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  • Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

    Nascimento e juventude: Adalberto (Vojtěch) nasceu uma família nobre tcheca do príncipe Slavník e sua esposa Střezislava Libice nad Cidlinou, Boêmia. O Chambers Biographical Dictionary dá o seu ano de nascimento como 939. Seu pai era um rico e independente governante do principado de Zličan, que rivalizava com Praga. Adalberto tinha cinco irmãos: Soběslav (herdeiro dos Slavniks), Spytimír, Pobraslav, Pořej, Čáslav e um meio-irmão Radim (Gaudêncio) da ligação de seu pai com outra mulher. Radim escolheu uma carreira clerical como fez Adalberto, e tomou o nome de Gaudêncio. Adalberto era um homem bem-educado, tendo estudado durante cerca de dez anos (970-80) Magdeburgo, sob a orientação de Santo Adalberto de Magdeburgo. Com a morte de seu mentor, ele tomou o nome Adalberto. Superdotado e diligente, Adalberto logo tornou-se conhecido toda a Europa.

    Atos religiosos: Em 980 Adalberto concluiu seus estudos na escola de Magdeburgo e retornou a Praga, onde se tornou um sacerdote. Em 981 morreram, seu pai, príncipe Slavník, e o seu mentor, Santo Adalberto de Magdeburgo.
    Em 982, ainda sem ter completado trinta anos de idade, Adalberto tornou-se bispo de Praga. Embora Adalberto descendesse de família rica e pudesse ter conforto e luxo, “viveu de maneira pobre por sua própria vontade”. Era conhecido por praticar a caridade, pela austeridade, serviço zeloso à Igreja. Seu trabalho foi dificultado até mesmo na sua Boêmia natal, devido à crença pagã profundamente enraizada na mente das pessoas. Adalberto combateu a poligamia e a idolatria, que ainda eram comum entre os tchecos. Ele também se ressentia muito da participação dos cristãos batizados no comércio de escravos.

    Em 989, renunciou ao seu cargo de bispo e deixou Praga. Foi para Roma e viveu como um eremita no mosteiro de Santo Alexis beneditino.

    Quatro anos depois, 993, o Papa João XV mandou-o de volta para a Boêmia. Adalberto tornou-se bispo novamente. Nessa época, ele fundou o mosteiro de Břevnov, perto de Praga, o primeiro terras tchecas. No entanto, a nobreza local continuou a opor-se ao seu ministério. Além disso, segundo a crônica de Cosmas, os altos membros do clero eram um fardo para Adalberto, e 994 ele ofereceu seu cargo para Strachkvas, um membro da dinastia Přemyslida e irmão de Boleslau II, Duque da Boêmia. Strachkvas, no entanto, não aceitou.

    Em 995, a antiga rivalidade dos Slavníks com os Přemyslids resultou na tomada de Libice e o cruel assassinato de quatro (ou cinco) dos irmãos de Adalberto. Tudo isso foi feito pela vontade de Boleslau II, Duque da Boêmia, e os executores eram seus confederados, membros de um poderoso clã de Vršovci. Assim, o principado de Zličan tornou-se parte do território dos Přemyslidas.

    Adalberto condenou Vrśovci na igreja e previu que seriam severamente perseguidos. Após a tragédia, ele não poderia permanecer na Boêmia e fugiu de Praga, apesar do apelo do Papa para ele voltar à sua sede episcopal. Strachkvas acabou sendo designado seu sucessor. No entanto, quando estava para assumir o cargo de bispo de Praga, morreu repentinamente durante o cerimonial. As circunstâncias de sua morte ainda são obscuras.

    Adalberto foi para a Hungria e batizou Géza e seu filho Estêvão, na cidade de Esztergom. Depois seguiu para a Polônia, onde foi calorosamente recebido por Boleslau, o Bravo. Depois da breve visita, Adalberto foi para a Prússia com uma missão cristã.

    Missão e martírio na Prússia: Adalberto sendo morto pelos prussianos, parte das Portas de Gniezno. Adalberto de Praga já 977 tinha a ideia de se tornar um missionário na Prússia. Depois de ter convertido a Hungria, ele foi enviado pelo Papa para converter os pagãos prussianos. Boleslau, o Bravo, duque da Polônia (mais tarde rei), enviou soldados com Adalberto. O bispo e seus seguidores – incluindo seu meio-irmão Radim (Gaudêncio) – entraram território da Prússia e passaram ao longo da costa do Mar Báltico direção a Gdańsk.

