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  • São Mateus

    Origens: São Mateus era pecador, um cobrador de impostos, deixou tudo e seguiu Jesus, tornando-se um dos Doze Apóstolos. Os evangelistas Lucas e Marcos também o chamam de Levi, o nome dado pelo seus pais – ele mudou o nome como uma forma, típica da época, de indicar a mudança de vida. O nome Mateus, algumas vezes, foi citado nos Atos dos Apóstolos. O anúncio de Cristo foi a sua missão.

    Mateus, o cobrador de impostos: São Mateus é identificado com o apelido de “publicano”, termo carregado de consequências negativas e socialmente relevantes. O desprezo pelos cobradores de impostos, no tempo de Jesus, estava muito enraizado: eram cobradores de impostos, e não se odeia alguém só porque trabalha no que hoje chamamos de finanças. Mas os judeus, na época, não pagavam impostos ao seu estado soberano e livre, mas aos ocupantes romanos; na prática, tratava-se de financiar aqueles que os oprimiam. E consideravam o cobrador de impostos um colaborador detestável. São Mateus faz esse trabalho Cafarnaum da Galileia. Com seu banco ali, ao ar livre. Jesus o vê pouco depois de curar um paralítico. Ele o chama. Matheus se levanta de repente, deixa tudo e segue Jesus. A partir desse momento, os impostos, as finanças, os romanos deixam de existir. Deixa tudo por aquela palavra de Jesus: “Siga-me”.

    Autor do Primeiro Evangelho: São Mateus é autor do primeiro Evangelho, escrito não grego, mas aramaico. Os destinatários do Evangelho de Mateus são os cristãos de origem judaica: no texto, ele coloca realce o fato de que Jesus é o Messias, que cumpre as promessas do Antigo Testamento.

    Evangelizador no Oriente Médio: Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo; e Mateus foi para a Arábia e Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém, foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para, depois, ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou. Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde, mais uma vez, foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização. Porém, o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio. Por uma graça divina, fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos.

    Páscoa: Segundo algumas fontes, Mateus teria morrido por causas naturais; no entanto, segundo algumas tradições, consideradas pouco críveis, a sua existência terminou na Etiópia.

    Relíquias: As suas relíquias encontram-se na cripta da Catedral de Salerno. Ali, o Santo é festejado, 21 de setembro, com uma solene procissão.

    Padroeiro: São Mateus é considerado o santo padroeiro dos banqueiros, bancárias, alfandegários, da Guardia di Finanza (na Itália), cambistas, contadores, consultores tributários, contabilista e cobradores de dívidas. O documento papal, atestando o patrocínio reconhecido, é datado de 10 de abril de 1934 e é assinado pelo Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII. O Papa que acolheu o pedido do Comandante Geral e apoiado pelo Ordinário Militar da época foi Pio XI. O “Pontifício Breve”, ao declarar São Mateus Patrono da Guardia di Finanza, espera que todos os membros do Corpo possam, seguindo o seu exemplo, unir o fiel exercício do dever para com o Estado com o fiel seguimento de Cristo.

    Minha oração? “Tu que conhecestes Jesus de modo tão profundo, e a partir disso soube relatar seus mistérios. Que o sentido da nossa vida seja conhecer o Cristo e testemunhá-lo, assim como tu fizeste. Que sejamos fiéis seguidores e adoradores do Senhor. Amém!”

    São Mateus, apóstolo e evangelista, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 21 de setembro

    Martirológio Romano

    Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista, denominado Levi, que, chamado por Jesus para O seguir, deixou a sua função de publicano ou cobrador de impostos e, admitido entre os Apóstolos, escreveu um Evangelho, no qual se proclama especialmente que Jesus Cristo é filho de David, filho de Abraão, Aquele que levou à plenitude a promessa do Antigo Testamento.

    2.   Comemoração de São Jonas, profeta, filho de Amitai, cujo nome foi dado a um livro do Antigo Testamento; a sua saída do ventre da baleia é evocada no próprio Evangelho como sinal da Ressurreição do Senhor (cf. Mt 12, 40).

    3.   Na Grécia, a comemoração de São Quadrato, discípulo dos Apóstolos, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Adriano, congregou com a sua fé e zelo pastoral a Igreja dispersa pelo terror e apresentou ao próprio imperador um livro defesa da religião cristã, conformidade com a doutrina apostólica.(† s. II)

    4.   Em Roma, junto à Via Salária Antiga, São Pânfilo, mártir.(† data inc.)

    5.   Em Valle del Baccano, na Via Cássia, a vinte milhas da cidade de Roma, Santo Alexandre, mártir.(† data inc)

    6.   Em Gaza, na Palestina, os santos EusébioNéstabo e Zenão, mártires, três irmãos que, no tempo do imperador Juliano Apóstata, foram espancados e mortos por uma multidão enfurecida de pagãos. Com eles padeceu também São Nestor, que, pelas feridas recebidas, pouco depois consumou o seu martírio.(† 362)

    7*.   Em Apt, na Provença, actualmente na França, São Castor, bispo, que, desejando expor aos irmãos de um novo mosteiro o modo de viver dos monges, pediu a São João Cassiano que escrevesse as célebres “Conferências” sobre os ascetas do Egipto.(† c. 426)

    8*.   No mosteiro de Llancarfan, no País de Gales, São Cadoc, abade, cujo nome foram fundados muitos mosteiros também na Cornualha, região da Inglaterra, e na Bretanha Menor, região da França.

    († s. VI)

    9*.   No mosteiro de Ettenheim, na região de Baden, na Alemanha, São Landelino, monge, natural da Irlanda.(† s. VII)

    10*.   Em Tronchiennes, na Flandres, região da Austrásia, actualmente na Bélgica, São Gerulfo, mártir, adolescente.(† c.750)

    11*.   Em Troyes, na Gália, hoje na França, Santa Maura, virgem, célebre pela sua piedade e obras de caridade.(† c. 850)

    12*.   Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Marcos de Módena Scalabríni, presbítero da Ordem dos Pregadores, que reconduziu muitos pecadores ao caminho da santidade.(† 1498)

    13.   Junto à fortaleza de Quang-Tri, no Anam, actualmente no Vietnam, os santos Francisco Jaccard, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, e Tomé Tran Van Thien, mártires, que, no tempo do imperador Munh Mang, por Cristo sofreram o cárcere e a flagelação e finalmente foram enforcados.(† 1838)

    14.   Em Sai-Nam-Hte, na Coreia, a paixão dos santos mártires Lourenço Imbert, bispo, Pedro Maubant e Tiago Chastan, presbíteros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, que, para salvar a vida de outros cristãos, se entregaram aos soldados e foram decapitados.(† 1839)

    15*.   Em Benisoda, povoação da província de Valência, na Espanha, os beatos mártires Vicente Gálbis Gironês, pai de família, e Manuel Torró Garcia, que, configurados à paixão de Cristo na sua vida, O imitaram no triunfo do martírio.(† 1936)

    16♦.   Em Málaga, também na Espanha, o Beato Diogo Hompanera Paris, religioso da Ordem de Santo Agostinho e mártir, assassinado ódio à fé.(† 1936)

    17♦.   Em Cuenca, também na Espanha, os beatos Nicolau de Mier Francisco, presbítero, e Jacinto Martínez Ayuela, religioso, ambos da Ordem de Santo Agostinho e mártires, assassinados ódio à fé.(† 1936)

    18♦.   Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, o Beato José Maria (José Mariano Azurmendi de Larrinaga Mugarza), presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, assassinados ódio à fé.(† 1936)

  • São Maurício e companheiros

    Origens: Maurício, Exupério, Cândido, Vitor, Inocêncio, Vital e outros eram oficiais e soldados do exército que foi encarregado, 287, de reprimir a revolta dos Bagaudas (Bagauda vem da palavra céltica bagad, que significa multidão). Tratava-se, com efeito, de uma multidão de aldeões, pastores e escravos, que se revoltaram contra os seus senhores certas partes da Gália, ameaçando a dominação romana. 

    A Ordem: Foi Maximiano Hércules quem recebeu ordens de Diocleciano para sufocar esta insurreição. Depois de atravessar os Alpes, interrompeu a marcha na Suíça, a fim de dar descanso de três dias às tropas. A guarda avançada acampou Agaunum, a cerca de quinze milhas do Lago de Genebra. Era a esta guarda que pertenciam Maurício e os companheiros. Formavam um destacamento constituído inteiramente por cristãos, tirados, ao que parece, dos exércitos egípcios que guardavam habitualmente as fronteiras meridionais da Tebaida, daí o nome, que lhes deram, de Legião Tebana.

    Páscoa: Antes de entrar combate, Maximiano Hércules deu ordens para que todas as tropas se concentrassem Octodure, a fim de sacrificarem aos deuses e prestarem juramento. Com a Legião Tebana, se recusou a tomar parte nessa cerimônia: “Somos seus soldados, mas também servos de Deus”, eles disseram.

    Eles foram dizimados por ordem do comandante. Não tendo este castigo alterado as posições dos soldados, Maximiano mandou dizimá-los pela segunda vez. Os sobreviventes, porém, não deram mostras de se quererem acomodar aos desejos do comandante e, por isso, foram todos passados pelas armas.

    Igreja e Relíquias: O campo ficou forrado de sangue e cadáveres. Naquele lugar e naquela época, foi erguida uma igreja honra e culto a esses santos mártires do cristianismo, encontrada somente por volta do ano 1893. A maioria das relíquias dos corpos dos soldados cristãos da legião tebáica, atualmente, é venerada no Convento de São Maurício de Agaunum, na região do Valese, atual Suíça. Especialmente no dia 22 de setembro, determinado pelo calendário oficial da Igreja de Roma.

