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  • Santa Maria Josefa, padroeira dos doentes e dos cuidadores

    Nascimento: Maria Josefa do Coração de Jesus foi a primogênita de Barnabé Sancho, serralheiro, e de Petra de Guerra, doméstica. Nasceu na Espanha, dia 7 de setembro de 1842, e foi batizada no dia seguinte. Ficou órfã de pai muito cedo; e foi sua mãe quem a preparou para a primeira comunhão, recebida aos dez anos. Completou a sua formação e educação Madri, na casa de alguns parentes e, desde muito cedo, começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora. Também teve uma forte sensibilidade relação aos pobres, aos doentes e uma inclinação para a vida interior. 

    A descoberta vocacional: Aos dezoito anos, Maria Josefa voltou a sua cidade natal, Vitória, e logo manifestou a sua mãe o desejo de entrar para um mosteiro. Sentia-se atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer: “Nasci com a vocação religiosa”. Logo decidiu entrar no Instituto Servas de Maria, recentemente fundado Madri, por madre Soledade Torres Acosta. 

    Nova fundação – inspiração de Deus: Ao aproximar-se de seus votos, foi assaltada por graves dúvidas e incertezas sobre seu chamado para aquele Instituto. Admitiu essa disposição a vários confessores, chegando até a dizer que tinha se enganado quanto à própria vocação. Mas os constantes contatos com o arcebispo de Saragoça, futuro santo, Antônio Maria Claret, e as conversas serenas com madre Soledade Torres Acosta, amadureceram nela a possibilidade de fundar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes casa ou hospitais. Assim, aos vinte e nove anos, ela fundou o Instituto das Servas de Jesus, na cidade de Bilbao, 1871.

    Padroeira dos doentes e dos cuidadores e intercessora do Instituto Servas de Jesus da Caridade

    Doença e sofrimento: Por 41 anos, foi a superiora do Instituto. Acometida por uma longa e grave enfermidade, que a mantinha no leito ou numa poltrona, sofreu muito antes de morrer, contudo sem deixar sua atividade de lado. Por meio de uma intensa e expressa correspondência, solidificou as bases dessa nova família mesmo doente. 

    Frutos vida: No momento da sua morte, 20 de março de 1912, havia milhares de religiosas espalhadas por quarenta e três casas.

    Páscoa: A sua morte foi muito sentida toda a região; e o seu funeral teve uma grande manifestação de pesar. Os seus restos mortais foram trasladados para a Casa-Mãe, Bilbao, onde ainda se encontram. A causa da canonização de madre Maria Josefa começou 1951; foi solenemente beatificada pelo Papa João Paulo II, 1992, e, depois, canonizada, 1 de outubro de 2000, pelo mesmo pontífice Roma.

    O Carisma e a Devoção

    O carisma: Os pontos centrais da espiritualidade de madre Maria Josefa podem definir-se como: um grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda adoração do mistério da Redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo e na Sua Cruz; e a completa dedicação ao serviço aos doentes, num contexto de espírito contemplativo. Afirma o diretório da congregação religiosa das servas de Jesus da caridade, “Desta maneira, as funções materiais do nosso Instituto, destinadas a salvaguardar a saúde corporal do nosso próximo, elevam-se a uma grande altura e fazem a nossa vida ativa mais perfeita que a contemplativa, como ensinou o Doutor angélico, São Tomás de Aquino, que falou dos trabalhos dirigidos à saúde da alma, que vêm da contemplação”.

    Servas de Jesus: O serviço aos doentes tornou-se, assim, a oblação generosa das Servas de Jesus, seguindo o exemplo da sua Fundadora. Hoje, espalhadas pela Europa, América Latina e Ásia, as Servas procuram dar pão aos famintos, acolher os doentes e outros necessitados, criar centros para pessoas idosas, desenvolvendo sempre a pastoral da saúde e outras obras de caridade. 

    Oração: Deus onipotente, que concedestes grande santidade à vossa serva santa Maria Josefa, concedei-nos a graça que humildemente vos pedimos, sobretudo a força para perseverar no amor de vosso Filho. Que vive e reina para sempre. Amém.

    Minha oração: “A nossa santa rogamos a graça da saúde aos enfermos, mas também pedimos uma santa morte. Aos cuidadores, que seja concedido a força e o ânimo, o amor necessário para o ofício. E a nós pedimos a saúde do corpo e da alma.”

    Santa Maria Josefa do Coração de Jesus, rogai por nós!


    Outros beatos e santos que a Igreja faz memória 20 de março:

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração de Santo Arquipo, companheiro do apóstolo São Paulo, que o menciona nas suas epístolas a Filémon e aos Colossenses.

    2.   Em Antioquia, na Síria, actualmente na Turquia, os santos PauloCirilo e outro, mártires.(† data inc.)

    3*.   Em Metz, na Gália Bélgica, hoje na França, Santo Urbício, bispo.(† c. 450)

    4*.   Em Braga, cidade da Galécia, hoje Portugal, São Martinho, bispo, oriundo da Panónia, na actual Hungria. A sua memória celebra-se Portugal, juntamente com a dos santos bispos Frutuoso e Geraldo, no dia cinco de Dezembro.(† c. 579)

    5.   Na ilha de Farne, na Nortúmbria, na actual Inglaterra, o passamento de São Cutberto, bispo de Lindisfarne, que no seu ministério pastoral resplandeceu pela mesma diligência anteriormente demonstrada no mosteiro e no ermo, e conseguiu conciliar pacificamente a austeridade e modo de viver dos Celtas com os costumes romanos.(† 687)

    6.   No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, actualmente na França, a deposição de São Vulfrano, que, sendo monge, foi eleito bispo de Sens e se dedicou a levar ao povo dos Frisões a mensagem evangélica; finalmente, regressou ao mosteiro de Fontenelle, onde morreu paz.(† c. 700)

    7.   Comemoração de São Nicetas, bispo de Apolónia, na Macedónia, que foi exilado pelo imperador Leão o Arménio por defender o culto das sagradas imagens.(† 733)

    8.   Na laura de São Sabas, na Palestina, a paixão dos santos vinte monges, que durante a incursão dos Sarracenos morreram sufocados pelo fumo na igreja da Mãe de Deus.(† 797)

    9*.   Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Ambrósio Sansedóni, presbítero da Ordem dos Pregadores, discípulo de Santo Alberto Magno, que, apesar da suainente sabedoria e pregação, procedeu sempre com a maior simplicidade para com todos.(† 1287)

    10.    Em Praga, na Boémia, actualmente na Chéquia, São João Nepomuceno, presbítero e mártir, que, pela defesa da Igreja sofreu a persistente perseguição do rei Venceslau IV e, depois de muitos tormentos e atrocidades, foi lançado vivo ao rio Moldávia.(† 1393)

    11*.   Em Mântua, na Lombardia, região da Itália, o Beato Baptista Spagnóli, presbítero da Ordem dos Carmelitas, que restabeleceu a paz entre os príncipes e reformou a sua Ordem, da qual foi nomeado, contra o seu desejo, superior geral.(† 1516)

    12*.   Em Florença, na Etrúria, actualmente na Toscana, região da Itália, o Beato Hipólito Galantíni, que fundou a Irmandade da Doutrina Cristã e trabalhou ardorosamente na formação catequética dos pobres e dos humildes.(† 1619)

    13*.   Em Ernée, localidade do território de Mayenne, na França, a Beata Joana Verón, virgem e mártir, que se entregou ao cuidado das crianças e dos enfermos e, durante a Revolução Francesa, por ter ocultado sacerdotes aos perseguidores, foi morta ao fio da espada.(† 1794)

    14*.   Em Tarragona, na Espanha, o Beato Francisco de Jesus Maria e José (Francisco Palau Quer), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, que no seu ministério suportou graves perseguições e, acusado injustamente, foi mandado para a ilha de Ibiza e aí abandonado a si mesmo durante vários anos.(† 1872)

    15.   Em Bilbau, no País Basco, região da Espanha, Santa Maria Josefa do Coração de Jesus (Maria Josefa Sancho de Guerra), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Servas de Jesus, que orientou especialmente para o cuidado dos enfermos e dos pobres.(† 1912)

    16*.   Em L’viv, na Ucrânia, São José Bilczewski, bispo, que se dedicou com ardente caridade à edificação dos costumes e à formação doutrinal do clero e do povo e, no tempo da guerra, socorreu por todos os meios os pobres e os necessitados.(† 1923)

  • Santa Catarina da Suécia, patrona das virgens e intercessora contra o aborto

    Origens: A abadessa Santa Catarina nasceu 1331, na Suécia, uma família católica. Foi educada segundo os preceitos da Igreja e instruída ao amor cristão pelo próximo. 