    Era um procedimento padrão de missionários cristãos tentar derrubar árvores de carvalho sagrado (ver Iconoclastia), como já haviam feito muitos outros lugares, inclusive na Saxônia. Porque as árvores eram adoradas e os espíritos, que se acreditava habitar nelas, eram temidos por seus poderes, isso era feito para demonstrar aos não-cristãos que nenhuma força sobrenatural protegia as árvores da fé dos cristãos.

    Como eles não atenderam aos avisos para ficarem longe das matas de carvalhos sagrados, Adalberto foi executado por sacrilégio, e seus correligionários interpretaram o fato como sendo um martírio, abril de 997 na costa do mar Báltico, a leste de Truso (atualmente Elbląg, Elbing), ou perto de Tenkitten e Fischhausen. Há registros de que seu corpo foi comprado por seu peso ouro por Boleslau, o Bravo.

    Canonização e memória: Santo Adalberto (Vojtěch) e seu irmão Gaudêncio (Radim) – Monumento Libice (República Tcheca)

    O túmulo de prata de Santo Adalberto (Wojciech) na Catedral de Gniezno
    Alguns anos mais tarde Adalberto foi canonizado como Santo Adalberto de Praga. Sua biografia foi escrita por vários autores Vita Sancti Adalberti Pragensis, sendo o relato mais antigo atribuído ao bispo Notker of Liège, da imperial Aachen e Liège/Lüttich,bora tenha sido assumida por muitos anos que o monge romano João Canapário escreveu a primeira Vita 999. Outro famoso biógrafo de Adalberto foi São Bruno de Querfurt, que escreveu sua hagiografia 1001-1004.

    Notavelmente, os governantes da Boêmia (isto é, Přemyslidas) inicialmente recusaram-se a resgatar o corpo de Santo Adalberto dos prussianos que o assassinaram, por isso foi comprado pelos poloneses. Este fato pode ser explicado por Santo Adalberto pertencer à família Slavniks, inimiga dos Premislidas. Assim, os ossos de Santo Adalberto foram armazenados Gniezno e ajudou Boleslau I, o Bravo, a melhorar a posição da Polônia na Europa.

    Diz-se que 1039, o duque da Boêmia Bretislau I recuperou os ossos de Santo Adalberto de Gniezno e transferiu-os para Praga. Segundo outra versão, ele levou apenas uma parte dos ossos, enquanto que o resto das relíquias de Santo Adalberto (incluindo o crânio) foi escondido pelos poloneses (de acordo com Roczniki Polskie) e encontrado 1127. Em 1928, um dos braços de Santo Adalberto, que Boleslau I tinha dado a Otão III no ano 1000, foi acrescentado aos ossos preservados Gniezno. Hoje, Santo Adalberto tem duas sepulturas, sendo que ainda não se sabe qual delas os ossos são autênticos. Por exemplo, o santo tem dois crânios – um Praga, um segundo Gniezno (roubado 1923).

    Em abril de 1997, o milésimo aniversário do martírio de Santo Adalberto foi comemorado na República Tcheca, Polônia, Alemanha, Rússia e outros países. Representantes das Igrejas católica, ortodoxa grega e evangélica estiveram na ocasião Gniezno, junto ao túmulo do santo. O Papa João Paulo II visitou Gniezno e realizou um serviço cerimonial divino, do qual participaram dirigentes de sete países europeus e cerca de um milhão de fiéis. Na Óblast de Caliningrado, perto da vila de Beregovoe (antiga Tenkitten), onde a morte de Adalberto hipoteticamente teria ocorrido, uma cruz de dez metros foi erguida.(† s. IV)

    ORAÇÃO: Ó glorioso Santo Adalberto, padroeiro da Boêmia, Polônia, Hungria e Prússia, que vida corajosamente proclamou Cristo como Deus na Terra; Rogai por nós! Oremos por intercessão de Santo Adalberto, verdadeira e fiel testemunha de Jesus Cristo, para que interceda por nós junto a Cristo nosso senhor.

