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Nossa Senhora do Brasil

No aristocrático bairro do Jardim América, à margem da Avenida Brasil, está situada uma das mais interessantes igrejas de São Paulo. Inspirada nos templos coloniais mineiros, a matriz de Nossa Senhora do Brasil, com seu revestimento de azulejos e madeira trabalhada, e seu magnífico zimbório de porcelana, forma um belo conjunto de arquitetura religiosa.

No seu interior, admira-se o altar-mor de madeira entalhada, que pertenceu à antiga igreja, demolida nos arredores de São Paulo e a imagem da Madona do Brasil, que poderia ser denominada Nossa Senhora dos Divinos Corações, pois tanto Ela como o Menino Jesus, executados com feições indígenas de rara formosura, ostentam no peito um coração.

Historicamente sabe-se que em 1725 existia na igreja da Penha em Recife a imagem de Nossa Senhora dos Divinos Corações, escolhida pelos missionários capuchinhos de Pernambuco para padroeira de sua prefeitura apostólica.

A tradição atribui aos primeiros jesuítas a origem da escultura, admitindo-se que a inspiração tenha sido ditada pelo padre José de Anchieta, quando visitou Pernambuco, após ter fundado no Espírito Santo a primeira capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. A imagem teria permanecido em alguma aldeia nativa até ser notada pelos capuchinhos italianos e posteriormente por eles entronizada na matriz do Recife.

No dia 22 de fevereiro de 1840 irrompeu terrível incêndio na igreja de Santo Efrém, transformando-a num amontoado de cinzas, porém, com surpresa geral, apenas a escultura da Virgem Maria não foi atingida pelas chamas.

Em 1828, após vários movimentos sediciosos em Pernambuco, acompanhados de profanações de templos, Frei Joaquim d’Afragola, fervoroso devoto da milagrosa imagem da Virgem, remeteu-se secretamente para o convento da Ordem, em Nápoles.

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