    Filha de santa: Sua vida foi muito influenciada por sua mãe, Santa Brígida, a mística padroeira da Suécia. Viveu a castidade e é considerada a Santa padroeira das virgens. Sua imagem é representada com um cervo ao seu lado, a qual, segundo a tradição, vinham ajudá-la quando jovens sem castidade tentavam importuná-la.

    De família: Em torno dos seus 7 anos de idade, sua mãe foi convocada pela Corte sueca como governanta de Bianca de Namur, jovem noiva do rei Magnus Eriksson. Ela e sua irmã foram então confiadas ao mosteiro cisterciense de Riseberg, onde continuou recebendo a educação católica. Assim, cresceu nela o desejo de consagração total da sua vida a Deus. Seu pai, porém, desejava que ela se casasse, e decidiu casá-la com um nobre de descendência Alemã, Edgar von Kürnen. 

    Santa Catarina da Suécia: Casou-se por obediência

    Matrimônio: Mesmo sendo contrária ao matrimônio, obedeceu seu pai e se casou, mas fez voto de castidade de comum acordo com seu marido. Levou uma vida de muita oração, jejum e penitência. Foi uma mulher simples, que dedicou muitas horas à meditação da paixão e morte de Cristo, à oração dos salmos penitenciais e ao Ofício da Virgem Maria.

    Após a morte do pai: Em 1349, seu pai faleceu. Ela chegou a um acordo com seu marido e partiu junto a Santa Brígida (sua mãe) uma peregrinação para venerar as tumbas de São Pedro e São Paulo Roma. Ela tinha sua mãe como modelo, amava-a e admirava profundamente. Permaneceu com ela Roma no ano santo e, durante esse período, tornou-se viúva, o que a permitiu ficar ainda mais tempo com sua mãe na Itália. Nesse período, sua mãe fundou um mosteiro na cidade de Vadstena, no qual Catarina se dedicou intensamente.

    Reta intenção: Permaneceu na Itália a convite da sua mãe, porém sentia falta da Suécia. Sofria de solidão, pois Brígida a proibiu de sair de casa sozinha, porque a Urbe não era segura para uma jovem bela sueca, que atraía olhares de muitos vilões. Catarina recusou diversas propostas de casamento e escapou de muitos pretendentes. O cervo, que sempre é representado ao seu lado, a teria salvo, ao distrair um pretendente, que havia sido rejeitado, que queria raptá-la. Para manter distância dos homens, Catarina começou até a usar roupas simples ou gastas. Ficou atormentada pela inquietação de não saber qual estilo de vida deveria adotar. Para entender qual era a vontade de Deus, dirigiu-se à Virgem, que, sonhos, a convidou a obedecer a sua mãe. Então, ela a seguiu todas as suas iniciativas, dedicando-se total e amorosamente às suas causas.

    Canonização da mãe – Santa Brígida:

    Vida pobre: Morou com sua mãe uma casa, perto do Campo de Fiori, por cerca de vinte anos, vivendo extrema pobreza. Dedicou-se à catequese entre as nobres famílias romanas e às obras de caridade, com uma vida composta de atividades pastorais. Em 23 de julho de 1373, Brígida faleceu, e seu desejo era que seus restos mortais fossem sepultados no mosteiro de Vadstena.

    O Pedido: Ao ser eleita abadessa, regressou a Roma para pedir a canonização da sua mãe. E buscava obter a aprovação da regra da Ordem, que havia fundado. Nos cinco anos seguintes, Catarina coletou depoimentos sobre a vida da sua mãe e os apresentou primeiro a Gregório XI e depois a Urbano VI. Este último aprovou a regra da Ordem Brigidina, com uma Bula datada de 3 de dezembro de 1378, mas omitiu a Causa de Canonização de Brígida.

    Santidade da mãe: No processo de canonização da sua mãe, declarou como testemunha: “Lembro quando minha mãe me levava, junto com as minhas irmãs, para visitar os hospitais, que havia mandado construir; com as suas próprias mãos, enfaixava, sem repugnância, as feridas dos enfermos”. De fato, o desejo de Brígida era que seus filhos aprendessem a servir ao Senhor nos pobres e doentes. Ela cresceu neste clima profundamente evangélico.

    O Final da Vida e o Encontro com Santa Catarina de Sena

    Páscoa: Voltou para sua terra natal e a Diocese lhe entregou formalmente a direção da nova ordem religiosa. Viveu exemplarmente no convento por esse tempo. Ao longo desse período teve um encontro místico com Santa Catarina de Sena, a santa que viveu o mesmo ideal que ela. Pouco tempo depois, ficou doente e faleceu 24 de março de 1381. Em 1484, Inocêncio VIII deu permissão para sua veneração como santa. Sua memória é celebrada em 24 de março.

    Minha oração: “Dignai-vos meu Deus, permitir que eu tenha Santa Catarina da Suécia uma poderosa e eficaz advogada, diante de Vosso poder, a fim de que seja afastado de mim o mal que me ameaça. Que ela me conduza, pela sua proteção, sã e salva, através de todos os perigos, a fim de mostrar-me a glória do Vosso nome e para que eu possa Louvar-Vos meu Deus, eternamente. Peço-Vos por nosso Senhor Jesus Cristo.”

    Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!


    Martirológio Romano
    Outros beatos e santos que a Igreja faz memória 24 de março:

    1.   Em Cesareia da Palestina, os santos mártires TimolauDionísioPáusidesRómuloAlexandre e outro Alexandre, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, conduzidos de mãos atadas ao prefeito Urbano, confessaram ser cristãos e, poucos dias depois, foram decapitados com os companheiros Agápio e outro Dionísio, merecendo assim as coroas da vida eterna.(† 303)

    2.   Na Mauritânia, no território actualmente da Argélia, Santo Secúndulo, que sofreu o martírio pela fé Cristo.(† data inc.)