    Martirológio Romano

    São Jorge, mártir, cujo glorioso combate Dióspolis ou Lida, na Palestina, celebram desde os tempos antigos todas as Igrejas do Oriente ao Ocidente.(† s. IV)

    Santo Adalberto (Vojtech), bispo de Praga e mártir, que suportou naquela Igreja muitas adversidades epreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos; verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge; finalmente, tendo chegado à Polónia para trazer à fé os habitantes da Prússia, Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.(† 997)

    3.   Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia, Santo Eulógio, bispo, que, segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.(† 387)

    4.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Marolo, bispo, que foi amigo do papa Inocêncio I.(† s. V)

    5.   Em Toul, na Lotaríngia, actualmente na França, São Gerardo, bispo, que, durante trinta e um anos, dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres, socorreu o povo no tempo da peste com as suas preces e jejuns, dedicou a igreja catedral e ajudou os mosteiros não só com beneficências materiais mas também povoando-os com santos discípulos.(† 994)

    6*.   Em Suélli, na Sardenha, a comemoração de São Jorge, bispo.(† 1117)

    7*.   Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália, o Beato Gil de Assis, religioso da Ordem dos Menores, companheiro de São Francisco, que resplandeceu nas suas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.(† 1262)

    8*.   Em Údine, na Venécia, hoje Friuli-Venezia Giúlia, região da Itália, a Beata Helena Valentíni, viúva, que, decidida a viver só para Deus, teve grande actividade na Ordem secular de Santo Agostinho, consagrando-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia.(† 1458)

    9*.   Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.(† 1910)

    10*.   No mosteiro cisterciense de Grottaferrata, no território de Frascáti, próximo de Roma, a Beata Maria Gabriela Saghéddu, virgem, que com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.(† 1939)

  • Santa Maria Isabel Hesselblad e seu retorno à fé católica

    Nascimento: Maria Isabel Hesselblad nasceu Faglavik, Suécia, 1870, uma família de fé luterana, vivida de modo diário e concreto. Desde a escola primária, pelo seu sensível grau de observação, notava que seus colegas de classe professavam as crenças cristãs mais diversas, mas achava que não deveria ser assim. Por isso, começou a pôr-se busca da única Verdade.

    Enfermeira Nova Iorque: Aos 18 anos, Maria Isabel Hesselblad decidiuigrar para Nova Iorque para ajudar, financeiramente, a sua família. Lá, começou a trabalhar como enfermeira no Hospital Roosevelt. Seu contato direto com o mundo do sofrimento e da enfermidade a deixou profundamente impressionada. Naquele período, ocorreu um episódio, narrado sua biografia, que demonstra o quanto a futura Santa era agraciada por Deus.

    O Episódio: Certa noite, por descuido, ficou fechada no necrotério do hospital, por isso decidiu passar o tempo rezando ao lado de cada um dos cadáveres. Ajoelhada ao lado do corpo de um homem, teve a impressão de sentir uma espécie de respiro, mesmo se fraco. Em seu certificado médico, dizia que ele tinha falecido por ataque cardíaco. Mas Isabel sentia aquele respiro sempre mais forte e claro. Como boa enfermeira, sabia que aquele cadáver, no estado entre a vida e a morte, precisava de calor para voltar à vida. Então, cobriu-o com sua roupa. No dia seguinte, ela foi encontrada assim, rezando ao lado daquele jovem, que reviveu.

    Santa Maria Isabel Hesselblad e a Reforma da Ordem de Santa Brígida

    Retorno à Europa como católica: Nos Estados Unidos, Isabel tinha como diretor espiritual o jesuíta Padre Johann Hagen. Graças a ele, abraçou definitivamente a fé católica e foi batizada no dia da Assunção de Nossa Senhora 1902. Logo, voltou à Europa como católica: primeiro visitou sua família na Suécia e, depois, foi para Roma, onde ficou hospedada na casa que era de Santa Brígida, mas depois utilizada pelas Carmelitas.

    Permissão de Papa Pio X: Ali, com uma permissão especial do Papa Pio X, recebeu o hábito religioso das Brigidinas e aprofundou a espiritualidade deste Instituto, originário da sua terra natal. Assim, entendeu qual era a sua vocação: refundar a Ordem, segundo as exigências daquele tempo, mas também fiel à tradição do carisma contemplativo e à solene celebração litúrgica. Transcorria o ano 1911.

