituir o seu pároco e, depois de sofrer cruéis torturas no cárcere, partiu vitorioso para a glória eterna.(† 1942)

    24*.   Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha, o Beato Ladislau Bladzinski, presbítero da Congregação de São Miguel e mártir, que, na mesma perseguição, foi preso pelos inimigos da Igreja e deportado da Polónia, sua pátria, para trabalhos forçados pedreiras, onde foi assassinado.(† 1944)

  • São Pedro Claver

    Nascimento: São Pedro Claver nasceu Verdú, na Catalunha, 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre. Fez o noviciado Tarragona, os estudos filosóficos Palma de Maiorca; e iniciou os teológicos Barcelona. Ele ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia. 

    Missão: O jovem desembarcou Cartagena, 1610, e foi ordenado sacerdote, 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, um período de forte tráfico.

    Servo dos Negros: Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre “Aethiopum semper servus”; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas — onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra —, transformaram-se campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

    Cuidado com os  Negros Deportados: Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome.

    Lutava ao lado dos Negros: Despertava cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

    Sacramento: batizou 400 mil pessoas: Aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros 18 intérpretes para instruir os escravos. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

    Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

    Páscoa: Em 1650, adoeceu com a peste: sobreviveu, mas pelo resto da vida não pôde mais trabalhar. Nos últimos quatro anos de sua existência terrena passou imobilizado na enfermaria do convento. O homem que fora a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de muitas desgraças, foi completamente esquecido por todos, passando o tempo oração. São Pedro Claver morreu 8 de setembro de 1654, na Colômbia.

    Via de Santificação: Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

    Minha oração: “São Pedro, lhe pedimos que nos ajude a dissipar toda discriminação, toda desigualdade, todo preconceito. Que sejamos portadores da justiça divina e possamos implementar o Reino celeste aqui nessa terra. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!”

    São Pedro Claver, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 09 de setembro:

    Martirológio Romano

    São Pedro Claver, presbítero da Companhia de Jesus, que, Cartagena, na Colômbia, durante mais de quarenta anos, com admirável abnegação e exímia caridade se dedicou ao serviço dos negros trazidos como escravos, dos quais cerca de trezentos mil fez renascer para Cristo pelo Baptismo por ele administrado.(† 1654)

    2.   Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”,  na Via Labicana, São Gorgónio, mártir.(† d. 203)

    3.   Na Sabina, a trinta milhas de Roma, São Jacinto, mártir.(† data inc.)

    4.   No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, São Ciarano ou Querano, presbítero e abade, fundador deste mosteiro.(† s. VI)

    5*.   Em Castela, região da Espanha, a Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.(† s. XII)

    6*.   Em York, na Inglaterra, o Beato Jorge Douglas, presbítero e mártir, natural da Escócia, que era mestre-escola e se tornou sacerdote Paris e, no reinado de Isabel I, por ter persuadido outras pessoas a abraçar a fé católica, através do suplício no patíbulo partiu vitorioso para o Céu.(† 1587)

    7*.   Em Münster, na Alemanha, a Beata Maria Eutímia (Ema Üffing), virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão, que, animada pela sua exímia caridade, benignidade e desprendimento de si mesma, serviu a Deus na pessoa dos enfermos.(† 1855)

    8*.   Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França, o Beato Pedro Bonhomme, presbítero, que se dedicou admiravelmente às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, a quem encomendou o cuidado dos jovens, dos enfermos e dos indigentes.(† 1861)

    9*.   Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico, o Beato Tiago Desidério Laval, presbítero, que, depois de exercer alguns anos a profissão de médico, se fez missionário na Congregação do Espírito Santo e conduziu muitos negros libertos da escravidão à liberdade de filhos de Deus.(† 1864)

    10*.   Em Bilbau, no País Basco, na Espanha, o Beato Francisco Gárate Arangúren, religioso da Companhia de Jesus, que desempenhou o ofício de porteiro durante quarenta e dois anos com insigne humildade.(† 1929)

  • São Nicolau de Tolentino

    Nascimento: Nicolau nasceu nas Marcas, 1245, na diocese de Fermo. Ainda adolescente, conheceu os Agostinianos e foi atraído pela vida monacal, à qual se consagrou Tolentino. Foi um asceta de sorriso amável, de longas orações e jejuns, sempre acompanhados pela simpatia e a caridade.  

    Infância e Juventude: Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. Virtudes alinhadas a uma fé incondicional Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

    Semeador da Palavra de Deus: Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermõespolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria Cristo. 

    Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

    Vida Penitente: Comia tão pouco, que ficou doente. O seu prior quis dar-lhe um pouco de carne, mas vão. Chamou-se o prior geral. Nicolau, vencido pela santa obediência que professava, consentiu e engoliu um pedacinho: “Já obedeci, não me aborreçam mais com gulodices”. E Deus curou-o, jejuava a pão e água às segundas, quartas, sextas-feiras e sábados honra a Maria Santíssima.

    Tanta austeridade trouxe-lhe dores articulares do estômago e da cabeça e ainda perturbações na vista. Perguntava a si mesmo se tanto rigor agradava ou não a Deus, mas o Senhor apareceu-lhe sonho e confortou-o.