    3*.   Em Clogher, na Hibérnia, actual Irlanda, São Mac Cairthind, bispo, que é considerado discípulo de São Patrício.(† s. V)

    4*.   Em Catânia, na Sicília, região da Itália, São Severo, bispo.(† 814)

    5*.   Em Fabriano, no Piceno, actualmente nas Marcas, região da Itália, o Beato João del Bastone, presbítero e monge, companheiro de São Silvestre, abade.(† 1290)

    6.   Em Valdstena, na Suécia, Santa Catarina, virgem, filha de Santa Brígida, que, dada casamento contra a sua vontade, conservou a virgindade de comum acordo com seu esposo e, após a morte dele, se consagrou à vida de piedade. Peregrina de Roma e da Terra Santa, trasladou os restos mortais de sua mãe para a Suécia e depositou-os no mosteiro de Valdstena, onde ela mesma tomou o hábito monástico.(† 1381)

    7*.   Em Ronda, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Diogo José de Cádis (Francisco José López-Caamaño), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.(† 1801)

    8♦.     Em Faícchio, localidade de Benevento, na Itália, a Beata Maria Serafina do Sagrado Coração (Clotilde Michele), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade.(† 1911)

    9*.   Em Pniewite, junto de Gdansk, na Polónia, a Beata Maria Karlowska, virgem, que, para reconduzir as jovens e mulheres indigentes e de vida dissoluta à dignidade de filhas de Deus, fundou a Congregação das Irmãs do Divino Pastor da Divina Providência.(† 1935)

    10*.   Em San Salvador, cidade de El Salvador, o Beato Óscar Arnulfo Romero Galdámez, bispo e mártir, que, tendo dedicado a sua solicitude pastoral especialmente aos pobres e oprimidos, foi assassinado ódio à fé cristã.(† 1980)

  • São Ludovico Pavoni

    Nascimento: Ludovico Pavoni nasceu Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro de cinco filhos, ele viveu um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

    Política do amor aos jovens pobres: A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre 1807, foi sempre e unicamente a do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório 1812. 

    Empenho catequético: Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade. 

    São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

    Encargos e fundação: Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los, ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu, assim, o Instituto de São Barnabé.

    Oficinas de salvação: Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, multiplicaram-se os ofícios ensinados São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

    Seguindo a inspiração: O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre podia receber e gozar.

    Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

    Além do esperado…: Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola. Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

    Cuidados Extendidos: Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito, a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados também favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta de mestres competentes nas artes.

    Aprovação: Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada.

    A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

    Os Pavonianos: Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de deveres com os sacerdotes.

    Morte no Domingo de Ramos: Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

    Santidade: Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

    Minha oração: “A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. ‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”

    São Ludovico Pavoni, rogai por nós!


    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 1º de abril

    Martirológio Romano

    1.   Em Roma, a comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e companheiros da Dalmácia e da Ístria, isto é, AnastásioAmaroPaulinianoTélioAstérioSeptímio, Antioquiano e Gaiano, que a Igreja venera na mesma festividade.

    2.   Em Tessalónica, na Macedónia, actualmente na Grécia, as santas Ágape e Quiónia, virgens e mártires, que, na perseguição de Diocleciano, por recusarem comer das carnes dos animais sacrificados aos ídolos, foram entregues ao governador Dulcécio e condenadas à fogueira.

    3.   Na Palestina, Santa Maria Egipcíaca, que era uma famosa pecadora de Alexandria e, pela intercessão da Virgem Maria, se converteu a Deus na Cidade Santa e se consagrou a uma vida penitente e solitária além do Jordão.

    4.   Em Lauconne, perto de Amiens, na Gália, hoje na França, São Valérico, presbítero, que atraiu muitos companheiros à vida eremítica.

    5.   Em Ardpatrick, na província de Munster, na Irlanda, São Celso, bispo de Armagh, que promoveu diligentemente a renovação da Igreja.

    6.   Em Grenoble, cidade da Borgonha, na França, Santo Hugo, bispo, que sepenhou na reforma de costumes do clero e do povo e, durante o seu episcopado, movido pelo ardente amor à solidão, ofereceu ao seu antigo mestre São Bruno e companheiros o ermo de Chartreuse, do qual foi o primeiro abade; durante quase cinquenta anos dirigiu esta Igreja com o seu admirável exemplo de caridade.

    7*.   No mosteiro cisterciense de Bonnevaux, localidade do Delfinado, na França, o Beato Hugo, abade, cuja caridade e prudência promoveu a conciliação entre o papa Alexandre III e o imperador Frederico I.

    8*.   Em Caithness, na Escócia, São Gilberto, bispo, que construiu Dornoch a igreja catedral e fundou hospícios para os pobres; ao morrer, recomendou o que sempre observou na sua vida: não prejudicar ninguém, suportar com paciência as correcções divinas e não incomodar ninguém.

    9*.   Em York, na Inglaterra, o Beato João Bretton, mártir, pai de família, que, no reinado de Isabel I, foi várias vezes incriminado pela sua perseverante fidelidade à Igreja Romana e por fim, falsamente acusado de alta traição, morreu estrangulado.

    10*.   Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, São Luís Pavóni, presbítero, que se consagrou com grande solicitude à formação dos jovens mais pobres, procurando especialmente educá-los segundo a moral cristã e orientá-los para os trabalhos profissionais, fundando para isso a Congregação das Filhas de Maria Imaculada.

    11♦.   No Funchal, cidade do arquipélago da Madeira, Portugal, o Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo), que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

    12♦.   Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Anacleto González Flores (José), Jorge Raimundo Vargas González, Luís Padilla Gómez (José Dionísio), e Raimundo Vicente Vargas González, mártires.

  • Santo Expedito

    Muitas pessoas conhecem Santo Expedito por conta do seu título de “santo das causas justas e urgentes”, mas poucos sabem da sua real história. Expedito foi mártir da fé, nasceu na Armênia e comandou a 12ª Legião Romana, conhecida como “Fulminata” (ou fulminante, português) com sede Melatia.

    Essa região foi local de inúmeras perseguições aos cristãos por conta do imperador Deocleciano, responsável por determinar a destruição de inúmeras igrejas e livros sagrados, suspender assembléias cristãs e obrigar a renúncia de todos os cristãos.

    Enquanto no exército romano levava uma vida de excessos até que um dia teve um encontro com Deus e se converteu. Sua fama de “santo das causas justas e urgentes” veio de um episódio onde um espírito do mal apareceu-lhe forma de corvo dizendo: “crás..! crás…! crás…!” (em latim: “Amanhã…! amanhã…!amanhã…!”) Enganador que é, eis a proposta do maligno: Deixe para amanhã. Não tenha pressa! Adie sua conversão!

    E sem titubear, Expedito pisoteou o corvo, esmagando-o e gritando: HODIE!, que quer dizer: “HOJE”! Nada de adiamento! É para já! Agora! E é daí que vem a associação a soluções imediatas das causas ou urgentes. Também é conhecido como o santo dos negócios que precisam de solução rápida e protetor dos estudantes.

    Generoso soldado, Expedito e sua situação de chefe de legião chamaram a atenção de Deocleciano enquanto defendiam as fronteiras orientais contra os ataques de bárbaros asiáticos Quando as perseguições começaram muitos mártires pagaram a lealdade cristã com a vida, entre eles Maurício, Marcelo e Sebastião – hoje conhecido como São Sebastião. Expedito lutou até o fim mesmo depois de ser flagelado até derramar sangue e ter a cabeça decepada.

    O culto O culto à Santo Expedito atravessou o Oriente, passou para a Alemanha meridional e de lá se espalhou pela Itália, Espanha, França e Bélgica. Em várias igrejas do mundo encontramos estátuas de Santo Expedito, com traje legionário, vestindo uma túnica curta e um manto jogado militarmente atrás dos ombros, tendo postura militar.

    Em uma mão segura uma palma e na outra uma cruz. Hoje e sempre é dia de cultuar esse santo que tanto fez por nós e pela religião cristã.