    Autobiografia – “O rebanho”: Em seus escritos autobiográficos,ergiu que Isabel ficou fascinada, tenra idade, por uma frase do Novo Testamento, que se referia a um único rebanho, para o qual o Senhor, Bom Pastor, reconduziria todos. Passeando pela natureza extensa e sem confins do seu país, começou a se interrogar qual seria aquele rebanho único. Porém, ao invés de desanimar, diante de todas aquelas perguntas sem resposta, recebeu, como dom de Deus, um grande conforto e uma força incrível. Ouviu até uma voz, que lhe fez uma promessa: iria descobrir, um dia, qual seria este único rebanho. Ao sentir a presença do Senhor, tão perto de si, Isabel se tranquilizou.

    Refundação da Ordem: Desde então, Isabel, que acrescentou ao seu nome o de Nossa Senhora, se esforçou para levar, novamente, a Ordem de Santa Brígida à Suécia, que conseguiu Djursholm, 1923, e, enfim, Vadstena, 1935. Dedicou toda a sua vida à caridade concreta com todos, sobretudo com os necessitados e mais frágeis. Durante a II Guerra Mundial, junto com suas coirmãs, acolheu muitos judeus perseguidos, transformando sua casa centro de distribuição de alimentos e roupas para quem não tinha nada.

    O Falecimento e a Orações a Santa Maria Isabel Hesselblad

    Páscoa: Cansada fisicamente, mas não de espírito, Maria Isabel faleceu Roma, 1957, onde foi beatificada durante o Grande Jubileu do 2000, e canonizada pelo Papa Francisco 2016.

    Oração:
    Maria Isabel escreveu de próprio punho e o deu a sua avó, antes de retornar aos Estados Unidos 1903: “Eu vos adoro, grande prodígio do céu, por dar-me alimento espiritual vestes terrenas! Vós me consolais nos momentos obscuros, quando se dissipam mim todas as esperanças! Ao coração de Jesus, junto ao balaústre do altar, estarei unida, eternamente, por amor”.

    Minha oração: “Ao seu tempo, haverá um só pastor e um só rebanho. Dai-nos, querida santa, o amor e o trabalho pela unidade das nossas comunidades e da Igreja, a fim de que Cristo Reine sobre tudo e sobre todos.”

    Santa Maria Isabel Hesselblad, rogai por nós!


    Martirológio Romano

    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 24 de abril

    São Fiel de Sigmaringa, presbítero e mártir, que era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, onde se entregou a uma vida austera de vigílias e orações. Conhecida a sua actividade assídua na pregação da palavra de Deus, foi enviado à região da Récia, no território da actual Suíça, com a missão de a consolidar na verdadeira doutrina da fé. Em Seewis, na Suíça, foi massacrado pelos hereges, morrendo pela fé católica. († 1622)

    2.   Em Jerusalém, a comemoração das santas mulheres Maria Cléofas e Salomé, que, juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer o dia da Páscoa se dirigiram ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

    3.   Em Lião, cidade da Gália, na actual França, Santo Alexandre, mártir, que, três dias depois da paixão de Santo Epipódio, foi arrastado para fora do cárcere, espancado e, cravado numa cruz, exalou o seu espírito. († 178)

    4.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Antimo, bispo, e companheiros, mártires na perseguição do imperador Diocleciano: Antimo, por ter confessado a fé, foi decapitado e assim recebeu a glória do martírio, seguido por toda a multidão do seu rebanho, dos quais, por ordem do juiz, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros finalmente metidos pequenas barcas e afogados no mar. († 303)

    5.   Em Elvira, na Hispânia Bética, São Gregório, bispo, cuja obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerónimo. († s. IV)

    6.   Em Blois, na Gália Lionense, na actual França, São Deusdado, diácono e abade, que, depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade. († s. VI)

    7.   Em Cantuária, na Inglaterra, São Melito, bispo, que foi enviado à Inglaterra como abade pelo papa São Gregório Magno, posteriormente ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e, depois de passar muitas tribulações, nomeado para a ilustre sede episcopal de Cantuária. († 624)

    8.   Em York, no território de Nortúmbria, na Inglaterra, São Vilfredo, bispo, que exerceu com grandepenho o seu ministério durante quarenta e cinco anos e, constrangido impetuosamente a ceder a outrem a sua sede, terminou paz os seus dias entre os monges de Ripon, de quem tinha sido abade. († 709)