    Minha oração: “Ao pelotão de soldados que deram testemunho da verdade e da verdadeira luta, sede auxílio no tempo de guerra e de combate da fé. Intercedei para que, se necessário, saibamos dar a nossa vida favor de Cristo e da Igreja, fiel à vontade Divina. Amém!”

    São Maurício e companheiros mártires, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 22 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, a comemoração de Santa Emérita, mártir.(† data inc.)

    2.   Em Agaune, no território de Valais, na Helvécia, hoje Saint-Maurice, na Suíça, os santos mártires MaurícioExupério e Cândido, soldados, os quais, como narra Santo Euquério de Lião, juntamente com os companheiros da Legião Tebana e o veterano Vítor, mortos por Cristo no tempo do imperador Maximiano, honraram a Igreja com a sua gloriosa paixão.(† c. 302)

    3.   Em Roma, junto à Via Salária Antiga, o sepultamento de Santa Basila, mártir, no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano.(† 304)

    4.   Em Levroux, localidade do território de Bourges, na Aquitânia, actualmente na França, São Silvano, eremita.(† c. s. V)

    5.   No monte Glonna, junto ao rio Loire, no território de Poitiers, na Gália, também na actual França, São Florêncio, presbítero.(† c. s. VI)

    6.   No território de Coutances, também na hodierna França, São Lauto ou Laudo, bispo.(† d. 549)

    7.   Em Laon, na Nêustria, também na actual França, Santa Salaberga, abadessa, que, segundo se narra, foi curada da cegueira e conduzida ao serviço de Deus por São Columbano.(† c. 664)

    8.   Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha, Santo Emeramo, bispo, que sofreu o martírio pela fé Cristo.(† c. 690)

    9*.   No mosteiro cisterciense de Morimond, na França, o passamento do Beato Otão, bispo de Freising, que morreu com o hábito monástico, que nunca deixou durante o episcopado.(† 1158)

    10.          Em Turim, no Piemonte, região da Itália, Santo Inácio de Santhiá (Lourenço Maurício Belvisótti), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, muito assíduo na audição de confissões e na assistência aos enfermos.(† 1770)

    11*.   Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Marchandon, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do seu sacerdócio foi encarcerado numa sórdida galera, onde morreu consumido pela fome e as enfermidades e foi ao encontro do Pai.(† 1794)

    12.   Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil, mártires: o primeiro dirigiu durante vinte anos, tempo de perseguição, a primeira comunidade cristã; o segundo escreveu cartas ao papa Gregório XVI pedindo-lhe presbíteros para a Coreia; ambos catequistas, depois de submetidos aos mais duros suplícios, foram degolados por causa da sua fé.(† 1839)

    13*.   Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha, o Beato Carlos Navarro Miguel, presbítero da Ordem dos Clérigos das Escolas Pias e mártir, que, durante a perseguição contra os religiosos, foi coroado com nobre martírio.(† 1936)

    14*.   No mesmo lugar, o Beato Germano Gonçalvo Andréu, presbítero e mártir, que, durante a mesma perseguição, foi coroado com o testemunho glorioso de Cristo.(† 1936)

    15*.   Em Alcira, também na província de Valência, os beatos mártires Vicente Pelufo Corts, presbítero, e Josefina Moscardó Montalvá, virgem, que, durante a mesma perseguição contra a fé cristã, mereceram chegar à presença de Deus omnipotente com a palma da vitória.(† 1936)

    16*.   Em Bolbaite, também na província de Valência, o Beato Vicente Sicluna Hernández, presbítero e mártir, que foi morto na mesma perseguição religiosa.(† 1936)

    17*.   Em Corbera, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, virgem e mártir, que mereceu associar-se às núpcias eternas com seu Esposo, Jesus Cristo.(† 1936)

    18♦.   Em Madrid, também na Espanha, os beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires na mesma perseguição contra a fé cristã.

    († 1936)19♦.   Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, os beatos Félix Echevarría Gorostiaga, presbítero da Ordem dos Frades Menores e companheiros[1] mártires, que, na mesma perseguição, virtude da sua intrépida fidelidade receberam do Senhor a recompensa eterna.


    [1]  São estes os seus nomes: António (Ruperto Sáez de Ibarra López), Francisco Jesus (Francisco Carlés González), Luís Echevarría Gorostiaga, presbíteros; Miguel (Leão Zarragúa Iturrízaga) e Simão Miguel Rodríguez, religiosos, todos da mesma Ordem dos Frades Menores.(† 1936)

  • Sao-Pio-de-Pietrelcina

    Nascimento: São Pio nasceu 25 de maio de 1887, no seio de uma família de camponeses, Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio. Ele foi batizado no dia seguinte com o nome de Francesco Forgione. Aos 12 anos, recebeu o sacramento da Confirmação e da Primeira Comunhão. Aos 16 anos, entrou para o Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Morcone, adotando o nome de Frei Pio.

    Vida Sacerdotal: Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal. Seis anos depois, entrou para o Convento de Santa Maria das Graças, San Giovanni Rotondo, onde dedicava muitas horas do dia ao sacramento da Confissão. O cume das suas atividades pastorais era a celebração da Santa Missa. Ele se definia “um pobre frade que reza”. “A oração – afirmava – é a melhor arma que temos, é a chave que abre o coração de Deus”.

    Vocação: Padre Pio viveu plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que realizou por meio da direção espiritual dos fiéis, pela reconciliação sacramental dos penitentes e pela celebração da Eucaristia. O momento mais alto de sua atividade apostólica foi aquele que celebrou a Santa Missa. Os fiéis que dela participaram perceberam o ápice e a plenitude de sua espiritualidade.

    Caridade: O amor de Deus o encheu, satisfazendo todas as suas expectativas; a caridade era o princípio inspirador de seus dias: Deus ser amado e ser amado. Sua preocupação particular: crescer e fazer crescer na caridade.

    Ele expressou o máximo de sua caridade para com o próximo, ao acolher, por mais de 50 anos, muitas pessoas que acorreram ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Era quase um cerco: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele se entregou a todos, vivificando a fé, distribuindo graça, trazendo luz. Mas sobretudo nos pobres, nos sofredores e nos doentes, ele viu a imagem de Cristo e se entregou especialmente por eles.

    Ao nível da caridade social, trabalhou para aliviar a dor e a miséria de muitas famílias, principalmente com a fundação da “Casa Alívio do Sofrimento”, inaugurada 5 de maio de 1956.

    A Fé: Para Padre Pio, fé era vida: ele queria tudo e fazia tudo à luz da fé. Ele estava assiduamente engajado oração. Passava o dia e a maior parte da noite conversando com Deus. A fé sempre o levou a aceitar a misteriosa vontade de Deus.

    Ele sempre esteve imerso realidades sobrenaturais. Não só era um homem de esperança e de total confiança Deus, mas incutia estas virtudes todos os que se aproximavam dele, com palavras e exemplo.

    Confiança Deus: A virtude da fortaleza brilhava nele. Logo compreendeu que seu caminho seria o da Cruz e o aceitou com coragem e por amor. Ele experimentou os sofrimentos da alma por muitos anos. Durante anos ele suportou as dores de suas feridas com admirável serenidade. 

    Quando teve que passar por investigações e restrições seu serviço sacerdotal, aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante de acusações e calúnias injustificadas, sempre se calou, confiando no julgamento de Deus, de seus superiores diretos e de sua própria consciência.

    Páscoa: Sua saúde, desde a juventude, não foi muito próspera e, principalmente nos últimos anos de sua vida, declinou rapidamente. A Irmã Morte o pegou preparado e sereno 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Seu funeral foi caracterizado por um concurso de pessoas completamente extraordinário.

    Via de Santificação: Foi beatificado 02 de maio de 1999. Em 16 de junho de 2002, foi proclamado Santo pelo Papa João Paulo II, que afirmou na sua homilia: “A vida e a missão do Padre Pio são um testemunho das dificuldades e dores, que, se aceitos por amor, se transformam um caminho privilegiado de santidade, que se abre ainda mais rumo a perspectivas de um bem muito maior, aceitável somente pelo Senhor”. Na notificação da canonização de São Pio de Pietrelcina, apresenta a motivação de sua canonização: 

     “A Igreja, ao inscrever o Beato Pio de Pietrelcina no Registo dos Santos, oferece aos fiéis uma imagem viva da bondade do Pai, imitador apaixonado de Jesus Crucificado e instrumento dócil do Espírito Santo ao serviço dos fiéis enfermos corpo e espírito.” Seus restos mortais são venerados San Giovanni Rotondo, no santuário dedicado a ele.

    Minha oração: “Tu foste modelo de entrega de vida, mas, acima de tudo, modelo de sacerdote e vítima, rogai pelos padre do mundo todo. Socorrei os teus filhos espirituais e aqueles que querem juntar-se a eles. Dai a nós um ardente amor a Jesus, como tu tiveste. Amém!”

    São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 23 de setembro

     

    Memória de São Pio de Pietrelcina (Francisco Forgione), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que no convento de San Giovánni Rotondo, na Apúlia, região da Itália, se consagrou assiduamente à direcção espiritual dos fiéis e à reconciliação dos penitentes, e foi tão grande a sua providente dedicação aos pobres e aos necessitados, que neste dia terminou a sua peregrinação terrena verdadeiramente configurado com Cristo crucificado.(† 1968)

    2.   Comemoração dos santos Zacarias e Isabel, pais de São João Baptista, Precursor do Senhor. Isabel, quando recebeu sua casa Maria, sua parente, cheia do Espírito Santo saudou a Mãe do Senhor como bendita entre as mulheres. Zacarias, sacerdote, cheio de espírito profético, ante o nascimento do filho, louvou a Deus redentor e anunciou a próxima vinda de Cristo, que procede do alto como sol nascente.

