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Santos André Kim Taegón

20/09/2025

Origens: A Igreja coreana foi fundada por leigos: eis a peculiaridade que a distingue das demais Igrejas. Segundo o Missal Romano, o Espírito sopra onde quer. Por isso, naquela estreita península, na extremidade oriental do mundo, o mesmo Espírito inspirou o coração de alguns homens, que abriram suas almas à nova fé, transmitida pelas delegações eclesiásticas chinesas, que visitavam a Coreia, anualmente, desde o início do século XVII.

Chegada de Sacerdotes à Coreia: Com o passar do tempo, os sacerdotes iam à Coreia e levavam consigo escritos religiosos e livros para aprofundar a fé. No entanto, a comunidade nascente, cada vez mais fecunda e prometedora, começou a pedir a Pequim para mandar mais missionários às suas terras e foi atendida. O Padre Chu-mun-mo chegou à Coreia e, assim, tiveram início as celebrações litúrgicas.

A Perseguição: Entretanto, a prosperidade da fé da nova comunidade não passou despercebida. O governo coreano não via com bons olhos o novo culto, que levou ao país novos ritos, bem diferentes dos tradicionais. Assim, 1802, foi promulgado um édito estatal, que não proibia apenas a crença cristã, mas também mandava exterminar os cristãos. 

O primeiro a ser assassinado foi o único sacerdote chinês. Contudo, 1837, chegaram mais dois, acompanhados por um Bispo, pertencentes às Missões Estrangeiras de Paris,bora houvesse ainda perseguições.

André Kim Taegon, primeiro sacerdote da Coreia: André foi um dos primeiros sacerdotes coreanos, nascidos e criados no país. Nasceu 1821, uma família convertida e muito fervorosa, tanto que seu pai transformou sua casa igreja doméstica, onde se reuniam muitos fiéis para ser batizados.

André Kim respirava a fé, desde criança, e conheceu de perto o martírio precoce com a morte do seu pai, assassinado aos 44 anos. Tais episódios, porém, fortaleceram ainda mais a sua fé, a ponto de ir a Macau para receber a ordenação sacerdotal. Ao regressar à Coreia como diácono, 1844, favoreceu, às ocultas, a entrada no país do Bispo Ferréol. Juntos, trabalharam como missionários, sempre segredo, apesar do eterno clima de perseguição. 

André, de modo particular, conhecendo os costumes e a mentalidade locais, obteve resultados extraordinários seu apostolado. Contudo, foi descoberto e preso, por tentar enviar documentações e testemunhos para a Europa. Padre André Kim Taegon foi martirizado 16 de setembro de 1846.

Companheiros Mártires: Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon. Neste dia, veneram-se na mesma celebração todos os cento e três mártires que na Coreia deram testemunho da fé cristã. Todos estes atletas de Cristo – entre os quais três bispos, oito presbíteros e todos os outros leigos: homens e mulheres, casados ou não, anciãos, jovens e crianças – suportando o suplício, consagraram com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja na Coreia.

Paulo Chong Hasang, catequista peregrino: A história de Paulo é a de um herói da fé, pois, ainda jovem, presenciou ao martírio de metade da sua família. Paulo Chong, natural de Mahyan, nasceu 1795; foi preso, com sua mãe e irmã, e privado de todos os seus bens. Ao readquirir a sua liberdade, sua fé ficou mais forte do que nunca; transferiu-se para Seul, onde se uniu à comunidade cristã local, com a qual trabalhou muito, obtendo novas conversões. Sozinho e a pé, apesar das enormes dificuldades, fez pelo menos 15 peregrinações à China, comprometendo-se para levar sacerdotes e missionários às terras coreanas de Pequim. Hospedado na casa do Bispo francês de Imbert, que ajudou a entrar na Coreia, recebeu o convite para ser sacerdote. Porém, Paulo foi preso, durante as perseguições anticristãs, e martirizado 22 de setembro de 1839.

Via de Santificação: A canonização ocorreu 06 de maio de 1984, pelo Papa João Paulo II. Determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.

Minha oração: 

“Pedimos a intercessão dos mártires pelo povo coreano e seus descendentes, pedimos pelo país e seus governantes, para que sejam conforme os valores cristãos e a fé possa florescer nessa região através desse testemunho. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

Santo André Kim e companheiros mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados 20 de setembro

Martirológio Romano

Memória dos santos André Kim Taegon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros[1], mártires na Coreia. Neste dia veneram-se na mesma celebração todos os cento e três mártires que na Coreia deram testemunho da fé cristã, neste reino introduzida primeiro por iniciativa de alguns leigos fervorosos e depois alimentada e fortalecida pela pregação dos missionários e a celebração dos sacramentos. Todos estes atletas de Cristo – entre os quais três bispos, oito presbíteros e todos os outros leigos: homens e mulheres, casados ou não, anciãos, jovens e crianças – suportando o suplício, consagraram com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja na Coreia.