    Caindo ele de novo doente, curou-se, por indicação de Nossa Senhora, comendo um pedaço de pão molhado água, depois de fazer o sinal da cruz. Daí veio o costume de benzer pães honra de São Nicolau, destinados a robustecer os fracos. Nicolau trazia sobre a pele cadeias metálicas, tecidos ásperos e irritantes. Rezava entre as horas canônicas, a que era notavelmente fiel: de completas ao canto do galo, de matinas até a aurora, da Missa (se não tinha confissões) até terça, e de noite até às vésperas (se não tinha obrigações impostas pela obediência). Rezava na Igreja, perto dum altar ou na cela.

    Apóstolo do Confessionário: Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

    Páscoa: No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação, e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

    Via de Santificação: No ano de 1446, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo Papa Eugênio IV. A festa dedicada ao santo foi mantida para o dia de sua morte.

    Corpo Incorrupto: A prodigiosa notícia que temos de São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

    Minha oração: “São Nicolau, recorro a ti pelas almas dos meus familiares, aqueles que já faleceram e estão no purgatório esperando a sua purificação. Que alcancemos, pela tua intercessão, a salvação das famílias e dos pecadores. A ti recorremos e pedimos. Amém!”

    São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 10 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Em Alexandria, no Egipto, São Nemésio, que, caluniosamente denunciado de ser ladrão, foi absolvido deste crime; mas depois, durante a perseguição do imperador Décio, acusado perante o juiz Emiliano de ser cristão, foi submetido a numerosas torturas e condenado à fogueira com outros ladrões, à semelhança do divino Salvador, que suportou a cruz com os ladrões.(† 251)

    2.   Comemoração dos santos Nemesiano e companheiros FélixLúcio, outro FélixLiteuPolianoVítorJáder e Dativo – bispos, presbíteros e diáconos –, que, na África Setentrional, durante a violenta perseguição no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, por Cristo foram duramente flagelados, depois encadeados e enviados para as minas, onde, entretanto, eram exortados com cartas de São Cipriano a suportar firmemente o cativeiro e a observar os mandamentos do Senhor.(† 257-258)

    3.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santa Pulquéria, que defendeu e propagou a verdadeira fé.(† 453)

    4.   Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Agábio, bispo.(† s. V)

    5.   Em Albi, na Aquitânia, actualmente na França, São Sálvio, bispo, que do claustro foi chamado para esta sede contra a sua vontade e, durante a epidemia da peste, como bom pastor, nunca abandonou a cidade.(† 584)

    6.   Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, actualmente na Alemanha, a paixão de São Teodardo, bispo de Tongres e mártir, que foi morto quando se dirigia ao rei Quilderico.(† c. 670)

    7*.   Em Avranches, na Nêustria, hoje na França, Santo Autberto, bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.

    († c. 725)8*.   No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália, o Beato Oglério, abade da Ordem Cisterciense.(† 1214)

    9.   Em Tolentino, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Nicolau, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que era homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros, e muitas vezes impunha a si mesmo a satisfação do pecado dos outros.(† 1305)

    10*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos Sebastião Kimura, da Companhia de Jesus, e Francisco Morales, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e cinquenta companheiros[1], mártires, – presbíteros, religiosos, esposos, jovens, catequistas, viúvas e crianças – que, numa colina, diante de uma grande multidão, sofreram crudelíssimos tormentos e morreram por Cristo.


    [1]  São estes os seus nomes: Ângelo Orsúcci, Afonso de Mena, José de São Jacinto de Salvanés, Jacinto Orfanel, presbíteros da Ordem dos Pregadores, e Domingos do Rosário e Aleixo, religiosos da mesma Ordem; Ricardo de Santa Ana e Pedro de Ávila, presbíteros da Ordem dos Frades Menores, e Vicente de São José, religioso da mesma Ordem; Carlos Spínola, presbítero da Companhia de Jesus, e Gonçalo Fusai, António Kiuni, Tomás do Rosário, Tomás Akahoshi, Pedro Sampo, Miguel Shumpo, Luís Kawara, João Chugoku, religiosos da mesma Ordem; Leão de Satsuma, Luzia de Freitas; António Sanga, catequista, e Madalena, esposos; António Coreano, catequista, e Maria, esposos, com seus filhos João e Pedro; Paulo Nagaishi e Tecla, esposos, com seu filho Pedro; Paulo Tanaka e Maria, esposos; Domingos Yamada e Clara, esposos; Isabel Fernández, viúva do Beato Domingos Jorge, com seu filho Inácio; Maria, viúva do Beato André Tokuan; Inês, viúva do Beato Cosme Takeia; Maria, viúva do Beato João Shoun; Dominga Ogata, Maria Tanaura, Apolónia e Catarina, viúvas; Domingos Nakano, filho do Beato Matias Nakano; Bartolomeu Kawano Shichiemon; Damião Yamichi Tanda e seu filho Miguel; Tomás Shichiro, Rufo Ishimoto, Clemente (Bósio) Vom e seu filho António.(† 1622)

    11.   Em Londres, na Inglaterra, Santo Ambrósio Eduardo Barlow, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que durante vinte e quatro anos confirmou na fé e na piedade os católicos da região de Lencastre e, preso quando pregava no dia da Páscoa do Senhor, durante o reinado de Carlos I, foi condenado à morte por causa do sacerdócio e enforcado no patíbulo de Tyburn.(† 1641)

    12*.   Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Gagnot, presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera condições desumanas por causa do sacerdócio, enquanto assistia aos companheiros de cativeiro enfermos, morreu consumido pela enfermidade.(†1794)

    13♦.   Em Madrid, na Espanha, o Beato Leôncio Arce Urrútia, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançou vitoriosamente o reino celeste.(† 1936)