    Oração à Santo Expedito:
    Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero, intercedei por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, vós que sois o santo guerreiro, vós que sois o santo dos aflitos, vós que sois o santo dos desesperados, vos que sois o santo das Causas Urgentes. Protegei-me, Ajudai-me, Dai-me forças, Coragem e Serenidade. Atendei ao meu pedido (faça aqui o pedido). Ajudai-me a superar estas horas difíceis, protegei-me de todos os que possam me prejudicar. Protegei a minha família e atendei ao meu pedido com urgência. Devolvei-me a Paz e a tranqüilidade. Serei grato pelo resto de minha vida e levarei o seu nome a todos os que tem fé.

    Amem.

  • Santa Inês de Montepulciano, tornou prostitutas freiras

    Nascimento: Italiana, nasceu numa aldeia chamada Graciano, vizinha da cidade de Montepulciano. Filha de uma rica família chamada Segni, aos 4 anos já sabia rezar as orações do Pai-Nosso e Ave-Maria. Desde os seis anos, disse aos pais que queria se tornar freira, eles porém, não aceitavam. 

    Espiritualidade mística: Santa Inês viveu experiências místicas e de forte combate espiritual. Uma delas foi quando sofreu um ataque por demônios que assumiram a forma de corvos e feriram sua cabeça com as garras e bicos. Ao chegar casa, os pais ficaram muito preocupados com o que aconteceu, e mesmo a contragosto, permitiram a entrada tão cedo, aos 9 anos, no convento das freiras de São Domingos. Aos 15 anos, foi eleita superiora devido à grande percepção da realidade, sua maturidade. 

    Êxtase espiritual: Em sua vida de oração, quando rezava entrava êxtase e até demoradas levitações. Brotavam rosas e lírios com perfume onde ela ajoelhava para rezar. Devido aos inúmeros acontecimentos sobrenaturais, as irmãs de sua congregação testemunharam muitos destes fenômenos.

     “Minhas filhas, amai-vos umas às outras, porque a caridade é o sinal dos filhos de Deus!” – Santa Inês de Montepulciano

    Evangelizou no prostíbulo: Possuía uma grande determinação, o dom da profecia e uma vida de santidade já sua juventude. Dispôs-se a evangelizar um famoso prostíbulo que havia próximo do local onde vivia. Ela profetizou que ali seria um convento. Evangelizou um grande número de mulheres naquele local, anunciando o Evangelho de Jesus, mostrando-lhes um sentido novo para suas vidas e a misericórdia de Deus. Grande foi a conversão daquelas mulheres, que deixaram a prostituição e o local se tornou um convento habitado por ex-prostitutas, e se destacou por modelo de virtude, de ordem, de amor, de oração e de fraternidade entre as irmãs. Testemunho da presença e ação de Deus na recuperação das pessoas que não tinham mais esperança. 

    Corpo incorrupto: Inês faleceu no dia 20 de abril de 1317, aos 43 anos, acometida por uma grave e dolorosa enfermidade. Seu túmulo passou a ser local de peregrinação e grandes milagres aconteceram ali por sua intercessão. Seu corpo se encontra incorrupto. Foi encontrado perfeito estado de conservação e enviado para a Igreja Dominicana Orvieto, onde se encontra até hoje. Em 1726, foi canonizada pelo Papa Bento XIII.

    Minha oração: Santa Inês, exemplo de humildade, caridade, vigilância, vida de intensa oração, abençoai-me e olhai para mim. Pois vos olho como quem intercederá junto a Jesus por mim e minha família,  já que necessitamos de tantas virtudes e graças. Concedei-nos a vossa fé, vossa beleza interior, o vosso amor. Que assim seja. Amém.”

    Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!


    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 20 de abril
    Martirológio Romano

    1.   Em Roma, Santo Aniceto, papa, que recebeu fraternalmente o hóspede insigne São Policarpo, para dialogar com ele sobre o dia da Páscoa.(† c.166)

    2.   Também Roma, a comemoração dos santos Sulpício e Serviciano, mártires, cujos corpos foram sepultados na Via Latina a três milhas da cidade.( † data inc.)

    3.   Em Córdova, na Hispânia Bética, São Secundino, mártir.(† s. IV)

    4.   Em Embrun, na Gália, hoje na França, São Marcelino, primeiro bispo desta cidade, que, tendo vindo da África, converteu à fé de Cristo a maior parte desta região dos Alpes Marítimos e foi ordenado para esta sede episcopal por Santo Eusébio de Vercelas.(† c.374)

    5.   Em Auxerre, na Gália Lionense, também na actual França, São Marciano, monge.(† c. 488)

    6.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Teodoro, que, chamado Triquinas por causa do áspero cilício de crinas que usava sempre, levou uma vida de grande virtude na solidão.(† s. V)

    7.   Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Anastásio, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Focas, foi cruelmente assasinado por sicários.(† 609)

    8*.   No território de Laurino, perto de Paéstum, na Campânia, região da Itália, Santa Heliena, virgem, que, firmemente animada pelas obras de Cristo, retirando-se para um lugar deserto, se consagrou total e incansavelmente a Deus no serviço dos religiosos e dos enfermos.(† s. VII)

    9*.   Em Osnabrück, na Saxónia, na actual Alemanha, São Vião, bispo, natural da Frísia, que foi enviado como abade pelo imperador Carlos Magno para evangelizar os Saxões e depois, eleito bispo da Igreja de Osnabruck, suportou por Cristo muitas tribulações.(† 804)

    10*.   No mosteiro de Châteliers, no território de Poitiers, região da França, o Beato Geraldo de Sales, que, vivendo pobre como cónego regrante e mais pobre ainda como eremita e entregue a árduas penitências, a muitos inflamou no amor de Deus, atraindo-os à vida eremítica, e fundou numerosas casas de cónegos regrantes.(† 1120)

    11*.   Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Domingos Vernagálli, presbítero da Ordem Camaldulense, que construiu um hospício para órfãos.(† 1218)

    12.   Em Montepulciano, também na Etrúria e hoje na Toscana, Santa Inês, virgem, que aos nove anos tomou as vestes das virgens sagradas e ainda com quinze anos foi eleita, contra a sua vontade, superiora das monjas de Proceno; depois fundou um mosteiro Montepulciano segundo a observância de São Domingos, onde deu exemplo admirável de verdadeira humildade.(† 1317)

    13*.   Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Simão de Tódi Rinaldúcci, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que instruiu os jovens estudantes e o povo de Deus com a palavra da sua pregação e o exemplo da sua vida.(† 1322)

    14*.   Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Jaime Bell e João Finch, mártires: o primeiro, presbítero, depois de ter passado vinte anos noutra confissão, orientado pela exortação de uma piedosa mulher reconciliou-se com a Igreja católica; o segundo, pai de família, agricultor e catequista, pela sua fé suportou durante muitos anos o cárcere, a fome e outros tormentos; no reinado de Isabel I, ambos alcançaram ao mesmo tempo a felicidade eterna.(† 1584)

    15*.   Em Londres, também na Inglaterra, os beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson, presbíteros e mártires, que, condenados à morte por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aí permanecerem, padeceram no patíbulo de Tyburn o extremo suplício.(† 1584)

    16*.   Em Clonmel, na Irlanda, o Beato Maurício MacKenraghty, presbítero e mártir, que, depois de dois anos de cativeiro, recusando sempre a autoridade da rainha Isabel I nos assuntos espirituais, foi condenado ao suplício do patíbulo.(† 1585)

    17*.   Em York, na Inglaterra, o Beato António Page, presbítero e mártir, homem pacífico e honrado, que foi condenado a cruéis torturas ódio ao sacerdócio.(† 1593)

    18*.   Em Londres, também na Inglaterra, os beatos Francisco Page, da Companhia de Jesus, e Roberto Watkinson, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, ódio ao sacerdócio – o segundo ordenado presbítero apenas um mês antes – foram ambos obrigados a subir simultaneamente ao patíbulo de Tyburn.(† 1602)