    3.   Em Roma, a comemoração de São Lino, papa, a quem, segundo o testemunho de Santo Ireneu, os Apóstolos confiaram o episcopado da Igreja fundada na Urbe e que São Paulo recorda como seu companheiro.(† s. I)

    4.   Em Capo Miseno, na Campânia, região da Itália, São Sósio, diácono e mártir, que, como refere o papa São Símaco, desejando proteger da morte o seu bispo, conseguiu também ele no martírio com igual preço a mesma glória.(† c. 305)

    5.   Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, a comemoração de São Constâncio, porteiro da igreja, que resplandeceu mais pela humildade que pelo dom de milagres.(† s. V)

    6*.   Em Iona, ilha da Escócia, Santo Adamnano, presbítero e abade, homem muito experiente no conhecimento da Sagrada Escritura e incansável promotor da unidade e da paz, que, tanto na Escócia como na Irlanda, persuadiu muitos com a sua pregação a celebrar a Páscoa segundo a tradição romana.(† 704)

    7.   Na África setentrional, os santos André, João, Pedro e António, mártires, os quais, capturados Siracusa, na Sicília, foram deportados e submetidos ao suplício pelos Mouros.(† d. 881)

    8*.   Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Acotanto, monge, que recusou humildemente o cargo de abade e preferiu viver recluso no mosteiro.(† c. 1187)

    9*.   Em Bolonha, cidade da actual Emília-Romanha, também na Itália, a Beata Helena Duglióli Dall’Ólio, que, depois de um matrimónio vivido grande harmonia com o esposo, quando ficou viúva viveu uma vida exemplar.(† 1520)

    10*.   Em Tlaxcala, no México, os beatos Cristóvão, António e João, mártires, que, no tempo da primeira evangelização da América, aderiram com alegria à fé cristã e por isso foram espancados até à morte pelos seus concidadãos.(† 1527-1529)

    11*.   Em Kingston, nas margens do Tamisa, na Inglaterra, o Beato Guilherme Way, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote foi condenado à morte e enforcado no patíbulo.(† 1588)

    12*.   Em Montréal, no Quebec, província do Canadá, a Beata Maria Emília Tavernier, religiosa, que, depois de perder o esposo e os filhos, se dedicou à assistência dos necessitados e fundou a Congregação das Irmãs da Providência, favor dos órfãos, dos anciãos e dos deficientes mentais.(† 1851)

    13*.   Em Benisa, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Vicente Ballester Far, presbítero e mártir, que, no tempo de perseguição religiosa, enfrentou gloriosamente o combate por Cristo.(† 1936)

    14*.   Em Benicalap, povoação da mesma província da Espanha, as beatas Sofia Ximénez Ximénez, mãe de família, Maria da Purificação de São José (Maria da Purificação Ximénez Ximénez) e Maria de Santa Sofia (Maria Josefa del Rio Messa), virgens do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade, mártires, que, pelo combate do martírio, alcançaram a imperecível coroa de glória.(† 1936)

    15*.   Em Cracóvia, na Polónia, a Beata Bernardina Jablonska, virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Servas dos Pobres, que foi sempre solícita para com os pobres e os enfermos.(† 1940)

    16*.   Em Varsóvia, também na Polónia, o Beato José Stanek, presbítero da Sociedade do Apostolado Católico e mártir, que, durante a guerra, sofreu o martírio, enforcado pelos perseguidores da fé cristã.(† 1944)

  • Nossa Senhora das Mercês

    Origem: Em 621, os visigodos se tornaram senhores de toda a Espanha. E 711, vieram os árabes que os repeliram para as montanhas das Astúrias e conquistaram quase toda a Península. Foram precisos seis séculos para os expulsar. Durante este período foram levados para África grande número de cristãos. Os que abraçavam o islamismo eram tratados como homens livres; os outros eram vendidos como escravos.

    Ordem das Mercês ou da Redenção dos Cativos: Para os libertar era necessário pagar o resgate. Como nem todas as famílias tinham posses para libertar seus familiares, S. Pedro Nolasco fundou, 1218, a Ordem das Mercês ou da Redenção dos Cativos. A própria Virgem, numa aparição, incitou a isso. Pedro contou a sua visão ao Sr. Raimundo de Penhaforte e ao rei Jaime I, de Aragão e os três conseguiram pôr prática o projeto.

    A festa de Nossa Senhora das Mercês: Graças ao heroísmo de Pedro e à generosidade dos cristãos, a obra foi fecunda resultados e só terminou com o desaparecimento da pirataria. Dizia o Breviário Romano que “foi com o fim de agradecer a Deus e à Santíssima Virgem os benefício de tal Instituição que se estabeleceu a festa de Nossa Senhora das Mercês”. O nome feminino, Mercedes, vem deste título especial da Virgem Maria.

    Oração – Ajudai-nos com a Tua misericórdia para que possamos recuperar a feliz liberdade dos filhos de Deus. Amém.
    Nossa Senhora das Mercês, intercedei por nós!

     

    Outros santos e beatos celebrados 24 de setembro:

    Martirológio Romano

    1.   Em Milão, na Transpadana, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Anatólio, que é considerado o primeiro bispo desta cidade.(† s. II)

    2.   Em Sedelaucum, hoje Seaulieu, no território de Autun, na França, os santos AndóquioTirso e Félix, mártires.(† data inc.)

    3.   Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, também na França, São Rústico, bispo, que, sendo presbítero nesta cidade, assumiu, com grande alegria da cidade, a honra do episcopado.(† s. V)

    4.   Em Lião, na Gália, hoje também na França, São Lopo, bispo, que antes tinha vivido como anacoreta.(† d. 528)

    5*.   Em Marselha, na Provença, também na França, Santo Isarno, abade, homem austero para consigo, mas benevolente e pacífico para com os outros, que renovou a vida regular no mosteiro de São Vítor.(† 1043)

    6.   Na Panónia, território da actual Hungria, São Gerardo Sagredo, bispo de Csanad e mártir, que foi preceptor de Santo Emerico, príncipe adolescente, filho do rei Santo Estêvão, e morreu apedrejado junto ao rio Danúbio numa sedição de húngaros pagãos.(† 1046)

    7*.   Em Gerona, na Catalunha, região da Espanha, o Beato Dalmácio Moner, presbítero da Ordem dos Pregadores, insigne pelo seu amor à solidão e ao silêncio.(† 1341)

    8*.   Em York, na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Spenser, presbítero, e Roberto Hardesty, condenados à pena capital e enforcados no reinado de Isabel I, o primeiro por ser sacerdote, o segundo por lhe ter dado hospitalidade.(† 1589)

    9.   Em Nagasáki, no Japão, Santo António González, presbítero da Ordem dos Pregadores, que, enviado para o Japão com outros cinco companheiros e encarcerado pouco tempo depois, foi submetido duas vezes ao suplício da água, até que, consumido pela febre, precedeu os seus companheiros na morte, no tempo do chefe supremo Tokugawa Yemitsu.(† 1637)

    10.     Em San Severino, nas Marcas, região da Itália, São Pacífico, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne pela suas penitências, amor à solidão e oração ante o Santíssimo Sacramento.(† 1721)

    11*.   Em Maribor, na Eslovénia, o Beato António Martinho Slomsek, bispo, que se dedicou com todas as suas energias ao cuidado da vida cristã das famílias, à formação do clero e à defesa da unidade da Igreja.(† 1862)

    12*.   Em Roma, a Beata Colomba Gabriel (Joana Matilde Gabriel), abadessa do mosteiro de L’viv, na Ucrânia, que, injustamente caluniada, se dirigiu para Roma, onde viveu pobre e alegre e fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Caridade, além da obra social chamada Casa da Família, favor das jovens operárias pobres ou afastadas da família.(† 1926)

    13*.   Em Ablat de la Ribera, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato José Raimundo Pascoal Ferrer Botella, presbítero e mártir, que padeceu o martírio durante a perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

    14*.   Em Rotglà y Corbera, também na província de Valência, o Beato José Maria Ferrándiz Hernández, presbítero e mártir, que na mesma perseguição religiosa terminou vitoriosamente o combate da fé.(† 1936)

    15*.   Em Olleria, na mesma província de Valência, a Beata Encarnação Gil Valls, virgem e mártir, que, levando a lâmpada acesa, foi ao encontro de Cristo Esposo.(† 1936)

    16*.   Em Alcira, também na província de Valência, o Beato José Raimundo Ferragut Girbés, mártir, pai de família que morreu como vítima por Cristo na mesma perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

    17♦.   Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Afonso do Sagrado Coração de Maria (Afonso Arimány Ferrer), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, foi assassinado  em ódio ao sacerdócio.(† 1936)

    18♦.   Em Málaga, também na Espanha, os beatos Manuel Gómez Contioso, presbítero, e companheiros[1] mártires, que, durante a mesma perseguição, foram assassinados ódio à fé cristã.


    [1]  São estes os seus nomes: Estêvão Garcia Garcia e Rafael Rodríguez Mesa, religiosos da Sociedade Salesiana.(† 1936)

    19♦.   Em Cuenca, também na Espanha, os beatos Melchior do Espírito Santo (Melchior Rodríguez Villastrigo), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e companheiros[2] mártires, que consumou egregiamente o seu combate por Cristo.


    [2]  São estes os seus nomes: Luís de São Miguel dos Santos (Luís de Erdoíza y Zamalloa), Tiago de Jesus (Tiago Arriaga y Arríen), presbíteros, e João de Nossa Senhora do Castellar (João Francisco Joya y Corralero), religioso, todos da Ordem da Santíssima Trindade.(† 1936)

  • São Firmino de Amiens

    Origens: São Firmino de Amiens era originário de uma família nobre de Pamplona na Espanha. Seus pais Fermo e Eugenia eram pagãos, mas, depois, se converteram na época do episcopado de seu filho. Firmino, que era o filho mais velho, foi confiado aos cuidados do padre Onesto, que o batizou e o instruiu na fé cristã.