    9.   Em Iona, ilha da Escócia, Santo Egberto, presbítero e monge, que trabalhou com grande diligência na evangelização de várias regiões da Europa e, já avançada idade, reconciliou os próprios monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa e, ao terminar a celebração da solenidade pascal, partiu para a Páscoa eterna. († 729)

    10*.   Em Mortain, na Normandia, região da França, São Guilherme Firmato, eremita, que, sendo cónego e médico Tours, depois de uma peregrinação a Jerusalém, passou o resto da sua vida na solidão. († 1103)

    11.   Em Angers, na França, Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier), virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor. († 1868)

    12.   Em Dinant, na França, São Bento (Ângelo) Ménni, presbítero da Ordem de São João de Deus, que fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. († 1914)

    13*.   Em Roma, Santa Maria Isabel Hesselblad, virgem, natural da Suécia, que, depois de longo tempo de serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se especialmente à contemplação, à caridade para com os necessitados e à união dos cristãos.

  • São Marcos Evangelista

    O Evangelista:

    Marcos e Maria viviam Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

    Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

    Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

     

    O Evangelho e o Mártir: O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro,bora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

    Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. 
    Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

    Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

    Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

     O Martírio: Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

    Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

    Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

     “Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

    São Marcos Evangelista, rogai por nós!

     

    Outros beatos e santos que a Igreja faz memória 25 de abril:
    Martirológio Romano

    1 São Marcos
    Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.† c. 68
    São Aniano
    Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e todos os sentidos admirável. † c. 67
    Santos Pasícrates e Valenciano
    Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada. † c. 302
    São Febádio
    Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia. † c. 393
    Santo Estêvão
    Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.† 479
    São Clarêncio
    Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.† s. VII
    Santo Ermino
    Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.† 737

     

    8 Santa Franca
    Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite oração na presença de Deus.† 1218

     

    9 Beato Bonifácio Valperga
    Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.† 1243

     

    10 Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
    Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.† 1586
    11 São Pedro de São José Betancur
    Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, osigrantes e os condenados a trabalhos forçados.† 1667

     

    12 São João Piamarta
    Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.† 1913
    13 Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
    Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.† 1927
  • São Rafael Arnaiz Barón

    Origens: Filho de Rafael Arnaiz e de Mercedes Báron, primeiro de quatro filhos de uma família católica, artista, pintor, poeta e violinista. Seus pais reconheceram suas habilidades artísticas e, aos 15 anos, deram-lhe de presente aulas de desenho. Isso o motivou a cursar arquitetura. 

    Caminhos a trilhar: Sendo um bom aluno, ganhou de seus pais a possibilidade de passar alguns dias Ávila com seus tios, que eram muito religiosos, pessoas devotas e inclinadas a uma vida piedosa, que viriam a ser verdadeiros amigos espirituais e os grandes influenciadores do caminho seguido pelo santo.

    Anseio pela oração: Em suas obras completas, escrevendo ao seu tio Leopoldo, confidencia: “Eu não sei rezar”. Aos 19 anos de idade, essa maravilhosa e terrível descoberta faz com que se decida pela vida monástica junto aos Trapistas, caminho que ainda levou três anos.

    São Rafael Arnaiz Barón: exemplo de alegria e determinação

    Alegre e divertido: São Rafael Arnaiz Barón era um jovem muito alegre e divertido, que dominava a atenção nos ambientes que entrava. Era um jovem fumante e, ao ingressar na ordem trapista, 1934, escreve com sinceridade à sua mãe sobre a saudade do vício do fumo e da dificuldade com os horários. (Na monastério trapista, acorda-se muito cedo). Vivendo com muita alegria e determinação, venceu o vício e as provas. 

    O diabetes: Após quatro meses, já diagnosticado com diabetes, precisou deixar a Trapa (como é chamado o monastério trapista) para cuidar de sua frágil saúde, e esta seria a via crucis de sua santificação, abraçada com sincera e redentora alegria. Ao retornar para o monastério trapista, 1936, é readmitido como oblato e já não pode professar os votos religiosos. 