    19*.   Em Pianello, junto ao lago Como, na Itália, a Beata Clara Bossatta (Dina Bossatta), virgem, que, com o auxílio de São Luís Guanella, fundou o Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência.(† 1887)

    20*.   No percurso do campo de concentração de Dachau para Hutheim, localidade próxima de Linz, na Áustria, o Beato Anastásio Pankiewicz, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, contra um regime opressor da dignidade cristã, deu testemunho da sua fé até à morte.(† 1942)

  • Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

    Nascimento e juventude: Adalberto (Vojtěch) nasceu uma família nobre tcheca do príncipe Slavník e sua esposa Střezislava Libice nad Cidlinou, Boêmia. O Chambers Biographical Dictionary dá o seu ano de nascimento como 939. Seu pai era um rico e independente governante do principado de Zličan, que rivalizava com Praga. Adalberto tinha cinco irmãos: Soběslav (herdeiro dos Slavniks), Spytimír, Pobraslav, Pořej, Čáslav e um meio-irmão Radim (Gaudêncio) da ligação de seu pai com outra mulher. Radim escolheu uma carreira clerical como fez Adalberto, e tomou o nome de Gaudêncio. Adalberto era um homem bem-educado, tendo estudado durante cerca de dez anos (970-80) Magdeburgo, sob a orientação de Santo Adalberto de Magdeburgo. Com a morte de seu mentor, ele tomou o nome Adalberto. Superdotado e diligente, Adalberto logo tornou-se conhecido toda a Europa.

    Atos religiosos: Em 980 Adalberto concluiu seus estudos na escola de Magdeburgo e retornou a Praga, onde se tornou um sacerdote. Em 981 morreram, seu pai, príncipe Slavník, e o seu mentor, Santo Adalberto de Magdeburgo.
    Em 982, ainda sem ter completado trinta anos de idade, Adalberto tornou-se bispo de Praga. Embora Adalberto descendesse de família rica e pudesse ter conforto e luxo, “viveu de maneira pobre por sua própria vontade”. Era conhecido por praticar a caridade, pela austeridade, serviço zeloso à Igreja. Seu trabalho foi dificultado até mesmo na sua Boêmia natal, devido à crença pagã profundamente enraizada na mente das pessoas. Adalberto combateu a poligamia e a idolatria, que ainda eram comum entre os tchecos. Ele também se ressentia muito da participação dos cristãos batizados no comércio de escravos.

    Em 989, renunciou ao seu cargo de bispo e deixou Praga. Foi para Roma e viveu como um eremita no mosteiro de Santo Alexis beneditino.

    Quatro anos depois, 993, o Papa João XV mandou-o de volta para a Boêmia. Adalberto tornou-se bispo novamente. Nessa época, ele fundou o mosteiro de Břevnov, perto de Praga, o primeiro terras tchecas. No entanto, a nobreza local continuou a opor-se ao seu ministério. Além disso, segundo a crônica de Cosmas, os altos membros do clero eram um fardo para Adalberto, e 994 ele ofereceu seu cargo para Strachkvas, um membro da dinastia Přemyslida e irmão de Boleslau II, Duque da Boêmia. Strachkvas, no entanto, não aceitou.

    Em 995, a antiga rivalidade dos Slavníks com os Přemyslids resultou na tomada de Libice e o cruel assassinato de quatro (ou cinco) dos irmãos de Adalberto. Tudo isso foi feito pela vontade de Boleslau II, Duque da Boêmia, e os executores eram seus confederados, membros de um poderoso clã de Vršovci. Assim, o principado de Zličan tornou-se parte do território dos Přemyslidas.

    Adalberto condenou Vrśovci na igreja e previu que seriam severamente perseguidos. Após a tragédia, ele não poderia permanecer na Boêmia e fugiu de Praga, apesar do apelo do Papa para ele voltar à sua sede episcopal. Strachkvas acabou sendo designado seu sucessor. No entanto, quando estava para assumir o cargo de bispo de Praga, morreu repentinamente durante o cerimonial. As circunstâncias de sua morte ainda são obscuras.

    Adalberto foi para a Hungria e batizou Géza e seu filho Estêvão, na cidade de Esztergom. Depois seguiu para a Polônia, onde foi calorosamente recebido por Boleslau, o Bravo. Depois da breve visita, Adalberto foi para a Prússia com uma missão cristã.

    Missão e martírio na Prússia: Adalberto sendo morto pelos prussianos, parte das Portas de Gniezno. Adalberto de Praga já 977 tinha a ideia de se tornar um missionário na Prússia. Depois de ter convertido a Hungria, ele foi enviado pelo Papa para converter os pagãos prussianos. Boleslau, o Bravo, duque da Polônia (mais tarde rei), enviou soldados com Adalberto. O bispo e seus seguidores – incluindo seu meio-irmão Radim (Gaudêncio) – entraram território da Prússia e passaram ao longo da costa do Mar Báltico direção a Gdańsk.

    Era um procedimento padrão de missionários cristãos tentar derrubar árvores de carvalho sagrado (ver Iconoclastia), como já haviam feito muitos outros lugares, inclusive na Saxônia. Porque as árvores eram adoradas e os espíritos, que se acreditava habitar nelas, eram temidos por seus poderes, isso era feito para demonstrar aos não-cristãos que nenhuma força sobrenatural protegia as árvores da fé dos cristãos.

    Como eles não atenderam aos avisos para ficarem longe das matas de carvalhos sagrados, Adalberto foi executado por sacrilégio, e seus correligionários interpretaram o fato como sendo um martírio, abril de 997 na costa do mar Báltico, a leste de Truso (atualmente Elbląg, Elbing), ou perto de Tenkitten e Fischhausen. Há registros de que seu corpo foi comprado por seu peso ouro por Boleslau, o Bravo.

    Canonização e memória: Santo Adalberto (Vojtěch) e seu irmão Gaudêncio (Radim) – Monumento Libice (República Tcheca)

    O túmulo de prata de Santo Adalberto (Wojciech) na Catedral de Gniezno
    Alguns anos mais tarde Adalberto foi canonizado como Santo Adalberto de Praga. Sua biografia foi escrita por vários autores Vita Sancti Adalberti Pragensis, sendo o relato mais antigo atribuído ao bispo Notker of Liège, da imperial Aachen e Liège/Lüttich,bora tenha sido assumida por muitos anos que o monge romano João Canapário escreveu a primeira Vita 999. Outro famoso biógrafo de Adalberto foi São Bruno de Querfurt, que escreveu sua hagiografia 1001-1004.

    Notavelmente, os governantes da Boêmia (isto é, Přemyslidas) inicialmente recusaram-se a resgatar o corpo de Santo Adalberto dos prussianos que o assassinaram, por isso foi comprado pelos poloneses. Este fato pode ser explicado por Santo Adalberto pertencer à família Slavniks, inimiga dos Premislidas. Assim, os ossos de Santo Adalberto foram armazenados Gniezno e ajudou Boleslau I, o Bravo, a melhorar a posição da Polônia na Europa.

    Diz-se que 1039, o duque da Boêmia Bretislau I recuperou os ossos de Santo Adalberto de Gniezno e transferiu-os para Praga. Segundo outra versão, ele levou apenas uma parte dos ossos, enquanto que o resto das relíquias de Santo Adalberto (incluindo o crânio) foi escondido pelos poloneses (de acordo com Roczniki Polskie) e encontrado 1127. Em 1928, um dos braços de Santo Adalberto, que Boleslau I tinha dado a Otão III no ano 1000, foi acrescentado aos ossos preservados Gniezno. Hoje, Santo Adalberto tem duas sepulturas, sendo que ainda não se sabe qual delas os ossos são autênticos. Por exemplo, o santo tem dois crânios – um Praga, um segundo Gniezno (roubado 1923).