    O primeiro bispo: Mais tarde, foi ordenado sacerdote pelo bispo de Toulouse Onorato e, depois de alguns anos, bispo. São Firmino permaneceu sua cidade natal de Pamplona, onde uma tradição local o considera o primeiro bispo da cidade. Depois, passou a evangelizar algumas regiões da França como Aquitânia, Auvergne, Anjou e outras no nordeste. Apesar da oposição dos sacerdotes pagãos, os resultados de seu trabalho foram sensacionais. 

    Desafios apostólicos: Os “Atos” dizem que ele também foi preso por ordem do governador romano Valério, açoitado e, depois, libertado. Em seus itinerários, acabou parando Amiens (a antiga Samobriva Ambianorum) onde foi bispo com grande sucesso por muitos anos. Sabe-se que ele converteu muitos nobres incluindo o senador Faustiniano, de cujos descendentes o outro bispo confessor  São Firmino de Amiens (celebrado outra data). 

    Páscoa: Pelos diligentes magistrados Longulo e Sebastiano, foi novamente preso no início do século IV e convidado a abjurar, mas São Firmino de Amiens recusou, mantendo-se firme sua fé. Então, os magistrados, para evitar uma reação popular, mandaram decapitá-lo na prisão 25 de setembro de um ano não especificado entre 290 e 303.

    Suas relíquias: No século VII, não se sabia onde estava o túmulo do santo bispo e mártir, mas, por uma visão milagrosa, o bispo de Amiens São Salvio o encontrou. Suas relíquias estão espalhadas várias igrejas da França, pois o culto a São Firmino de Amiens teve uma ampla difusão, tanto na França como na Espanha. Em Pamplona, particular, é muito solene, documentado pela primeira vez 1186, quando o bispo da cidade Pedro II recebeu algumas relíquias de São Firmino Amiens. Em 1217, na catedral havia um altar dedicado a ele e a festa foi celebrada com uma oitava.  

    Devoção atual: Atualmente, na cidade de origem, existem duas capelas dedicadas a ele, uma na catedral e outra na igreja de São Lorenzo, construídas segundo a tradição no local da casa natal de São Firmino de Amiens. A festa Pamplona ficou muito conhecida no mundo, pela corrida de touros, o famoso “encierro”, que acontece nas ruas da cidade por cerca de 850 metros, com touros livres correndo junto com homens bastante ousados, com a participação de uma grande multidão e numerosos turistas, e terminando na arena. Em Amiens, na França, o nome de São Firmino foi incluído nas ladainhas medievais dos santos, e, na antiguidade, havia cinco celebrações sua homenagem durante o ano, incluindo 25 de setembro, dia do martírio e data que ele é inserido no ‘Martyrologium Romanum’. 

    Padroeiro e representações artísticas: Na Idade Média foi invocado como protetor dos tanoeiros, mercadores de vinho, padeiros e contra as doenças. Na arte figurativa, as obras confundem-se Amiens, precisamente pelos dois bispos homónimos da mesma diocese, mas os de Firmino bispo e mártir são mais facilmente identificáveis, ​​devido ao seu martírio, que o tornou mais famoso; de fato, tendo sido decapitado, algumas obras ele é retratado com a cabeça na mão ou olhando para a cabeça decepada no chão. Os ‘Atos’ que falam dele datam do século V ou VI, tendo motivos de decorações escultóricas na própria catedral de Amiens.

    Minha oração: “Pelo teu sangue, fizeste frutificar a fé do povo, intercedei por aqueles que lhe rogam e pelo povo no qual viveu o seu bispado. Que teu exemplo seja fortaleza e consolo para os europeus, assim como para nós. Amém!”

    São Firmino, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 25 de setembro

    Martirológio Romano

    1.   Comemoração de São Cléofas, discípulo do Senhor, que, seguindo viagem com outro discípulo, sentiu arder-lhe o coração quando Cristo, na tarde da Páscoa, lhes apareceu no caminho e lhes explicava as Escrituras e depois, na povoação de Emaús, reconheceu o Salvador na fracção do pão.

    2.   Em Amiens, na Gália Bélgica, actualmente na França, São Firmino, venerado como bispo e mártir.(† data inc.)

    3.   Em Damasco, na Síria, os santos mártires Paulo e Tata, esposos, e seus filhos SabinianoMáximoRufo e Eugénio, que, acusados de serem cristãos, depois de suportarem açoites e outros suplícios, entregaram a sua alma a Deus.(† c. s. IV)

    4.   Em Chartres, na Gália Lionense, na hodierna França, São Solene, bispo.(† a. 511)

    5.   Em Soissons, na Gália Bélgica, também na actual França, São Princípio, bispo, irmão de São Remígio.(† s. VI)

    6*.   Em Cork, na Mormónia, província da Irlanda, São Finbarro, bispo.(† s. VI)

    7.   Em Auxerre, na Nêustria, actualmente na França, Santo Anacário ou Aunacário, bispo, durante cujo episcopado se concluiu o chamado Martirológio Jeronimiano.(† 605)

    8*.   Em Cusance, no território de Besançon, na Nêustria, também na actual França, Santo Ermenfredo, abade.(† c. 670)

    9*.   No mosteiro da Santíssima Trindade, na região de Moscovo, na Rússia, São Sérgio de Radonez, que, depois de viver como eremita na aspereza da floresta, seguiu a vida cenobítica, que propagou desde que foi eleito hegúmeno; foi sempre um homem de índole afável, conselheiro de príncipes e consolador dos fiéis.(† 1392)

    10*.   Na serra de Alpujarras, próximo de Granada, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Marcos Criado, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade dos Cativos e mártir, que foi morto pelos Mouros.(† 1569)

    11*.   Em Carrión de Calatrava, povoação próxima de Ciudad Real, também na Espanha, os beatos mártires João Pedro de Santo António (José Maria Bengoa Arangúren), presbítero, e Paulo Maria de São José (Pedro Leoz y Portillo), religioso da Congregação da Paixão, e Jesus Hita Miranda, religioso da Companhia de Maria, que, durante o furor da perseguição religiosa, foram fuzilados pelos milicianos ódio à Igreja.(† 1936)

    12♦.   Em Madrid, também na Espanha, os beatos João Codera Marquês e Tomás Gil de la Cal, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires na mesma perseguição contra a Igreja.(† 1936)

    13*.    Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, o Beato Félix das Cinco Chagas (Félix Ugalde Irurzun), religioso da Congregação da Paixão, que, fuzilado por causa da sua fé cristã durante a grande perseguição, alcançou a palma do martírio.(† 1936)

  • São Cosme e São Damião

    Nascimento: São Cosme e São Damião, nascidos na Arábia, se dedicaram ao cuidado dos enfermos, o que foi a alavanca principal da vida dos dois irmãos, que viveram no século III, no tempo da perseguição contra os cristãos. Eles cuidavam dos doentes, sem aceitar remuneração. Por isso, receberam o apelido de “anárgiros”, palavra grega que significa “sem prata”. A sua fama de homens corajosos e distintos benfeitores espalhou-se, rapidamente, por toda a região.

    Cuidadores de Almas: A atividade desses santos gêmeos não se limitou apenas aos cuidados do corpo enfermo. Na sua prática profissional, visavam também o bem das almas, com o exemplo e a palavra. De fato, converteram muitos pagãos ao cristianismo.

    É famoso o episódio da cura de uma mulher hemorroíssa, chamada Paládia, que, por gratidão, deu três ovos aos dois irmãos. Porém, por não aceitarem, ela implorou a Damião que os aceitasse, nome de Cristo, aquela pequena oferta. Para não ofender a mulher, Damião aceitou os ovos. Este seu gesto provocou a reação de Cosme, que pediu, publicamente, após a sua morte, para não ser enterrado com seu irmão.

    Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos suas curas.

    Páscoa: O suplício dos dois irmãos é narrado pela Lenda Áurea, segundo a qual foram primeiro jogados no fogo, de onde saíram ilesos. Depois, foram condenados à lapidação, mas as pedras voltavam contra os atiradores. E, ainda, as flechas lançadas pelos arqueiros feriram seus algozes. Por fim, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV.

    Igreja: Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, Constantinopla, uma grandiosa igreja honra dos seus protetores, São Cosme e São Damião. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do Papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu no dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data.

    Protetores e Padroeiros: São Cosme e São Damião são padroeiros dos médicos, dos cirurgiões, farmacêuticos, parteiras e das faculdades de medicina.

    Minha oração: “Reconhecidos como grandes médicos, curai as doenças da nossa alma, assim como as mazelas do nosso corpo. Pedimos aos irmãos a graça da fraternidade familiar, da paz e amizade entre os irmãos. Amém!”

    São Cosme e São Damião, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 26 de setembro:

    Martirológio Romano

    Santos Cosme e Damião, mártires, que, segundo a tradição, exerceram a medicina Ciro, na Eufratésia, território da hodierna Síria, sem pedir nunca remuneração e curando a muitos com os seus cuidados gratuitos.(† c. s. III)

    2.   Comemoração de São Gedeão, da tribo de Manassés, que foi juiz Israel e, recebendo do Senhor o sinal do orvalho no velo de lã, com a fortaleza de Deus destruiu o altar de Baal e libertou o povo de Israel dos seus inimigos.