[1]  São estes os seus nomes: Simeão Berneux, António Daveluy, Lourenço Imbert, bispos; Justo Ranfer de Bretenières, Luís Beaulieu, Pedro Henrique Dorie, Pedro Maubant, Tiago Chastan, Pedro Aumaître, Martinho Lucas Huin, presbíteros; João Yi Yun-il, André Chong Hwa-gyong, Estêvão Min Kuk-ka, Paulo Ho Hyob, Agostinho Pak Chonwon, Pedro Hong Pyong-ju, Paulo Hong Yong-ju, José Chang Chu-gi, Tomé Son Chason, Lucas Huwang Sok-tu, Damião Nam Myong-hyog, Francisco Ch’oe Kyong-hwan, Carlos Hyon Song-mun, Lourenço Han I-hyong, Pedro Nam Kyong-mun, Agostinho Yu Chin-gil, Pedro Yi Ho-yong, Pedro Son Son-ji, Benedita Hyong Kyong-nyon, Pedro Ch’oe Ch’ang-hub, catequistas; Águeda Yi, Maria Yi In-dog, Bárbara Yi, Maria Won Kwi-im, Teresa Kim Im-i, Columba Kim Hyo-im, Madalena Cho, Isabel Chong Chong Hye, virgens; Teresa Kim, Bárbara Kim, Susana U Sur-im, Águeda Yi Kan-nan, Madalena Pak Pong-son, Perpétua Hong Kum-ju, Catarina Yi, Cecília Yu So-sa, Bárbara Cho Chung-i, Madalena Han Yong-i, viúvas; Madalena Son So-byog, ÁguedaYi Kiong-i, Águeda Kwon Chin-i, João Yi Mun-u, Bárbara Ch’oe Yong-i, Pedro Yu Chong-nyul, João Baptista Nam Chongsam, João Baptista Chon Chang-un, Pedro Ch’oe Hyong, Marcos Chong Ui-bae, Aleixo U Se-yong, António Kim Song-u, Protásio Chong Kuk-bo, Agostinho Yi Kwang-hon, Águeda Kim A-gi, Madalena Kim O-bi, Bárbara Han A-gi, Ana Pak A-gi, Águeda Yi So-sa, Luzia Pak Hui-sun, Pedro Kwon Tu-gin, José Chang Song-jib, Madalena Yi Yong-hui, Teresa Yi Mae-im, Marta Kim Song-im, Luzia Kim, Rosa Kim, Ana Kim Chang-gum, João Baptista Yi Kwang-nyol, João Pak Hu-jae, Maria Pak Kun-a-gi Hui-sun, Bárbara Kwon-hui, Bárbara Yi Chong-hui, Maria Yi Yon-hui, Inês Kim Hyo-ju, Catarina Chong Ch’or-yom, José Im Ch’i-baeg, Sebastião Nam I-gwan, Inácio Kim Che-jun, Carlos Cho Shin-ch’ol, Julieta Kim, Águeda Chon Kyong-hyob, Madalena Ho Kye-im, Luzia Kim, Pedro Yu Taech’ol, Pedro Cho Hwa-so, Pedro Yi Myong-so, Bartolomeu Chong Mun-ho, José Pedro Han Chae-kwon, Pedro Chong Wom-ji, José Cho Yun-ho, Bárbara Ko Sun-i, Madalena Yi Yong-dog. († 1839-1866)

2.   Em Sínada, na Frígia, hoje Cifitkasaba, na Turquia, São Dorimedonte, mártir.(† s. III)

3.   Em Roma, a comemoração de Santo Eustáquio, mártir, cujo nome é celebrado numa antiga diaconia da cidade.(† data inc.)

4.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, os santos mártires Hipácio, e Asiano, bispos, e André, presbítero, que, no tempo do imperador Leão o Isáurico, pela defesa das sagradas imagens, depois de cruéis e graves tormentos, foram lançados como alimento aos cães.(† c. 740)

5*.   Perto da cidade de Arco, no Trentino, região da Itália, o Beato Adelpreto, bispo, estrénuo defensor dos pobres e crianças e da liberdade da Igreja, que, surpreendido pelas ciladas dos inimigos, foi cruelmente espancado até à morte.(† c. 1172)

6*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Tomás Johnson, presbítero da Cartuxa desta cidade e mártir, que, no reinado de Henrique VIII, encarcerado na prisão de Newport     por causa da sua fidelidade à Igreja, foi o nono dos seus confrades que ali morreu de fome e enfermidade.(† 1537)

7*.   Em Córdova, na Espanha, o Beato Francisco de Posadas, presbítero da Ordem dos Pregadores, insigne pela sua penitência, humildade e caridade, que durante quarenta anos anunciou a Cristo nesta região.(† 1713)

8.   Na fortaleza de Son-Tay, no Tonquim, agora no Vietnam, São João Carlos Cornay, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, por decreto do imperador Minh Mang, depois de sofrer cruéis suplícios foi esquartejado e finalmente degolado por causa da fé cristã.(† 1837)

9.   Em Seul, na Coreia, os santos Lourenço Han I-hyong, catequista, e seis companheiros[2], mártires, que morreram por Cristo, enforcados diversos cárceres. A sua memória celebra-se hoje, juntamente com a dos outros mártires desta região.


[2]  São estes os seus nomes: Pedro Nam Kyong-mun, catequista; Teresa Kim Im-i, virgem; Susana U Sur-im e Águeda Yi Kan-nan, viúvas; Catarina Chong Ch’or-yom e José Im Ch’i-nbeg, baptizado no cárcere. 

(† 1837)

10.   Em Puebla, no México, São José Maria de Yermo y Parres, presbítero, que fundou a Congregação das Servas do Coração de Jesus e dos Pobres, para socorrer os indigentes nas necessidades da alma e do corpo. 

(† 1904)

11♦.   Em Pozoblanco, perto de Córdova, também na Espanha, a Beata Teresa Cejudo Redondo, mãe de família, cooperadora salesiana e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinada ódio à vida religiosa. († 1936)

12♦.   Em Sittard, na Holanda, a Beata María Teresa de São José (Anna Maria Tauscher van den Bosch), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus.(† 1938)

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