    Em abril de 1997, o milésimo aniversário do martírio de Santo Adalberto foi comemorado na República Tcheca, Polônia, Alemanha, Rússia e outros países. Representantes das Igrejas católica, ortodoxa grega e evangélica estiveram na ocasião Gniezno, junto ao túmulo do santo. O Papa João Paulo II visitou Gniezno e realizou um serviço cerimonial divino, do qual participaram dirigentes de sete países europeus e cerca de um milhão de fiéis. Na Óblast de Caliningrado, perto da vila de Beregovoe (antiga Tenkitten), onde a morte de Adalberto hipoteticamente teria ocorrido, uma cruz de dez metros foi erguida.(† s. IV)

    ORAÇÃO: Ó glorioso Santo Adalberto, padroeiro da Boêmia, Polônia, Hungria e Prússia, que vida corajosamente proclamou Cristo como Deus na Terra; Rogai por nós! Oremos por intercessão de Santo Adalberto, verdadeira e fiel testemunha de Jesus Cristo, para que interceda por nós junto a Cristo nosso senhor.

    Martirológio Romano

    São Jorge, mártir, cujo glorioso combate Dióspolis ou Lida, na Palestina, celebram desde os tempos antigos todas as Igrejas do Oriente ao Ocidente.(† s. IV)

    Santo Adalberto (Vojtech), bispo de Praga e mártir, que suportou naquela Igreja muitas adversidades epreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos; verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge; finalmente, tendo chegado à Polónia para trazer à fé os habitantes da Prússia, Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.(† 997)

    3.   Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia, Santo Eulógio, bispo, que, segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.(† 387)

    4.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Marolo, bispo, que foi amigo do papa Inocêncio I.(† s. V)

    5.   Em Toul, na Lotaríngia, actualmente na França, São Gerardo, bispo, que, durante trinta e um anos, dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres, socorreu o povo no tempo da peste com as suas preces e jejuns, dedicou a igreja catedral e ajudou os mosteiros não só com beneficências materiais mas também povoando-os com santos discípulos.(† 994)

    6*.   Em Suélli, na Sardenha, a comemoração de São Jorge, bispo.(† 1117)

    7*.   Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália, o Beato Gil de Assis, religioso da Ordem dos Menores, companheiro de São Francisco, que resplandeceu nas suas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.(† 1262)

    8*.   Em Údine, na Venécia, hoje Friuli-Venezia Giúlia, região da Itália, a Beata Helena Valentíni, viúva, que, decidida a viver só para Deus, teve grande actividade na Ordem secular de Santo Agostinho, consagrando-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia.(† 1458)

    9*.   Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.(† 1910)

    10*.   No mosteiro cisterciense de Grottaferrata, no território de Frascáti, próximo de Roma, a Beata Maria Gabriela Saghéddu, virgem, que com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.(† 1939)

  • Santa Maria Isabel Hesselblad e seu retorno à fé católica

    Nascimento: Maria Isabel Hesselblad nasceu Faglavik, Suécia, 1870, uma família de fé luterana, vivida de modo diário e concreto. Desde a escola primária, pelo seu sensível grau de observação, notava que seus colegas de classe professavam as crenças cristãs mais diversas, mas achava que não deveria ser assim. Por isso, começou a pôr-se busca da única Verdade.

    Enfermeira Nova Iorque: Aos 18 anos, Maria Isabel Hesselblad decidiuigrar para Nova Iorque para ajudar, financeiramente, a sua família. Lá, começou a trabalhar como enfermeira no Hospital Roosevelt. Seu contato direto com o mundo do sofrimento e da enfermidade a deixou profundamente impressionada. Naquele período, ocorreu um episódio, narrado sua biografia, que demonstra o quanto a futura Santa era agraciada por Deus.

    O Episódio: Certa noite, por descuido, ficou fechada no necrotério do hospital, por isso decidiu passar o tempo rezando ao lado de cada um dos cadáveres. Ajoelhada ao lado do corpo de um homem, teve a impressão de sentir uma espécie de respiro, mesmo se fraco. Em seu certificado médico, dizia que ele tinha falecido por ataque cardíaco. Mas Isabel sentia aquele respiro sempre mais forte e claro. Como boa enfermeira, sabia que aquele cadáver, no estado entre a vida e a morte, precisava de calor para voltar à vida. Então, cobriu-o com sua roupa. No dia seguinte, ela foi encontrada assim, rezando ao lado daquele jovem, que reviveu.

    Santa Maria Isabel Hesselblad e a Reforma da Ordem de Santa Brígida

    Retorno à Europa como católica: Nos Estados Unidos, Isabel tinha como diretor espiritual o jesuíta Padre Johann Hagen. Graças a ele, abraçou definitivamente a fé católica e foi batizada no dia da Assunção de Nossa Senhora 1902. Logo, voltou à Europa como católica: primeiro visitou sua família na Suécia e, depois, foi para Roma, onde ficou hospedada na casa que era de Santa Brígida, mas depois utilizada pelas Carmelitas.

    Permissão de Papa Pio X: Ali, com uma permissão especial do Papa Pio X, recebeu o hábito religioso das Brigidinas e aprofundou a espiritualidade deste Instituto, originário da sua terra natal. Assim, entendeu qual era a sua vocação: refundar a Ordem, segundo as exigências daquele tempo, mas também fiel à tradição do carisma contemplativo e à solene celebração litúrgica. Transcorria o ano 1911.

    Autobiografia – “O rebanho”: Em seus escritos autobiográficos,ergiu que Isabel ficou fascinada, tenra idade, por uma frase do Novo Testamento, que se referia a um único rebanho, para o qual o Senhor, Bom Pastor, reconduziria todos. Passeando pela natureza extensa e sem confins do seu país, começou a se interrogar qual seria aquele rebanho único. Porém, ao invés de desanimar, diante de todas aquelas perguntas sem resposta, recebeu, como dom de Deus, um grande conforto e uma força incrível. Ouviu até uma voz, que lhe fez uma promessa: iria descobrir, um dia, qual seria este único rebanho. Ao sentir a presença do Senhor, tão perto de si, Isabel se tranquilizou.

    Refundação da Ordem: Desde então, Isabel, que acrescentou ao seu nome o de Nossa Senhora, se esforçou para levar, novamente, a Ordem de Santa Brígida à Suécia, que conseguiu Djursholm, 1923, e, enfim, Vadstena, 1935. Dedicou toda a sua vida à caridade concreta com todos, sobretudo com os necessitados e mais frágeis. Durante a II Guerra Mundial, junto com suas coirmãs, acolheu muitos judeus perseguidos, transformando sua casa centro de distribuição de alimentos e roupas para quem não tinha nada.

    O Falecimento e a Orações a Santa Maria Isabel Hesselblad

    Páscoa: Cansada fisicamente, mas não de espírito, Maria Isabel faleceu Roma, 1957, onde foi beatificada durante o Grande Jubileu do 2000, e canonizada pelo Papa Francisco 2016.

    Oração:
    Maria Isabel escreveu de próprio punho e o deu a sua avó, antes de retornar aos Estados Unidos 1903: “Eu vos adoro, grande prodígio do céu, por dar-me alimento espiritual vestes terrenas! Vós me consolais nos momentos obscuros, quando se dissipam mim todas as esperanças! Ao coração de Jesus, junto ao balaústre do altar, estarei unida, eternamente, por amor”.