    3.   Em Albano, no Lácio, região da Itália, São Senador, mártir.(† s. III/IV)

    4.   Em Bolonha, cidade da actual Emília-Romanha, também na Itália, a comemoração de Santo Eusébio, bispo, que, com Santo Ambrósio defendeu a fé católica contra os arianos e sepenhou muito promover entre as jovens o valor da virgindade.(† s. IV)

    5.   Em Gaeta, no Lácio, também na Itália, Santo Estêvão de Rossano, monge, companheiro de São Nilo o Jovem.(† 1001)

    6.   Na zona de Túsculo, próximo de Roma, São Nilo o Jovem, abade, natural da Grécia, que, aspirando a uma forma de viver santamente, cultivou a prática da abstinência, humildade e peregrinação, teve o dom da profecia e sábia doutrina e fundou o célebre mosteiro de Grottaferrata segundo a observância dos Padres Orientais, onde, já nonagenário e oração na igreja, entregou o seu espírito a Deus.(† 1004/1005)

    7*.   Em Salerno, na Campânia, região da Itália, a Beata Lúcia de Caltagirone, virgem da Ordem Terceira Regular de São Francisco.(† 1400)

    8.   Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Sebastião Nam I-gwan e oito companheiros[1], mártires, que, depois de sofrerem cruéis suplícios, foram degolados por causa da sua fé cristã. Comemoram-se também as santas mártires Luzia KimCatarina Yi, viúva, e sua filha Madalena Cho, virgem, que, encarceradas pela sua fé Cristo, morreram também vítimas de atrozes tormentos dia incerto deste mês.


    [1]  São estes os seus nomes: Inácio Kim Che-jun, Carlos Cho Shin-ch’ol; Colomba Kim Hyoim, virgen; Madalena Pak Pong-son e Perpétua Hong Kum-ju, viúvas; Julieta Kim, Águeda Chon Kyong-hyob y Madalena Ho Kye-im.(† 1839)

    9.   Em Lião, na França, Santa Teresa (Maria Vitória Couderc), virgem, que, superando as tribulações com ânimo sereno, fundou a Companhia de Nossa Senhora do Cenáculo na localidade de La Louvesc, junto ao túmulo de São João Francisco de Régis.(† 1885)

    10*.   Em Gars, povoação próxima de Munique, na Alemanha, o Beato Gaspar Stanggassinger, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor, que, dedicado à formação dos jovens, foi para eles um exemplo de caridade alegre e oração assídua.(† 1899)

    11*.   Em Los Reyes, cidade do Perú, o Beato Luís Tezza, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes Ministros dos Enfermos, que, para servir a Deus nos enfermos, fundou a Congregação das Filhas de São Camilo, que sabiamente reuniu para se dedicarem a múltiplas obras de caridade.(† 1923)

    12*.   Em Valência, na Espanha, as Beatas Maria do Amparo (Teresa Rosat Balasch) e Maria do Calvário (Josefa Romero Clariana), virgens da Congregação da Doutrina Cristã e mártires, que, durante a perseguição religiosa, foram encarceradas e depois assassinadas por causa da sua fidelidade a Cristo Esposo.(† 1936)

    13*.   Também Valência, o Beato Rafael Pardo Molina, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu durante a perseguição contra a fé cristã. Com ele se comemora também o beato mártir José Maria Vidal Segú, presbítero da mesma Ordem, que passou à glória celeste depois de ter dado Barcelona um inquebrantável testemunho de fé Cristo.(† 1936)

    14*.   Em Puerto de Canals, localidade da mesma província de Valência, a Beata Crescência Valls Espi, virgem e mártir, que sofreu o martírio durante a mesma perseguição religiosa.(† 1936)

    15*.   Em Benifairó de Valldigna, povoação da mesma província de Valência, a Beata Maria del Olvido Noguera Albelda, virgem e mártir, que, na mesma perseguição, sofreu o martírio por causa da sua fé.(† 1936)

    16*.   Em Gilet, também na província de Valência, o Beato Boaventura de Puzol (Júlio Esteve Flors), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a mesma perseguição, vítima da violência dos inimigos da fé cristã, foi ao encontro do Senhor.(† 1936)

    17*.   Em Benifallin, na província de Alicante, também na Espanha, a Beata Maria Jordá Botella, virgem e mártir, que, na mesma perseguição, venceu gloriosamente o bom combate por Cristo.(† 1936)

    18*.   Em Madrid, também na Espanha, o Beato Leão Maria de Alacuás (Manuel Légua Marti), presbítero da Congregação dos Terciários de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, durante a mesma perseguição, alcançou a coroa de glória.(† 1936)

    19♦.   Em Bilbau, também na Espanha, o Beato António Cid Rodríguez, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu receber a sublime palma da glória celeste.(† 1936)

  • Sao-Vicente-de-Paulo

    Nascimento: São Vicente de Paulo nasceu 1581, cidade da Gasconha, região da França, no seio de uma família de camponeses. Embora tenha passado a sua adolescência no campo, a sua perspicácia foi percebida por um benfeitor, que lhe ofereceu a oportunidade de estudar.

    Vida Sacerdotal: Em 1600, com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote, mas obteve o diploma teologia somente 1604. Abriu uma escola particular, mas teve muitos gastos. Além disso, durante uma viagem marítima de Marselha a Narbonne, seu navio foi atacado por piratas: Vicente foi preso e vendido como escravo Túnis. Ao receber sua alforria, dois anos depois, voltou para França, graças ao seu terceiro patrão, que, no entanto, se converteu ao cristianismo.

    Catequista: Em 1612, tornou-se pároco de uma igreja Clichy, na periferia de Paris. No entanto, conheceu o Cardeal Pierre de Bérulle, que foi seu diretor espiritual, por muito tempo. Desta forma, começou suas atividades como catequista. 

    A Desigualdade: Em 1613, foi encarregado da formação dos filhos dos Marqueses de Gondi, onde permaneceu quatro anos. Ali, percebeu o enorme abismo entre ricos e pobres, não só do ponto de vista material e social, mas também cultural e moral. Sua preocupação com a pobreza foi compartilhada pela Marquesa Gondi, que colocou uma grande quantidade de dinheiro à sua disposição, para que fosse instituída uma obra de pregação quinquenal entre os camponeses das suas terras. São Vicente de Paulo deixou temporariamente o castelo para ir trabalhar uma pequena paróquia na periferia de Châtillon-le-Dombez.

    Primeira Célula da Caridade Vicentina: A primeira coisa que Vicente fez como pároco foi cuidar de uma família doente, que não tinha o que comer, porém, percebeu que, quando o dinheiro acabasse, a família voltaria à sua indigência de antes. Buscou outro meio, mais eficiente e longo prazo, para ajudar. Em 20 de agosto de 1617, nasceu a primeira célula da Caridade Vicentina, que foi confiada, segundo os ditames da sociedade, às mulheres, que foram chamadas “Servas dos Pobres”. A instituição cresceu de modo extraordinário, obtendo, tempo recorde, a aprovação do Bispo de Lyon. 

    Filhas da Caridade: São Vicente de Paulo voltou ao castelo de Gondi, mas para tratar da promoção humana e material dos camponeses. Depois, transferiu-se para Paris, porque é nas grandes metrópoles que as diferenças sociais, entre quem tem tudo e quem não tem nada, são maiores: sentiu que era ali que devia intervir. Na capital, muitas senhoras nobres, ansiosas de fazer beneficência, quiseram contribuir financeiramente para as obras de “Monsieur Vincent”: assim, 1617, nasceram as Damas da Caridade.

     A obra mais importante que realizaram foi a abertura de um hospital municipal. Porém, as senhoras não conseguiam atender às necessidades mais humildes. 

    Por isso, 1633, Vicente fundou uma Congregação feminina, inovadora para a época: as Filhas da Caridade, que não seriam “monjas”, distantes do mundo e dedicadas à contemplação, mas “freiras”, irmãs dos últimos, que vivem ao lado deles no mundo e deles cuidam diariamente. Ainda hoje, as Filhas da Caridade são a maior família religiosa feminina da Igreja.

    Congregação da Missão: A obra incessante de São Vicente de Paulo não se limitou apenas à comunidade das Irmãs. Começou a pregar a Palavra de Deus nas aldeias, onde muitos sacerdotes se uniram a ele. Assim, nasceu uma nova comunidade, que contava com a ajuda financeira da família Gondi: a Congregação da Missão, mais tarde conhecida como Lazaristas, cuja sede foi o convento de São Lázaro. 

    Páscoa: São Vicente de Paulo faleceu Paris, 27 de setembro de 1660, com a idade de 79 anos. Não deixou nenhuma obra escrita, a sua única obra ou a sua obra-prima foi a Caridade. Morreu como exemplo de caridade, do verdadeiro amor, que não fazia distinção entre o de Deus e o ao próximo. 

    Legado: A espiritualidade vicentina foi fundada na dupla descoberta de Cristo e dos pobres. Acreditam na igualdade entre a oração e ação, no compromisso com o mundo e para o mundo. Concretiza-se com a evangelização e a promoção humana. Seus filhos religiosos se inspiram apenas nas “Regulae”, que encarnam as características do espírito vicentino: simplicidade, humildade, mansidão, mortificação e zelo pela salvação das almas.

    Via de Santificação: A beatificação de São Vicente de Paulo ocorreu no dia 21 de agosto de 1729 pelo Papa Bento XIII. A celebração de canonização foi realizada 16 de junho de 1737, pelo Papa Clemente XII, na Basílica do Vaticano. Em 1885, o Papa Leão XIII o proclamou padroeiro de todas as Associações católicas de caridade.

    Minha oração: “Vós, que fostes admiravelmente dedicado aos pobres, ensinai-nos a sermos atentos para com essas realidades. Os nossos irmãos mais fragilizados, dê a eles a graça da salvação e do encontro com Cristo. Dai força aos grupos vicentinos que dão continuidade a vossa obra. Amém!”