    Maturidade Espiritual: Neste momento de sua vida, já se percebe nele um grande crescimento e maturidade espiritual, a ponto de declarar seus escritos o que se faz na trapa: 

    “Amar a Deus e deixar-se amar por Ele, e nada além disso.” (Apologia do Trapista, Obras Completas)

    Páscoa: Entre idas, vindas e guerras, deixou a Trapa, 1937, pela última vez novamente por motivos de saúde. Naquele mesmo ano, decidiu abrir mão da comodidade de sua família e regressou para o monastério, onde faleceu 1938, aos 27 anos de idade. 

    Devoção a São Rafael Arnaiz Barón

    “Só Deus”: Apesar de sua pouca idade, a transformação operada sua vida por Deus foi fantasticamente realizada pouco tempo. Sua pouca idade não foi obstáculo para o projeto de Deus. Sua alegria e inteireza foram o combustível para uma rápida conversão. Seu espírito profundamente católico é refletido seus escritos ricos de espiritualidade e da presença de Deus, num contínuo esvaziamento de si mesmo, para que, no fim, “só Deus” permanecesse, como tantas vezes declarou.

    Altares: Foi beatificado por São João Paulo II 1992; e canonizado pelo Papa Bento XVI 2009. O fato que o levou à canonização foi a milagrosa cura de uma mulher após um gravíssimo quadro de eclampsia 2001, após a súplica de uma amiga e de monges trapistas ao beato Irmão Rafael. Sua festa litúrgica é no dia 26 de abril, data de sua páscoa!

    Minha oração: “Senhor Jesus, que ensinais, por meio de São Rafael Arnaiz, que a única coisa importante é amar a Deus. Ajuda-nos, por sua intercessão, a buscá-Lo e amá-Lo sobre todas as coisas, confiantes que nisso consiste a única e verdadeira felicidade!”

    São Rafael Arnaiz Barón, rogai por nós!


    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 26 de abril
    Martirológio Romano

    1.   Em Roma, a comemoração de São Cleto, papa, que foi o segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana. († 88)

    2.   Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma, São Primitivo, mártir. († data inc.)

    3.   Em Amaseia, no Ponto, no território da actual Turquia, São Basileu, bispo e mártir no tempo do imperador Licínio. († c. 322)

    4.   Num ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, no território da Nêustria, actualmente na França, São Ricário, presbítero, que, movido pela pregação dos monges escoceses, se converteu a uma vida de penitência. († 645)

    5.   No mosteiro de Corbie, também na Nêustria, hoje na França, São Pascásio Radberto, abade, que expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia. († 865)

    6*.   Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália, os santos Guilherme e Peregrino, eremitas. († s. XII)

    7*.   Em Aragão, região da Espanha, os beatos Domingos e Gregório, presbíteros da Ordem dos Pregadores, que, percorrendo juntamente várias povoações sem ouro nem prata e mendigando o alimento para cada dia, anunciavam a todos a palavra de Deus. († s. XIII)

    8*.   No mosteiro da Transfiguração, Moscovo, na Rússia, o sepultamento de Santo Estêvão, bispo de Perm, que para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias, celebrou a liturgia na sua língua nativa, abateu os ídolos, erigiu templos e sobretudo fortaleceu-os na verdade da fé. († 1396)

    9*.   No mosteiro de São Pedro de Dueñas, Palência, cidade da Espanha, São Rafael Arnaiz Barón, religioso da Ordem Cisterciense, que, atingido por uma grave doença ainda durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre Deus. († 1938)

    10*.   Em Montjuic, perto de Gerona, também na Espanha, o Beato Júlio Junyer Padern, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna. († 1938)

    11*.   No campo de concentração de Sachsenhausen, próximo de Berlim, na Alemanha, o Beato Estanislau Kubista, presbítero da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, tempo de guerra, durante a ocupação militar da Polónia por um regime hostil à religião, consumido por graves tormentos neste cárcere entregou a alma a Deus. Com ele é comemorado o Beato Ladislau Goral, bispo auxiliar de Lublin, que, no mesmo lugar e na mesma guerra, defendeu corajosamente a dignidade do homem e da fé, morrendo no cárcere, dia incerto, consumido pela enfermidade. († 1942)

  • Santa Antonina de Nicéia

    Origem do nome: Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado, provavelmente, do grego Antionos, que significa “nascido antes”. É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também.

    Morte: A mártir Antonina morreu Nicéia, na Bitínia, atual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 1o de março, 4 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos o porquê.

    Calendários Litúrgicos: No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Baronio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do papa Clemente VIII, com os santos comemorados datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para consolidar-se, adaptava a liturgia e os cultos dos santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.