    Minha oração: “Ao seu tempo, haverá um só pastor e um só rebanho. Dai-nos, querida santa, o amor e o trabalho pela unidade das nossas comunidades e da Igreja, a fim de que Cristo Reine sobre tudo e sobre todos.”

    Santa Maria Isabel Hesselblad, rogai por nós!


    Martirológio Romano

    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 24 de abril

    São Fiel de Sigmaringa, presbítero e mártir, que era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, onde se entregou a uma vida austera de vigílias e orações. Conhecida a sua actividade assídua na pregação da palavra de Deus, foi enviado à região da Récia, no território da actual Suíça, com a missão de a consolidar na verdadeira doutrina da fé. Em Seewis, na Suíça, foi massacrado pelos hereges, morrendo pela fé católica. († 1622)

    2.   Em Jerusalém, a comemoração das santas mulheres Maria Cléofas e Salomé, que, juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer o dia da Páscoa se dirigiram ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

    3.   Em Lião, cidade da Gália, na actual França, Santo Alexandre, mártir, que, três dias depois da paixão de Santo Epipódio, foi arrastado para fora do cárcere, espancado e, cravado numa cruz, exalou o seu espírito. († 178)

    4.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Antimo, bispo, e companheiros, mártires na perseguição do imperador Diocleciano: Antimo, por ter confessado a fé, foi decapitado e assim recebeu a glória do martírio, seguido por toda a multidão do seu rebanho, dos quais, por ordem do juiz, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros finalmente metidos pequenas barcas e afogados no mar. († 303)

    5.   Em Elvira, na Hispânia Bética, São Gregório, bispo, cuja obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerónimo. († s. IV)

    6.   Em Blois, na Gália Lionense, na actual França, São Deusdado, diácono e abade, que, depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade. († s. VI)

    7.   Em Cantuária, na Inglaterra, São Melito, bispo, que foi enviado à Inglaterra como abade pelo papa São Gregório Magno, posteriormente ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e, depois de passar muitas tribulações, nomeado para a ilustre sede episcopal de Cantuária. († 624)

    8.   Em York, no território de Nortúmbria, na Inglaterra, São Vilfredo, bispo, que exerceu com grandepenho o seu ministério durante quarenta e cinco anos e, constrangido impetuosamente a ceder a outrem a sua sede, terminou paz os seus dias entre os monges de Ripon, de quem tinha sido abade. († 709)

    9.   Em Iona, ilha da Escócia, Santo Egberto, presbítero e monge, que trabalhou com grande diligência na evangelização de várias regiões da Europa e, já avançada idade, reconciliou os próprios monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa e, ao terminar a celebração da solenidade pascal, partiu para a Páscoa eterna. († 729)

    10*.   Em Mortain, na Normandia, região da França, São Guilherme Firmato, eremita, que, sendo cónego e médico Tours, depois de uma peregrinação a Jerusalém, passou o resto da sua vida na solidão. († 1103)

    11.   Em Angers, na França, Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier), virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor. († 1868)

    12.   Em Dinant, na França, São Bento (Ângelo) Ménni, presbítero da Ordem de São João de Deus, que fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. († 1914)

    13*.   Em Roma, Santa Maria Isabel Hesselblad, virgem, natural da Suécia, que, depois de longo tempo de serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se especialmente à contemplação, à caridade para com os necessitados e à união dos cristãos.

  • São Marcos Evangelista

    O Evangelista:

    Marcos e Maria viviam Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

    Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

    Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

     

    O Evangelho e o Mártir: O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro,bora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

    Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. 
    Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

    Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

    Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

     O Martírio: Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

    Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

    Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

     “Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

    São Marcos Evangelista, rogai por nós!

     

    Outros beatos e santos que a Igreja faz memória 25 de abril:
    Martirológio Romano

    1 São Marcos
    Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.† c. 68
    São Aniano
    Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e todos os sentidos admirável. † c. 67
    Santos Pasícrates e Valenciano
    Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada. † c. 302
    São Febádio
    Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia. † c. 393
    Santo Estêvão
    Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.† 479
    São Clarêncio
    Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.† s. VII
    Santo Ermino
    Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.† 737

     

    8 Santa Franca
    Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite oração na presença de Deus.† 1218

     

    9 Beato Bonifácio Valperga
    Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.† 1243

     

    10 Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
    Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.† 1586
    11 São Pedro de São José Betancur
    Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, osigrantes e os condenados a trabalhos forçados.† 1667

     

    12 São João Piamarta
    Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.† 1913
    13 Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
    Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.† 1927
  • São Rafael Arnaiz Barón

    Origens: Filho de Rafael Arnaiz e de Mercedes Báron, primeiro de quatro filhos de uma família católica, artista, pintor, poeta e violinista. Seus pais reconheceram suas habilidades artísticas e, aos 15 anos, deram-lhe de presente aulas de desenho. Isso o motivou a cursar arquitetura. 

    Caminhos a trilhar: Sendo um bom aluno, ganhou de seus pais a possibilidade de passar alguns dias Ávila com seus tios, que eram muito religiosos, pessoas devotas e inclinadas a uma vida piedosa, que viriam a ser verdadeiros amigos espirituais e os grandes influenciadores do caminho seguido pelo santo.

    Anseio pela oração: Em suas obras completas, escrevendo ao seu tio Leopoldo, confidencia: “Eu não sei rezar”. Aos 19 anos de idade, essa maravilhosa e terrível descoberta faz com que se decida pela vida monástica junto aos Trapistas, caminho que ainda levou três anos.

    São Rafael Arnaiz Barón: exemplo de alegria e determinação

    Alegre e divertido: São Rafael Arnaiz Barón era um jovem muito alegre e divertido, que dominava a atenção nos ambientes que entrava. Era um jovem fumante e, ao ingressar na ordem trapista, 1934, escreve com sinceridade à sua mãe sobre a saudade do vício do fumo e da dificuldade com os horários. (Na monastério trapista, acorda-se muito cedo). Vivendo com muita alegria e determinação, venceu o vício e as provas. 

    O diabetes: Após quatro meses, já diagnosticado com diabetes, precisou deixar a Trapa (como é chamado o monastério trapista) para cuidar de sua frágil saúde, e esta seria a via crucis de sua santificação, abraçada com sincera e redentora alegria. Ao retornar para o monastério trapista, 1936, é readmitido como oblato e já não pode professar os votos religiosos. 

    Maturidade Espiritual: Neste momento de sua vida, já se percebe nele um grande crescimento e maturidade espiritual, a ponto de declarar seus escritos o que se faz na trapa: 

    “Amar a Deus e deixar-se amar por Ele, e nada além disso.” (Apologia do Trapista, Obras Completas)

    Páscoa: Entre idas, vindas e guerras, deixou a Trapa, 1937, pela última vez novamente por motivos de saúde. Naquele mesmo ano, decidiu abrir mão da comodidade de sua família e regressou para o monastério, onde faleceu 1938, aos 27 anos de idade. 

    Devoção a São Rafael Arnaiz Barón

    “Só Deus”: Apesar de sua pouca idade, a transformação operada sua vida por Deus foi fantasticamente realizada pouco tempo. Sua pouca idade não foi obstáculo para o projeto de Deus. Sua alegria e inteireza foram o combustível para uma rápida conversão. Seu espírito profundamente católico é refletido seus escritos ricos de espiritualidade e da presença de Deus, num contínuo esvaziamento de si mesmo, para que, no fim, “só Deus” permanecesse, como tantas vezes declarou.