    São Vicente de Paulo, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 27 de setembro

    Martirológio Romano

    Memória de São Vicente de Paulo, que, cheio de espírito sacerdotal, se entregou ao cuidado dos pobres Paris, na França, reconhecendo cada pessoa atribulada o rosto do seu Senhor. Fundou a Congregação da Missão e, com a colaboração de Santa Luísa de Marillac, também a Congregação das Filhas da Caridade, para configurar a Igreja à sua imagem primitiva, para formar santamente o clero e para socorrer os necessitados.(† 1660)

    2.   Em Milão, na Gália Transpadana, hoje na Lombardia, região da Itália, São Caio, bispo.(† s. III)

    3.   Na fortaleza de Bremur, no território dos Éduos, na Gália, actualmente na França, São Florentino, que, segundo a tradição, foi decapitado pelos Vândalos juntamente com Santo Hilário.(† s. V)

    4.   No cenóbio de Liessies, no Hainaut da Austrásia, também na actual França, Santa Hiltrudes, virgem, que viveu piedosamente retirada com seu irmão Guntardo, abade.(† d. 800)

    5.   Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Adolfo e João, irmãos, que, durante a perseguição dos Mouros, no tempo do rei ‘Abd ar-Rahman II, foram coroados com o martírio por Cristo.(† c. 825)

    6.   Em Fara, próximo de Cíngoli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Bonfílio, que, depois de ter sido bispo de Folinho, passou dez anos na Terra Santa e, ao regressar a Itália, se retirou no mosteiro de Stóraco, do qual tinha sido abade, morrendo finalmente na solidão.(† c. 1115)

    7.   Em Paris, na França, Santo Eleázaro ou Eleázar de Sabran, conde de Ariano, que, observando a virgindade e todas as virtudes com sua esposa, a Beata Delfina, morreu na flor da idade.(† 1323)

    8*.   Em Pistóia, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Lourenço de Ripafratta, presbítero da Ordem dos Pregadores, que observou fielmente durante sessenta anos a disciplina religiosa e foi assíduo na administração sacramental da Penitência.(† 1456)

    9*.   Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato João Baptista Laborier du Vivier, diácono e mártir, que, tempo de perseguição contra a Igreja, por causa do seu estado clerical foi condenado a cruel cativeiro, onde morreu consumido por grave enfermidade.(† 1794)

    10*.   Em Sagunto, na Espanha, os beatos mártires José Fenollosa Alcayna, presbítero, e Fidel de Puzol (Mariano Climente Sanchis), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que, durante o furor da perseguição religiosa, derramaram o seu sangue por Cristo.(† 1936)

    11*.   Em Gilet, povoação da província de Valência, também na Espanha, as beatas mártires Francisca Xavier de Rafelbunol (Maria Fenollosa Alcayna), da Ordem Terceira das Capuchinhas da Sagrada Família, e Hermínia Martínez Amigó, mãe de família, que, na mesma perseguição religiosa, confirmaram com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor.(† 1936)

    12♦.   Em Lloret del Mar, perto de Gerona, também na Espanha, as beatas Madalena Fradera FerragutcasasMaria do Carmo Fradera Ferragutcasas e Maria Rosa Fradera Ferragutcasas, virgens da Congregação das Missionárias do Coração de Maria e mártires, que mereceram associar-se às núpcias eternas com seu Esposo, Jesus Cristo.(† 1936)

  • São Venceslau

    Nascimento: São Venceslau nasceu Praga, República Checa, 907. Foi educado como cristão por sua avó Santa Ludmila. Sucedeu a seu pai, Vratislau, antes de morrer, quando ainda muito jovem, tornando-se duque da Boêmia. Isto despertou sua mãe, Draomira, a ira e a vingança, pois ela preferia o segundo filho, Boleslau.

    Reinado: Cristianizou o seu país como um verdadeiro nobre. Pacífico na administração do reino e misericordioso para com os pobres; redimiu um grupo inumerável de escravos pagãos que estavam à venda Praga, para que fossem batizados. Certa vez, decidiu fazer um duelo para não envolver seus soldados na guerra, mas seu adversário se reconciliou com ele. 

    O Trono Roubado: Antes que isso acontecesse, a mãe tomou à força o poder e começou uma grande e desumana perseguição aos cristãos. Assim, por sua maldade e impopularidade junto ao povo, foi deposta pelos representantes das províncias, que fizeram prevalecer a vontade do rei Vratislau, elevando ao trono seu filho Venceslau. 

    Imediatamente, seguindo o conselho da avó, Venceslau levou de volta ao reino o cristianismo. Quando soube disso, Draomira ficou tão transtornada que contratou alguns assassinos para dar fim à vida da velha e bondosa senhora, que morreu enquanto rezava, estrangulada com o próprio véu.

    Inveja de Draomira: Draomira sabia que ainda havia mais uma pedra seu caminho impedindo seus planos maldosos e sua perseguição ao povo cristão. Venceslau era um obstáculo difícil, pois, muito pouco tempo, já tinha conquistado a confiança, a graça e a simpatia do povo, que via nele um verdadeiro líder, um exemplo a ser seguido. 

    Páscoa: Draomira e Boleslau, inconformados com a popularidade de Venceslau, arquitetaram um plano diabólico para acabarem com sua vida. Morreu 935. Boleslau atacou Venceslau enquanto ele ia sozinho, como costumava fazer, à igreja. Mãe e filho, porém, não tiveram tempo de saborear o poder e o trono roubado de Venceslau, pois, poucos dias, Draomira teve uma morte trágica e Boleslau foi condenado pelo imperador Oton I.

    Relíquia: O seu corpo foi sepultado na igreja de São Vito, Praga. Desde então, passou a ser cultuado como santo. A Hungria, a Polônia e a Boêmia têm São Venceslau seu protetor e padroeiro. Mais tarde, no século XVIII, a Igreja inscreveu São Venceslau no calendário litúrgico, marcando o dia 28 de setembro para a sua festa.

    Minha oração: “Tu foste nobre de sangue, mas muito mais nobre na alma, dai aqueles que são os líderes a mesma nobreza e dedicação para o povo que necessita. Embuti a fé nos teus devotos e com teu exemplo fortaleça o caminho cristão. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

    São Venceslau, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 28 de setembro:

    Martirológio Romano

    São Venceslau, mártir, duque da Boémia, que, educado pela sua avó Santa Ludmila na sabedoria humana e divina, foi rigoroso consigo, mas pacífico na administração do reino e misericordioso para com os pobres; redimiu um grupo inumerável de escravos pagãos que estavam à venda Praga, para que fossem baptizados; e depois de enfrentar muitas dificuldades governar os seus súbditos e formá-los na fé, foi atraiçoado por seu irmão Boleslau e assassinado por alguns sicários na igreja de Stara Boleslav, na Boémia, na actual Chéquia.(† 929/935)

    Santos Lourenço Ruiz (de Manila) e quinze companheiros[1], mártires – presbíteros, religiosos e leigos – que, depois de terem espalhado a semente da fé cristã nas Filipinas, na Formosa e no Japão, por decreto do supremo chefe Tokugawa Yemitsu, dias diversos consumaram Nagasáki o seu martírio por amor a Cristo, mas são celebrados na mesma comemoração.


    [1]  São estes os seus nomes: Domingos Ibáñez de Erquicia, Tiago Kyuhei Gorobioye Tomonaga, António González, Miguel de Aozaraza, Guilherme Courtet, Vicente Shiwozuka, Lucas Alfonso Gorda, Jordão (Jacinto) Ansalone y Tomás Hioji Rokuzayemon Nishi, presbíteros da Ordem dos Pregadores; Francisco Shoyemon, Miguel Kurobioye e Mateus Kohioye, religiosos da mesma Ordem; Madalena de Nagasáki, virgem da Ordem Terceira de Santo Agostinho; Marina de Omura, virgem da Ordem Terceira dos Pregadores; Lázaro de Kyoto, leigo.(† 1633-1637)

    3.   Em Calidone, na Pisídia, na hodierna Turquia, os santos AlfeuAlexandre e Zósimo, mártires.(† s. IV)

    4.   Na laura de Souka, perto de Belém, na Palestina, São Caritão, abade, assíduo na oração e nos jejuns e fundador de muitas lauras no deserto da Judeia.(† c. 350)

    5.   Em Bolonha, na Emília-Romanha, actual região da Itália, São Zama, considerado o primeiro bispo desta cidade.(† c. s. IV)

    6.   Em Toulouse, na Aquitânia, actualmente na França, Santo Exupério, bispo, que dedicou uma basílica honra de São Saturnino, defendeu acerrimamente a sua cidade ante a invasão dos bárbaros e, como refere São Jerónimo, foi tão rigoroso consigo mesmo como benevolente para com os outros.(† d. 411)

    7.   Em Belém da Judeia, a comemoração de Santa Eustóquio, virgem, que, com sua mãe Santa Paula, partiu de Roma para ir viver junto do presépio do Senhor e não ficar privada dos conselhos do seu mestre São Jerónimo, e ali, enriquecida com insignes méritos, foi ao encontro do Senhor.(† c. 419)

    8.   Em Genebra, no território dos Helvécios, na actual Suíça, São Salónio, bispo, que tinha sido monge na ilha de Lérins e, durante o seu episcopado, confirmou a doutrina de São Leão Magno e explicou sentido místico a Sagrada Escritura.(† d. 450)

    9.   Em Riez, na Provença, região da Gália, na actual França, São Fausto, bispo, anteriormente abade do mosteiro de Lérins, que foi mandado para o exílio pelo rei Eurico, por ter escrito, contra o arianismo, sobre o Verbo Encarnado e o Espírito Santo consubstancial ao Pai e eterno com o Filho.(† d. 485)

    10*.   Em Lião, na Gália, também na actual França, Santo Anemundo, bispo e mártir.(† c. 658)