    Homenagens: O trabalho de Baronio foi chamado de Martirológio Romano, uma espécie de dicionário dos santos da Igreja de Cristo de todos os tempos. Porém ele, ao lidar com os calendários egípcio, grego e siríaco, que comemoravam santa Antonina datas diferentes, não se deu conta de que as celebrações homenageavam sempre a mesma pessoa. Isso porque o nome era comum e os martírios, descritos de maneira diversa entre si.

    Os calendários: O calendário grego dizia que ela foi decapitada; o egípcio, que foi queimada viva; e o siríaco, que tinha morrido afogada. Mais tarde, o que deu luz aos fatos foi um código geronimiano do século V, confirmando que apenas uma mártir tinha morrido, Nicéia, com este nome.

    Denunciada como cristã: Antonina sofreu o martírio no século IV, durante o governo do sanguinário imperador Diocleciano, na cidade de Nicéia. Ela foi denunciada como cristã, presa e condenada à morte. Mas antes a torturaram de muitas maneiras. Com ferros brasa, queimaram e as mãos e os pés dela. Depois, foi amarrada e colocada numa pequena cela com o chão forrado de brasas, onde ficou por dois dias.

    Não renegou a fé: Voltando ao tribunal, não renegou sua fé. Foi, então, fechada dentro de um saco e jogada no fundo de um lago pantanoso na periferia de Nicéia. Era o dia 4 de maio de 306, data que foi mantida para a veneração de santa Antonina, a mártir de Nicéia.

    Santa Antonina, rogai por nós!

    Outros santos e beatos que a Igreja faz memória 04 de maio:
    Martirológio Romano

    1.   Em Cirta, na Numídia, hoje Constantine, na Argélia, a comemoração dos santos mártires Agápio e Secundino, bispos, que, durante a perseguição do imperador Valeriano, na qual se incitava mais veementemente o furor dos gentios para pôr à prova a fé dos justos, os ilustres sacerdotes, depois de longo exílio nesta cidade, tornaram-se gloriosos mártires. Com eles padeceram os santos Emiliano, soldado, Tertula e Antónia, sagradas virgens, e uma mulher anónima com os seus dois filhos. († 258/259)

    2.   Em Niceia, na Bitínia, hoje İznik, na Turquia, Santa Antonina, mártir, que, torturada barbaramente e atormentada por vários suplícios, depois três dias pendurada e ainda dois anos presa no cárcere, finalmente, por ordem do governador Prisciliano, foi queimada na fogueira pela sua confissão de fé no Senhor. († s III/IV)

    3.   Em Lorch, no Nórico Ripense, na actual Alemanha, São Floriano, mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, por ordem do prefeito Aquilino, foi lançado da ponte ao rio Enns com uma grande pedra ao pescoço. († 304)

    4.   Nas minas de Fenon, na Palestina, onde estavam condenados, a paixão dos santos mártires Silvano, bispo de Gaza, e trinta e nove companheiros, que, durante a mesma perseguição, por ordem do imperador Maximino Daïa foram decapitados e alcançaram o glorioso martírio. († c. 304)

    5.   Em Varsóvia, na Polónia, o Beato Ladislau de Gielniow, presbítero da Ordem dos Menores, que pregou com extraordinário zelo a Paixão do Senhor e a celebrou com piedosos hinos. († 1505)

    6.   Em Londres, na Inglaterra, os santos presbíteros mártires João HoughtonRoberto Lawrence e Agostinho Webster, priores das Cartuxas de Londres, Bellavale e Haxholmie, e Ricardo Reynolds, da Ordem de Santa Brígida, que, por professarem intrepidamente a fé recebida dos santos Padres, foram arrastados ao suplício do esquartejamento no patíbulo de Tyburn durante o reinado de Henrique VIII. Com eles, também o Beato João Haile, pároco de Isleworth, junto da cidade, foi enforcado no mesmo patíbulo. († 1535)

    7*.   Em Tréveris, na Alemanha, o Beato João Martinho Moyë, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, que na Lorena instituiu a Congregação das Irmãs da Providência e na China o Instituto das Virgens Docentes e, expulso da pátria no tempo da Revolução Francesa, trabalhou sempre ardorosamente animado pelo zelo das almas. († 1793)