    Altares: Foi beatificado por São João Paulo II 1992; e canonizado pelo Papa Bento XVI 2009. O fato que o levou à canonização foi a milagrosa cura de uma mulher após um gravíssimo quadro de eclampsia 2001, após a súplica de uma amiga e de monges trapistas ao beato Irmão Rafael. Sua festa litúrgica é no dia 26 de abril, data de sua páscoa!

    Minha oração: “Senhor Jesus, que ensinais, por meio de São Rafael Arnaiz, que a única coisa importante é amar a Deus. Ajuda-nos, por sua intercessão, a buscá-Lo e amá-Lo sobre todas as coisas, confiantes que nisso consiste a única e verdadeira felicidade!”

    São Rafael Arnaiz Barón, rogai por nós!


    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 26 de abril
    Martirológio Romano

    1.   Em Roma, a comemoração de São Cleto, papa, que foi o segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana. († 88)

    2.   Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma, São Primitivo, mártir. († data inc.)

    3.   Em Amaseia, no Ponto, no território da actual Turquia, São Basileu, bispo e mártir no tempo do imperador Licínio. († c. 322)

    4.   Num ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, no território da Nêustria, actualmente na França, São Ricário, presbítero, que, movido pela pregação dos monges escoceses, se converteu a uma vida de penitência. († 645)

    5.   No mosteiro de Corbie, também na Nêustria, hoje na França, São Pascásio Radberto, abade, que expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia. († 865)

    6*.   Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália, os santos Guilherme e Peregrino, eremitas. († s. XII)

    7*.   Em Aragão, região da Espanha, os beatos Domingos e Gregório, presbíteros da Ordem dos Pregadores, que, percorrendo juntamente várias povoações sem ouro nem prata e mendigando o alimento para cada dia, anunciavam a todos a palavra de Deus. († s. XIII)

    8*.   No mosteiro da Transfiguração, Moscovo, na Rússia, o sepultamento de Santo Estêvão, bispo de Perm, que para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias, celebrou a liturgia na sua língua nativa, abateu os ídolos, erigiu templos e sobretudo fortaleceu-os na verdade da fé. († 1396)

    9*.   No mosteiro de São Pedro de Dueñas, Palência, cidade da Espanha, São Rafael Arnaiz Barón, religioso da Ordem Cisterciense, que, atingido por uma grave doença ainda durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre Deus. († 1938)

    10*.   Em Montjuic, perto de Gerona, também na Espanha, o Beato Júlio Junyer Padern, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna. († 1938)

    11*.   No campo de concentração de Sachsenhausen, próximo de Berlim, na Alemanha, o Beato Estanislau Kubista, presbítero da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, tempo de guerra, durante a ocupação militar da Polónia por um regime hostil à religião, consumido por graves tormentos neste cárcere entregou a alma a Deus. Com ele é comemorado o Beato Ladislau Goral, bispo auxiliar de Lublin, que, no mesmo lugar e na mesma guerra, defendeu corajosamente a dignidade do homem e da fé, morrendo no cárcere, dia incerto, consumido pela enfermidade. († 1942)

  • Santa Antonina de Nicéia

    Origem do nome: Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado, provavelmente, do grego Antionos, que significa “nascido antes”. É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também.

    Morte: A mártir Antonina morreu Nicéia, na Bitínia, atual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 1o de março, 4 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos o porquê.

    Calendários Litúrgicos: No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Baronio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do papa Clemente VIII, com os santos comemorados datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para consolidar-se, adaptava a liturgia e os cultos dos santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.

    Homenagens: O trabalho de Baronio foi chamado de Martirológio Romano, uma espécie de dicionário dos santos da Igreja de Cristo de todos os tempos. Porém ele, ao lidar com os calendários egípcio, grego e siríaco, que comemoravam santa Antonina datas diferentes, não se deu conta de que as celebrações homenageavam sempre a mesma pessoa. Isso porque o nome era comum e os martírios, descritos de maneira diversa entre si.

    Os calendários: O calendário grego dizia que ela foi decapitada; o egípcio, que foi queimada viva; e o siríaco, que tinha morrido afogada. Mais tarde, o que deu luz aos fatos foi um código geronimiano do século V, confirmando que apenas uma mártir tinha morrido, Nicéia, com este nome.

    Denunciada como cristã: Antonina sofreu o martírio no século IV, durante o governo do sanguinário imperador Diocleciano, na cidade de Nicéia. Ela foi denunciada como cristã, presa e condenada à morte. Mas antes a torturaram de muitas maneiras. Com ferros brasa, queimaram e as mãos e os pés dela. Depois, foi amarrada e colocada numa pequena cela com o chão forrado de brasas, onde ficou por dois dias.

    Não renegou a fé: Voltando ao tribunal, não renegou sua fé. Foi, então, fechada dentro de um saco e jogada no fundo de um lago pantanoso na periferia de Nicéia. Era o dia 4 de maio de 306, data que foi mantida para a veneração de santa Antonina, a mártir de Nicéia.

    Santa Antonina, rogai por nós!

    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 04 de maio:
    Martirológio Romano

    1.   Em Cirta, na Numídia, hoje Constantine, na Argélia, a comemoração dos santos mártires Agápio e Secundino, bispos, que, durante a perseguição do imperador Valeriano, na qual se incitava mais veementemente o furor dos gentios para pôr à prova a fé dos justos, os ilustres sacerdotes, depois de longo exílio nesta cidade, tornaram-se gloriosos mártires. Com eles padeceram os santos Emiliano, soldado, Tertula e Antónia, sagradas virgens, e uma mulher anónima com os seus dois filhos. († 258/259)

    2.   Em Niceia, na Bitínia, hoje İznik, na Turquia, Santa Antonina, mártir, que, torturada barbaramente e atormentada por vários suplícios, depois três dias pendurada e ainda dois anos presa no cárcere, finalmente, por ordem do governador Prisciliano, foi queimada na fogueira pela sua confissão de fé no Senhor. († s III/IV)

    3.   Em Lorch, no Nórico Ripense, na actual Alemanha, São Floriano, mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, por ordem do prefeito Aquilino, foi lançado da ponte ao rio Enns com uma grande pedra ao pescoço. († 304)

    4.   Nas minas de Fenon, na Palestina, onde estavam condenados, a paixão dos santos mártires Silvano, bispo de Gaza, e trinta e nove companheiros, que, durante a mesma perseguição, por ordem do imperador Maximino Daïa foram decapitados e alcançaram o glorioso martírio. († c. 304)

    5.   Em Varsóvia, na Polónia, o Beato Ladislau de Gielniow, presbítero da Ordem dos Menores, que pregou com extraordinário zelo a Paixão do Senhor e a celebrou com piedosos hinos. († 1505)

    6.   Em Londres, na Inglaterra, os santos presbíteros mártires João HoughtonRoberto Lawrence e Agostinho Webster, priores das Cartuxas de Londres, Bellavale e Haxholmie, e Ricardo Reynolds, da Ordem de Santa Brígida, que, por professarem intrepidamente a fé recebida dos santos Padres, foram arrastados ao suplício do esquartejamento no patíbulo de Tyburn durante o reinado de Henrique VIII. Com eles, também o Beato João Haile, pároco de Isleworth, junto da cidade, foi enforcado no mesmo patíbulo. († 1535)

    7*.   Em Tréveris, na Alemanha, o Beato João Martinho Moyë, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, que na Lorena instituiu a Congregação das Irmãs da Providência e na China o Instituto das Virgens Docentes e, expulso da pátria no tempo da Revolução Francesa, trabalhou sempre ardorosamente animado pelo zelo das almas. († 1793)