    11*.   Em Salzburgo, na Baviera, na hodierna Áustria, os santos Cunialdo e Gisilário, presbíteros, colaboradores do bispo São Ruperto.(† s. VIII)

    12.   Perto de Mogúncia, na Renânia da Austrásia, actualmente na Alemanha, Santa Léoba, virgem, que, chamada da Inglaterra para a Germânia por São Bonifácio, seu parente, foi nomeada abadessa do mosteiro de Tauberbischoffsheim, onde conduziu as servas de Deus pelo caminho da perfeição com a palavra e o exemplo.(† c. 782)

    13*.   Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, o Beato Bernardino de Feltre (Martinho Tomitano), presbítero da Ordem dos Menores, que obteve toda a parte bons frutos no ministério da sua pregação, combateu a usura fundando o chamado Monte de Piedade e, como homem de paz, foi chamado pelo papa Sixto IV para conciliar discórdias civis. (†1494)

    14.   Em Madrid, na Espanha, São Simão de Rojas, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, que, adjudicado à corte da rainha da Espanha, nunca aceitou cargo nem retribuição, mas entre os fastos régios sempre permaneceu humilde, pobre, misericordioso para com os necessitados e fervorosamente devoto para com Deus.(†1624)

    15*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos João Shozaburo, catequista, Mâncio IchizayemonMiguel Taiemon KinoshiLourenço HachizoPedro Terai Kuhioye e Tomás Terai Kahioye, mártires, degolados por causa da sua fé Cristo.(†1630)

    16*.   Em San Feliú de Codines, localidade da Catalunha, na Espanha, o Beato Francisco Xavier Ponsa Casallarch, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, na cruel perseguição religiosa, alcançou a palma do martírio por Cristo e pela Igreja.(†1936)

    17*.   Em Benillup, povoação da província de Alicante, também na Espanha, a Beata Amália Abad Casasempere, mártir, mãe de família, que, tempo de perseguição contra a fé cristã, recebeu a coroa de glória por dar testemunho de Cristo.(†1936)

    18*.   Em Valência, também na Espanha, o Beato José Tarrats Comaposada, religioso da Companhia de Jesus e mártir, que, durante a mesma perseguição religiosa, foi ao encontro de Cristo na glória celeste.(†1936)

    19♦.   Em Moiá, perto de Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Joaquim de São José (José Casas Juliá), religioso da Ordem dos Carmelitas Descalços, e José Casas Rós, seminarista de Barcelona, que na mesma perseguição e no mesmo dia, receberam a coroa de glória.(† 1936)

    20*.   Em Karadzar, cidade próxima de Karaganda, no Cazaquistão, o Beato Nicetas Budka, bispo, o primeiro a exercer o ministério episcopal no Canadá entre os fiéis católicos do Rito Bizantino, o qual, depois de ter regressado à sua pátria, na Ucrânia, tempo de um regime hostil a Deus, foi deportado para um campo de concentração, onde suportou por amor de Cristo todas as adversidades e perseverou firmemente na fé até à morte.(†1949)

  • São Miguel, São Gabriel e São Rafael

    Origens: Os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael são investidos de cargos diferentes. Celebrados, antes, datas diferentes, mas, com as reformas do Concílio Vaticano II, agora são recordados um só dia. A memória litúrgica ocorre 29 de setembro. 

    A Bíblia os lembra com missões específicas: Miguel, o adversário de Satanás; Gabriel, o anunciador; e Rafael, o ajudante. O título de arcanjo deriva da ideia de uma corte celestial na qual os anjos estão presentes de acordo com diferentes graus e dignidades. 

    Os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael ocupam as esferas mais altas das hierarquias angélicas. Eles têm a tarefa de conservar a transcendência e o mistério de Deus, ao mesmo tempo que tornam presente e perceptível a sua proximidade salvífica.

    São Miguel, o Príncipe que luta contra o mal: Segundo a tradição, o Arcanjo Miguel é o príncipe que luta contra o mal, de cujos assaltos defende perenemente a fé e a Igreja. Além disso, é reconhecido o poder da intercessão, muito venerada tanto no Oriente como no Ocidente.

    No mundo, são incontáveis as catedrais, os santuários, os mosteiros, as capelas dedicados ao Arcanjo Miguel. Seu nome é citado cinco vezes na “Sagrada Escritura”, deriva da expressão “Mi-ka-El”, ou seja, “quem é como Deus?”. Pela sua popularidade secular, o Anjo guerreiro que, com a sua espada desembainhada, vigia, do Castelo Santo Anjo, a Cúpula de São Pedro, é também centro de numerosas histórias e anedotas. Uma delas remonta ao dia 13 de outubro de 1884.

    Após a celebração da Missa, na Capela Vaticana, Leão XIII permanece inerte por uns dez minutos. Seu rosto, dizem as testemunhas, revela, ao mesmo tempo, terror e maravilha. A seguir, o Papa Pecci vai depressa ao seu escritório, senta-se à mesa e escreve de impulso uma oração ao Arcanjo Miguel. Meia hora depois, chama o Secretário e lhe entrega a folha de papel, pedindo-lhe para ser imprensa e enviada a todos os Bispos do mundo, para que a súplica fosse recitada no final da Missa. Leão XIII narra ter tido, naqueles poucos minutos, uma estarrecedora visão de “legiões de demônios” que atacavam a Igreja, quase a ponto de destruí-la, e de ter assistido a intervenção defensiva e decisiva do Arcanjo. 

    São Gabriel, o mensageiro de Deus: O Anjo Gabriel fez o anúncio a Maria. No Evangelho de Lucas, lemos “foi enviado”; logo, o Arcanjo Gabriel é o mensageiro de Deus, encarregado de explicar à “Virgem, prometida a um homem da casa de Davi, chamado José”, o modo com o qual Deus deveria se encarnar.

    Mencionado várias vezes no Antigo e no Novo Testamento, São Gabriel, mensageiro por excelência, é o Padroeiro das Comunicações, além disso, foi declarado também Padroeiro da Rádio Vaticano.

    Os episódios bíblicos dos quais Gabriel é protagonista são narrados no Livro do profeta Daniel. O Arcanjo aparece a Daniel para explicar-lhe o significado de uma visão misteriosa (Dn 8,15-18), enquanto, outra (Dn 9,20- 27), preanuncia certos eventos. Ainda no Evangelho, Lucas, ele comunica a Zacarias sobre o nascimento do seu filho João (Lc 1, 8-20). Assim, Gabriel revela, de modo bem mais claro, ser uma criatura celeste, estar na presença de Deus e ser seu mensageiro.

    São Rafael, a medicina de Deus: A história do arcanjo Rafael é narrada no Livro de Tobias, na época da revolta dos Macabeus. O núcleo central do livro é a viagempreendida por Tobias para recuperar, uma terra distante, um crédito de seu pai que se tornou indigente, com o acompanhamento de outro viajante.

    Durante uma parada no rio Tigre, um grande peixe atacou o jovem, que se assustou, mas, depois, encorajado pelo viajante — que era o arcanjo Rafael disfarçado —, pegou o peixe, do qual, sempre por orientação do viajante, arrancou o coração, o fígado e a bílis do peixe e os colocou no alforje.

    Quando estavam quase chegando ao destino final, o Arcanjo insistiu para que Tobias se hospedasse na família de alguns parentes, onde conheceu sua prima Sara, que a lei de Moisés lhe reservou como esposa. A jovem já estava comprometida com sete homens, todos assassinados no tálamo nupcial pelo demônio Asmodeus, por ciúme da jovem. Sara casou-se com Tobias. A nova tentativa de Asmodeus foi derrotada pelo coração e o fígado do peixe, que o viajante sugeriu colocar um braseiro, para que a fumaça afugentasse o demônio.

    Depois do casamento, Tobias voltou para a casa paterna e quis recompensar o viajante por toda a sua ajuda. Chamando de lado o pai e filho, o viajante revelou a sua identidade. Explicou-lhes que, devido às orações e caridade deles, ele havia sido enviado por Deus para curá-los e guiá-los. E falando de si mesmo, lhes disse: “Eu sou Rafael, um dos sete Anjos, sempre prontos para entrar na presença da majestade do Senhor”.

    Minha oração: “Pelos Arcanjos, pedimos a proteção da nossa Igreja, das nossas famílias, nosso trabalho e saúde. Onde houver o mal, defendei-nos e protegei-nos, ao mesmo tempo nos ilumine contra toda a tentação do demônio. Sede nossos companheiros e amigos na caminhada rumo ao Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!”

    Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 29 de setembro:

    Martirológio Romano

    Festa dos santos MiguelGabriel e Rafael, arcanjos. No dia da dedicação da basílica de São Miguel, antigamente edificada na Via Salária, a seis milhas da cidade de Roma, celebram-se juntamente os três arcanjos, cujas missões singulares são reveladas na Sagrada Escritura e que, servindo a Deus dia e noite e contemplando o seu rosto, incessantemente O glorificam.

    2.   Em Perinto, mais tarde chamada Heracleia, na Trácia, na actual Turquia, Santo Eutíquio, bispo e mártir.(† c. s. III)

    3.   Em Valeroctista, hoje Etchmiadzin, na Arménia, as santas RípsimesGaiana e companheiras, mártires.(† s. IV in.)

    4.   Em Auxerre, na Gália Lionense, na actual França, São Fraterno, bispo.(† d. 450)

    5.   Na Palestina, São Ciríaco, anacoreta, que habitou durante quase noventa anos cavernas numa vida austeríssima e foi exemplo admirável para os anacoretas e defensor da verdadeira fé contra os origenistas.(† 557)

    6*.   Em Mettlach, nas margens do rio Saar, na Renânia, actualmente na Alemanha, o sepultamento de São Ludovino, bispo de Tréveris, que fundou o mosteiro deste lugar e morreu Reims.(† c. 717)

    7*.   Na ilha de Ufnau, junto ao lago de Zurique, no território dos Helvécios, actualmente na Suíça, Santo Adelrico, presbítero e eremita.(† s. X)

    8*.   Na Bretanha Menor, região da França, São Maurício, abade do mosteiro cisterciense de Langonet e posteriormente do mosteiro de Carnoet, por ele fundado, onde morreu com fama de santidade.(† 1191)

    9*.   No mosteiro cisterciense de Longpont, também na França, o Beato João de Montmirail, que deixou a sua profissão de nobre cavaleiro para se tornar humilde monge.(† 1217)

    10*.   Em Vannes, no litoral da Bretanha Menor, região da França, o Beato Carlos de Blois, homem piedoso, manso e humilde, que, sendo duque da Bretanha, desejava entrar na Ordem dos Frades Menores, mas, constrangido a reivindicar o principado contra um adversário, suportou com firmeza de ânimo as tribulações de um longo cativeiro e foi morto combate junto de Auray.(† 1364)

    11*.   Em Roma, o Beato Nicolau de Furca Palena, presbítero da Ordem dos Eremitas de São Jerónimo, que fundou no monte Janículo o mosteiro de Santo Onofre, onde, já centenário, descansou no Senhor.(† 1449)

    12*.   Em L’viv, na Ucrânia, São João de Dukla, presbítero da Ordem dos Menores, que viveu uma vida oculta e ascética, segundo os costumes dos Observantes, fervorosamente dedicado ao ministério pastoral das almas e à unidade dos cristãos.(† 1484)

    13*.   Em Nagasáki, no Japão, a paixão dos santos mártires Miguel de Aoxaraza, Guilherme Courtet, Vicente Shiwozuka, presbíteros da Ordem dos Pregadores, Lázaro de Kioto e Lourenço de Manila Ruiz, pais de família, que, encarcerados durante mais de um ano por serem cristãos, sofreram o suplício da cruz e depois foram degolados. A sua memória, juntamente com a dos seus companheiros, celebra-se no dia precedente.(† 1636)

    14.   Em Ossernenon, no território do Canadá, a paixão de São Renato Goupil, mártir, um médico que era colaborador de Santo Isaac Jogues e foi assassinado a golpes de machado por um nativo.(† 1642)

    15*.   Em Gilet, localidade próxima de Valência, na Espanha, o Beato Jaime Mestre Iborra, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a perseguição religiosa, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

    16*.   Em Valência, cidade da Espanha, os beatos mártires Paulo Bori Puig, presbítero, e Vicente Sales Genovês, religioso, ambos da Companhia de Jesus, que travaram o glorioso combate por Cristo.(† 1936)

    17*.   Em Picadero de Paterna, localidade da província de Valência, o Beato Dario Hernández Morató, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que na mesma perseguição religiosa entregou a sua alma a Deus.(† 1936)

    18*.   Em Lérida, também na Espanha, o Beato Francisco de Paula Castelló i Aleu, mártir, que, condenado na mesma perseguição religiosa, enfrentou a morte por Cristo com ânimo sereno e grande fortaleza.(† 1936)

    19♦.   Em Madrid, também na Espanha, os beatos José Villanova Tormo, presbítero e Francisco Edreira Mosquera, religioso, ambos da Sociedade Salesiana e mártires, assassinados ódio à fé cristã na mesma perseguição.(† 1936)

    20♦.   Em Milão, na Itália, o Beato Luís Monza, presbítero da diocese de Milão, fundador das Pequenas Apóstolas da Caridade.(† 1954)

  • São Jerônimo

    Nascimento: Sofrônio Eusébio Jerônimo é o nome completo de São Jerônimo. Nasceu Estridão, atual Croácia. Não se sabe a data exata do seu nascimento, estima-se que seja por volta de 347. De família cristã e rica, São Jerônimo recebeu uma sólida educação e, ajudado pelos seus pais, completou os estudos Roma. Ali, deu-se à vida mundana, deixando-se levar pelos prazeres. Porém, logo se arrependeu, recebeu o Batismo e seguiu a vida contemplativa. 

    Vida: Jerônimo estudou por toda a vida, viajando a Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual. Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos, no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo.

    Primeira Tradução da Bíblia para o Latim

    Chamado pelo Papa: Voltou para Roma 382, chamado pelo Papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia (do grego e do hebraico) para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda a sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia latim chamou-se “Vulgata” e tornou-se oficial no Concílio de Trento.

    Suas obras: Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar latim, grego, hebraico, escritor de estilo rico, puro e eloquente ao mesmo tempo. Dono de personalidade e temperamento fortíssimo, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.

    Retirada para Belém: Devido a certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez quando, com um novo livro. Suas violências verbais não perdoavam ninguém. Teve palavras duras para Ambrósio, Basílio e para com o próprio Agostinho. Mas sempre amenizava as intemperanças do seu caráter para que prevalecesse o direito espiritual.

    Dedicação à Palavra de Deus

    Páscoa: São Jerônimo passou o resto da sua vida Belém, onde sempre se dedicou à Palavra de Deus, à defesa da fé, ao ensino da cultura clássica e cristã e ao acolhimento dos peregrinos. Faleceu sua cela, nas proximidades da Gruta da Natividade, 30 de setembro, provavelmente no ano 420. 

    Contribuição Póstuma: Este santo homem, impetuoso e, muitas vezes, polêmico e divergente, era odiado, mas também muito querido. Não era fácil dialogar com ele, porém deu uma contribuição ao Cristianismo, com seu testemunho de vida e seus numerosos escritos. Com efeito, deve-se a ele a primeira tradução da Bíblia para o latim, chamada Vulgata: traduziu os Evangelhos do grego e o Antigo Testamento do hebraico; ainda hoje, a Vulgata,bora revisada, é o texto oficial da Igreja de língua latina. 

    Minha oração: “Grande tradutor e divulgador da Palavra de Deus, foste tão íntimo das escrituras e nos ensinaste esse belo caminho para a união com Cristo. Dai-nos amor à Palavra, dedicação lê-la, rezá-la e meditá-la como tu mesmo tiveste. Amém.”

    São Jerônimo, rogai por nós!

    Outros santos e beatos celebrados 30 de setembro:

    Martirológio Romano

    Memória de São Jerónimo, presbítero e doutor da Igreja, que, nascido na Dalmácia, na actual Croácia, estudou Roma, onde adquiriu uma vastíssima cultura literária, e aí recebeu o Baptismo; depois, atraído pelo valor da contemplação e da vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado presbítero. Regressou a Roma e foi secretário do papa Dâmaso; mais tarde, estabeleceu-se Belém e retirou-se na vida monástica, dedicando-se com exímia competência a traduzir e explicar a Sagrada Escritura. De modo admirável tomou parte activa nos vários problemas e necessidades da Igreja; finalmente, chegando a uma idade avançada, descansou na paz do Senhor.(† 420)

    2.   Em Piacenza, na actual Emília-Romanha, região da Itália, Santo Antonino, mártir.(† 303)

    3.   Em Soleure, no território dos Helvécios, na actual Suíça, os santos Urso e Vítor, mártires, que, segundo a tradição, pertenceram à Legião Tebana.(† c. 320)

    4.   Na Arménia, São Gregório o Iluminador, bispo, que, depois de ter realizado grandes trabalhos, se retirou numa caverna junto à confluência dos dois ramos do rio Eufrates e aí descansou paz. É considerado o apóstolo dos Armenos.(† c. 326)

    5*.   Em Marselha, na Provença, actualmente na França, Santa Eusébia, virgem, que desde a juventude até à velhice foi sempre fiel serva de Deus.(† c. 497)

    6.   Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Honório, bispo, que era monge romano quando o papa Gregório Magno o enviou como companheiro de Santo Agostinho para evangelizar a Inglaterra, a quem sucedeu nesta sede episcopal.(† 653)

    8.   Em Nusco, na Hirpínia, hoje na Campânia, região da Itália, Santo Amado, bispo.(† 1093)

    7*.   Em Roma, São Simão, monge, anteriormente conde de Crepy, na França, que, renunciando à pátria, ao matrimónio e a tudo, escolheu a vida monástica e depois a vida eremítica nos montes do Jura; chamado muitas vezes a intervir como legado de paz para promover a conciliação entre os príncipes, morreu Roma e foi sepultado na basílica de São Pedro.(† 1082)

    9*.   Em Die, na França, Santo Ismidão, bispo, que, movido pelo seu grande amor aos Lugares Santos, fez por duas vezes a piedosa peregrinação a Jerusalém.(† 1115)

    10*.   Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Felícia Meda, abadessa da Ordem das Clarissas.(† 1444)

    11.   Em Roma, São Francisco de Borja, presbítero, que, depois da morte da esposa, de quem teve oito filhos, entrou na Companhia de Jesus e, abdicando das honras do mundo e das dignidades eclesiásticas, foi eleito superior geral da Ordem, sendo memorável pela sua austeridade de vida e espírito de oração.(† 1572)

    12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato João Nicolau Cordier, presbítero e mártir, que, depois da extinção da Companhia de Jesus, continuou a exercer o ministério sacerdotal na região de Verdun, até que, durante a Revolução Francesa, pela sua condição de sacerdote foi encarcerado na sórdida galera, morrendo de enfermidade e inanição.(† 1794)

    13*.   Em Lanzo, localidade próxima de Turim, na Itália, o Beato Frederico Albert, presbítero, que era pároco e, para socorrer os indigentes, fundou a Congregação das Irmãs de São Vicente de Paulo da Imaculada Conceição.(† 1876)

    14.   Em Lisieux, na França, o dia natal de Santa Teresa do Menino Jesus, cuja memória se celebra no dia seguinte.(† 1897)